Quando empatou o dérbi da Catalunha, no último final de semana, Gerard Piqué não teve dúvidas de como comemorar seu gol: com o dedo indicador levantado e sobre os lábios, pediu silêncio à torcida do Espanyol, que o vaiara durante todo o confronto.
A animosidade entre zagueiro e fãs dos Blanquiblaus é antiga, perdurando desde 2008, mas uma provocação feita oito anos depois fez o defensor pegar raiva dos rivais.
Em partida válida pelo Campeonato Espanhol da temporada 2015/16, no Estádio RCDE, os torcedores do Espanyol estenderam uma faixa de cunho machista contra a cantora Shakira, casada com Piqué desde 2010 e com quem tem dois filhos.
"Shakira é de todos", dizia o objeto, posicionado atrás de um dos gols.
O clube, porém, não deixou barato o ato de parte de seus torcedores. Então presidente, Joan Collet pediu perdão pelas graves ofensas à colombiana e assegurou que a faixa só não foi retirada por recomendação dos Mossos, a polícia da Catalunha.
"Lamentamos profundamente e não compartilhamos com muitas das expressões de um setor da arquibancada, tanto a nível de cânticos, como a nível de faixas. Não sabíamos que ela existia e nos sentimos enganados. Não entraram com ela no estádio, mas, sim, a fizeram lá de dentro", disse, à época, o mandatário.
A provocação à cantora, então, fez com que o Espanyol rompesse relações com a torcida que estendeu a faixa contra Shakira e se viu sendo multado em mais de 24 mil euros pelos atos de seus fãs.
E engana-se quem pensa que o clube recorreu da multa na Justiça. Pelo contrário: assumiu a culpa e fez o pagamento da sanção.
Para o dérbi do último final de semana, o Espanyol emitiu uma nota oficial pedindo para que os torcedores se comportassem durante o jogo.
