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Afundado em dívidas, dono enrolado e 20 anos longe da 1ª divisão; esse time já ganhou duas Champions

Há longínquos 38 anos, um certo time inglês parava a Europa. Afinal, quem imaginaria que, em 1980, o Nottingham Forest, um time sediado no sudeste da Inglaterra, chegaria ao grande feito de ganhar, pela segunda temporada consecutiva o título da Uefa Champions League, o mais cobiçado do continente?

Pois quase quatro décadas depois a situação é praticamente a inversa daquela vivida pelo esquadrão treinado pelo eterno Brian Clough.

Longe da elite desde que foi rebaixado na temporada 1998/99, o Forest se tornou um time iô-iô com participações também na terceirona e, hoje, agoniza na Championship, segundona na da Inglaterra.

Apenas na 14ª colocação do torneio, no meio da tabela, o time muito provavelmente não subirá mais uma vez e, inclusive, vive uma crise financeira sem precedentes.

Os gastos abusivos com salários de Fawaz Al Hasawi, empresário milionário do Kuwait e antigo dono do Nottingham Forest até maio do ano passado, fizeram com que o clube tivesse sérias dificuldades e não colhessem os bons frutos das quase 18 milhões de libras arrecadadas em receita.

Para se ter uma ideia, houve uma explosão de incríveis 173% nos pagamentos de contratos para jogadores. Àquela época, por exemplo, o atacante Michail Antonio, hoje destaque do West Ham na Premier League, possuía o maior salário do elenco.

Os valores pagos a seus atletas, à oportunidade, superavam até a arrecadação de 13 dos 24 clubes participantes da segundona inglesa. O Forest ainda estava entre os dez clubes mais endividados do certame, ao lado de Brighton, Cardiff City, Fulham, Blackburn Rovers, Hull City, Middlesbrough, Ipswich Town, Bristol City e Reading.

A dívida líquida da equipe de Nottingham batia na casa de 74 milhões de libras e entendia-se que o valor era, em sua maioria, advinda de empréstimos realizados para pagar a família de Al Hawsawi.

Com as dívidas ampliadas e chegando a uma situação preocupante, o kuwaitiano acertou a venda do clube ao milionário grego Evangelos Marinakis, que também detém as ações majoritárias do gigante nacional Olympiacos. No anúncio, o novo dono afirmou que o Forest teria "um futuro excitante que dava uma razão genuína para otimismo".

O que aconteceu, no entanto, enrolou ainda mais os "Reds". Isso porque Marinakis acabou acusado de manipulação de resultados no Campeonato Grego junto com outras 27 pessoas, incluindo outros donos e até árbitro e ex-árbitros locais, que fez com que fosse proibido de conduzir o futebol da equipe 44 vezes campeão da Grécia.

"Tenho certeza que minha inocência sobre essas acusações será demonstrada pelo processo judicial", ele disse, em novembro do ano passado. O veredito não saiu até hoje.

Em meio a todas as dificuldades de gerência, o Nottingham Forest vai a campo neste domingo, ás 13h50 (de Brasília), contra o Arsenal, em partida válida pela 3ª fase da Copa da Inglaterra, com transmissão AO VIVO e EXCLUSIVA da ESPN e do WatchESPN.