Nessa décima quarta edição do “Credencial ESPN na Copa”, que já está disponível no WatchESPN, você vai viajar nas histórias e memórias das Copas do Mundo que marcaram a vida de Zé Elias.
Quem convive com ele, todos os dias na redação, não tem ideia do quanto ele sofreu e lutou para tornar-se o Zé da Fiel. Filho de família de classe média baixa, na infância ele era chamado pelo irmão mais novo, Rubinho, de Ié-ié.
Apaixonado desde sempre pelo futebol, Zé foi introduzido ao mundo da bola muito cedo. Aos 5 anos, enquanto o pai jogava no gol pelo time da fábrica Olivetti, onde trabalhava, o pequeno José Elias Moedim Júnior disputava partidas com outros filhos de funcionários, de forma lúdica, sem saber que dava os primeiros passos de uma profissão que carregaria por mais 27 anos.
A sorte grande veio um ano depois, quando aos seis foi chamado para participar de um teste no time de futsal do Corinthians. Na memória Zé Elias guarda a data exata da estreia com a camisa do Timão.
“Foi em 22 de agosto de 1982, num jogo contra o Paineiras, no Morumbi”, decretou o cara que muitos anos depois se tornaria um dos maiores símbolos de garra e entrega da Fiel.
E não vá pensando que esse início de carreira no futebol foi um mar de rosas, de dinheiro e fama abundantes, pelo contrário. Zé Elias lembra que economizava na condução para garantir o pão ou a quentinha que ele consumia ali nas proximidades do Parque São Jorge.
Lembra também que o melhor tênis que ele tinha para treinar era marcado por ter um furo no dedão. E que, se alguém chegasse com uma chuteira nova e esquecesse no vestiário, já era, pois todos os seus companheiros de time eram pobres.
É esse passado de luta que emociona o ex-jogador, hoje comentarista dos canais ESPN. Aliás, o que mexe mesmo com Zé são as lembranças dos tempos de convívio com o avô, José Marques de Souza, em Poços de Caldas, no interior de Minas.
Recentemente essas memórias foram declaradas, ao vivo, no Bate-Bola bom dia com o ídolo de toda uma vida.
Quando criança, influenciado pelo avô, Zé colocou na cabeça que queria ser Éder Aleixo, um dos grandes pontas-esquerdas que passaram pela seleção brasileira.
José Marques era fascinado pelos potentes chutes daquele atacante que brilhava no Atlético de Minas e da seleção. Acreditava que o neto, que ele chamava de filho, tinha a mesma potência nos chutes para seguir os caminhos de Éder. Tempos e convivência dos quais Zé Elias lembra com emoção e saudosismo.
Você vai ver como ele, ainda menino, se encantou e chorou com aquela fantástica seleção brasileira de 1982. Ouviremos histórias jamais contadas dos bastidores. Vai relembrar o dia que esperou pela convocação que não veio para a Copa de 1998, quando estava no auge de sua carreira.
Também vai contar os detalhes daqueles Jogos Olímpicos de 1996, desde a derrota para a Nigéria até a pressão do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, exigindo nos vestiários que os jogadores conquistassem a medalha de bronze, que veio contra Portugal.
A emoção vai rolar solta com as histórias do cara que o lançou para o futebol profissional, Mário Sérgio e a carta que Zé escreveu para ele no dia do acidente com o avião da Chapecoense. “Para mim, até hoje o Mário não morreu, né. Eu já me peguei várias vezes sonhando com ele, em conversar com ele.”
Os craques e as seleções que prometem brilhar na Rússia, as histórias dos bastidores com o parceiro de seleção, Ronaldo “Fenômeno”, também são destaques nessa edição do “Credencial ESPN”.
E se prepare para rir com o vasto repertório de imitações. Sim, acredite: Zé Elias tem uma incrível habilidade de pescar o jeito e a voz dos novos e velhos amigos.
Mais sincero e emocionante do que polêmico. Mais humano e direto do que sonhador. Conheça um Zé Elias que poucos tiveram a oportunidade de conhecer.
