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Ele se irritou com juiz e criou 'VAR' na Bolívia; agora, 13 anos depois, quer indenização milionária da Fifa

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Um engenheiro civil boliviano quer uma indenização milionária da Fifa por um motivo simples: ele alega ter sido o inventor do VAR, sistema de árbitro de vídeo que a entidade agora utiliza em suas competições oficiais.

Em entrevista ao jornal Clarín, Fernando Méndez Rivero contou que patenteou uma ideia embrionária do VAR em 2005, meses depois que seu time, o Oriente Petrolero, foi prejudicado pela arbitragem durante clássico contra o Blooming, pelo Campeonato Boliviano.

"Dei o nome de 'Projeto piloto de arbitragem eletrônico'. Enviei o documento digitalizado com tudo para 208 Confederações afiliadas à Fifa", garantiu Rivero.

Ao descobrir que a Fifa resolveu adotar o VAR em suas competições desde o Mundial de Clubes de 2017, mas agora com destaque na Copa do Mundo 2018, o boliviano se revoltou.

"Trabalhei mais de oito meses no desenvolvimento. Sentei no computador e comecei no Autocad, depois completei no Word. Esse documento desmente qualquer um que alegue ser dono da ferramente. Eu enviei primeiro à Fifa e eles plagiaram. Copiaram 100% da minha ideia", brada.

Agora, 13 anos depois, ele pleiteia uma indenização milionária da entidade suíça.

"Todos os que trabalham recebem um salário. Por acaso alguém trabalha de graça? Também quero que me paguem!", dispara.

"Eu gastei meu tempo, meu cérebro e meu talento para desenhar isso. É justo que me paguem uma boa quantia. Fiz um cálculo e pedi US$ 500 mil (cerca de R$ 2 milhões) para casa Associação filiada à Fifa que implemente o VAR em sua liga nacional", salienta.

"Tudo está registado no Sernapi (Serviço Nacional de Propriedade Intelectual), absolutamente certificado. Esse documento hoje vale ouro", completa.

Rivero também contou que entregou os documentos da patente registrada em abril de 2005 à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) para análise, e que marcou uma reunião com o presidente da Bolívia, Evo Morales, para pedir ajuda sobre o tema.

O suposto criador do VAR ainda surpreendeu ao revelar quem foi o primeiro a se interessar por seu projeto.

"Ricardo Teixeira, que era o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, foi o único que me ligou e me disse que havia gostado do projeto. Mas, depois, nunca mais falei com ele", relata.