Ex-Arsenal, Arsène Wenger diz que seu maior erro foi ficar 22 anos no mesmo clube

Depois de 22 anos, Arsène Wenger deixou o comando do Arsenal no final da última temporada. Em entrevista à RTL, da França, o treinador admitiu que seu maior erro pode ter sido justamente ficar tanto tempo em uma só equipe.

“Talvez ter ficado no mesmo clube por 22 anos. Eu sou alguém que gosta de mudar bastante, mas também gosto de um desafio. Fui prisioneiro do meu próprio desafio algumas vezes”, disse Wenger ao ser perguntado qual considerava o maior erro da carreira.

Seu último título da Premier League veio de forma invicta, na temporada 2003-04. Nos últimos anos, quando o Arsenal passou a ficar distante da briga pelos grandes torneios, Wenger viu torcedores pedirem sua saída, mas seguiu no clube. Ele falou também sobre o sacrifício que fez para manter o time entre os melhores na Inglaterra.

“Eu me arrependo de ter sacrificado tudo o que sacrifiquei porque percebi que eu machuquei muitas pessoas ao meu redor. Fui negligente com muitas pessoas. Negligenciei minha família, não dei a devia atenção à muita gente próxima”, disse.

“No fundo, o homem obcecado é egoísta em sua busca pelo que ama. Ele ignora um monte de outras coisas”, completou.

O ex-comandante do Arsenal também falou sobre alguns de seus ex-atletas, Thierry Henry e Patrick Vieira, se sairão bem em suas tentativas de serem treinadores.

“De vez em quando eu sou perguntado se Henry e Vieira serão bons treinadores e sempre respondo ‘sim’. Eles têm todas as qualidades; são inteligentes, conhecem futebol, têm habilidades, e eles querem sacrificar o que é preciso ser sacrificado. É uma obsessão que fica na sua cabeça dia e noite”, analisou.

“Você acorda as três horas da manhã pensando sobre escalação, tática, formação...”, completou.

Wenger ainda não definiu o que fará agora que saiu do Arsenal. A equipe inglesa, por outro lado, contratou Unai Emery para ser o treinador da equipe na temporada 2018-19.