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Caso Arthur Cabral: veja qual motivo da discórdia e posições de Ceará e Palmeiras em briga por valor milionário

ESPN.com.br apurou como Ceará e Palmeiras têm visões diferentes a respeito do tema envolvendo a ida de Arthur Cabral à Fiorentina


O Ceará acionou nesta sexta-feira (1º) a CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para receber valor que considera que o Palmeiras lhe deve pelo atacante Arthur Cabral, atualmente na Fiorentina. A informação foi publicada primeiramente pelo GE e confirmada pelo ESPN.com.br.

A reportagem apurou com fontes ligadas a ambos os clubes como cada um enxerga a situação. Nos bastidores, o clube paulista segue irredutível a respeito de uma possível mudança de pensamento em relação ao caso e acredita que está amparado pelo contrato no processo que correrá na CNRD.

O principal ponto de discordância entre os dois clubes é a respeito da mais-valia da venda de Arthur Cabral do Basel, da Suíça, à Fiorentina. O Vozão alega ter em contrato o direito a receber metade do valor de 30% da mais valia da venda de Arthur Cabral dos suíços para os italianos, em janeiro de 2022.

À época, a contratação foi selada por R$ 92 milhões. No entendimento do Vozão, isso renderia à equipe o montante de R$ 12 milhões, que abrange o valor da mais valia e outros R$ 2,2 milhões pelo Mecanismo de Solidariedade da Fifa.

A reportagem apurou que o Palmeiras não entende que 50% do valor de mais-valia deverá ser repassado ao Ceará por interpretar que o time alvinegro deveria receber apenas quantias ligadas aos direitos econômicos e não ao valor de mais-valia.

Como mostrou a ESPN em 22 de abril deste ano, o clube alvinegro alega ter em contrato o direito a receber metade do valor de 30% da mais valia. O ESPN.com.br apurou que as tratativas amigáveis entre as partes foram encerradas no último dia 20 de junho. A partir daí o Ceará reuniu as documentações e procurou a CBF.

Mesmo se tratando de um caminho mais veloz do que a Justiça Comum, a entidade máxima do futebol brasileiro deverá levar um prazo de cerca de um ano, entre processos, audiências e desfecho, para determinar o vencedor da ação, uma vez que passou por reformulações internas que podem atrasar um pouco o processo.