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Cicinho não entende momento do São Paulo, mas defende Ceni: 'Se fosse outro, a vaca já tinha ido para o brejo'

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Raphael Prates reprova dupla Luciano e Calleri no ataque do São Paulo: 'Não tem jogo!' (3:38)

Para Prates, o setor ofensivo com os dois não tem funcionado (3:38)

Ex-lateral e hoje comentarista foi companheiro de Ceni nas conquistas de 2005: Paulistão, Libertadores e Mundial de Clubes


Ex-lateral-direito e hoje comentarista, Cicinho ainda tem muito de sua imagem associada ao São Paulo, clube em que foi campeão paulista, da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2005. Em entrevista ao podcast Flow, o ex-jogador falou da situação atual do Tricolor e mostrou dificuldade de compreender o que acontece com a equipe dirigida pelo amigo Rogério Ceni.

O São Paulo é atualmente o 8º colocado do Brasileirão, após empate sem gols com o Juventude, no Morumbi, dias depois de vencer o Palmeiras por 1 a 0, no mesmo estádio, pela Copa do Brasil. Para Cicinho, se o técnico não fosse Ceni, o clube estaria em uma situação bem pior.

"É difícil entender. O Rogério Ceni é o cara certo no lugar certo. E é um momento que tem que ter o Rogério Ceni. Se fosse outro treinador, a vaca já tinha ido para o brejo", afirmou o ex-camisa 2, que seguiu o raciocínio.

"Conhecendo, por ter jogado com ele, nem ele sabe por que que o São Paulo mantém essa irregularidade. Você vê a atitude dele contra o Juventude, jogando a jaqueta irado por ter empatado o jogo. O São Paulo está oscilando demais, é uma montanha-russa. O Rogério está tentando descobrir isso".

"O Rogério resgatou muitos jogadores. Você vê ele com muitas peças hoje, antes dele ficava preso em Luciano e Rigoni. No Flamengo, o Rogério tinha de onde tirar. No São Paulo não tem. O que ele tinha para tirar dos jogadores, ele já tirou. Como você vai explicar um time que ganha de 3 e perde de 4? Que ganha do Palmeiras e empata com o Juventude? O torcedor também não está entendendo. Mas o Rogério está fazendo o que ele pode", defendeu o ex-lateral.

Cicinho também cobrou mais responsabilidade dos jogadores. O ídolo são-paulino vê empenho do atual time, mas diz que a chave pode ser uma união maior entre os atletas dentro de campo, como era na sua época. O ex-lateral atuou no Morumbi por duas temporadas completas, em 2004 e 2005, e depois voltou para alguns meses em 2010.

"O Ceni está mesclando. Mas não vemos explicação. Não vou falar que é questão de postura porque os jogadores estão se empenhando. Acho que os jogadores precisam se reunir e um ajudar o outro. Eu joguei com o Lugano e tinha jogo que eu estava numa inhaca danada, mas aí eu olhava para trás e o Lugano queria me matar. Aí eu corria! Precisa disso! Hoje os capitães do time querem falar com juiz e com time adversário. Capitão é quem lidera o time!", afirmou.