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Jornal denuncia 'bastidores tóxicos' do Chelsea, cita humilhação, funcionários doentes e até suicídio

Jornal The New York Times publicou denúncias graves sobre o ambiente do Chelsea nesta quinta-feira (30)


Em reportagem publicada nesta quinta-feira (30), o jornal The New York Times, considerado o mais importante do mundo, fez graves denúncias sobre o ambiente interno do Chelsea, descrito como "tóxico".

A matéria conta, por exemplo, que diversos funcionários do departamento de marketing dos Blues sofreram com episódios de "humilhação extrema" por parte da chefia (principalmente do comandante da pasta, Gary Twelvetree), levando a ausências por problemas médicos e, em um dos casos, até ao suicídio.

"A pressão nos bastidores cobrou o preço. No ano passado, diversos empregados do Chelsea sumiram por semanas, às vezes meses, por licenças médicas. Pelo menos 10 funcionários do departamento de marketing, que emprega 50 pessoas, saíram do clube juntos. Em janeiro deste ano, um deles cometeu suicídio", contou o diário.

A pessoa em questão foi Richard Bignell, ex-comandante da ChelseaTV, o canal oficial do time britânico no YouTube, de acordo com o veículo.

O NY Times ouviu mais de uma dúzia de funcionários e ex-empregados dos Blues, que contaram episódios graves de assédio moral, descrevendo o ambiente de trabalho na equipe de Londres como "infeliz", "intimidante" e "medonho".

"A família de Bignell não quis comentar sobre a morte, mas uma dúzia de funcionários e ex-empregados da equipe falaram de uma cultura tóxica no ambiente do trabalho sob a gestão de Gary Twelvetree. É consenso que muitas pessoas se sentiam humilhadas, vítimas de bullying e até tendo crises de pânico e ansiedade ao serem convocadas para reuniões", contou o jornal.

Os episódios relatados pelas fontes aconteceram na reta final da "era Roman Abramovich", principalmente nas semanas depois que o Chelsea foi colocado à venda pelo magnata russo.

Enquanto a agremiação procurada um novo comprador, muitos funcionários também tiveram problemas psicológicos graves ao serem ameaçados constantemente com a perda do emprego, de acordo com as fontes ouvidas pelo diário norte-americano.

O NY Times pediu uma posição oficial ao Chelsea, que agora é propriedade do empresário americano Todd Boehly. Os Blues afirmaram que contrataram uma consultoria externa para "investigar as alegações feitas sobre os abusos cometidos na gestão dos antigos donos".

"A nova diretoria do clube acredita firmemente em uma cultura de trabalho que empodere seus funcionários e garanta que eles se sintam seguros, incluídos, valorizados e confiantes", disse o time de Londres, em comunicado.

Gary Twelvetree, o chefe da pasta do marketing, também foi procurado pelo jornal. Ele segue em sua função no Chelsea, e a equipe informou que ele não faria comentários.