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Corinthians x Boca pela Libertadores tem tensão nos bastidores, chance de revanche e mais histórias que 'esquentam' o duelo

Em busca de uma vaga nas quartas de final da Conmebol Libertadores, Corinthians e Boca Juniors se enfrentam nesta terça-feira (28), às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena


Mais um capítulo da rivalidade entre Corinthians e Boca Juniors será escrito nesta terça-feira (28), quando as equipes abrem as oitavas de final da Conmebol Libertadores. Adversários na fase de grupos, brasileiros e argentinos se reencontram na Neo Química Arena, mas agora no mata-mata da competição.

Mas se engana quem pensa que a disputa por uma vaga nas quartas de final começará quando a bola rolar em Itaquera. Há cinco histórias que cercam a partida e ajudam a contar o contexto daquilo que cerca o confronto entre duas das camisas mais pesadas da América do Sul.

Reviravolta xeneize

Ao contrário da primeira partida, Sebastián Battaglia volta à Neo Química Arena vivendo uma lua de mel com a torcida do Boca Juniors. Pressionado por tropeços, o treinador deixou o jogo em São Paulo convivendo com o risco de demissão após a derrota por 2 a 0. Mas foi mantido pelo agora diretor Juan Román Riquelme e deu a volta por cima.

A aposta da diretoria deu resultado, e o ex-volante liderou a equipe na conquista da Copa da Liga. Mesmo com uma derrota em casa na última rodada, o time vive bom momento na atual edição do Campeonato Argentino.

Problemas para Vítor Pereira

Carrasco do Boca Juniors na partida em São Paulo pela fase de grupos, Maycon está fora da partida no mata-mata. Ainda em recuperação após sofrer uma lesão do adutor da coxa direita, o volante deve voltar à equipe apenas no fim de julho. Substituto imediato do camisa 5, Víctor Cantillo também está fora do primeiro jogo após ser suspenso por duas partidas pela expulsão em Buenos Aires.

Os problemas no elenco alvinegro ainda passam por outros quatro destaques que são dúvida na partida: os zagueiros João Victor (pancada no tornozelo direito) e Gil (lesão do músculo posterior da coxa direita), o volante Du Queiroz (contratura muscular) e o meia Renato Augusto (desconforto na panturrilha).

O atacante Gustavo Mosquito, que se recupera de uma tendinite, também não tem presença garantida.

Tensão nos bastidores

O confronto entre Corinthians e Boca Juniors na fase de grupos não se limitou aos gramados. O clube paulista enviou ofícios à Conmebol cobrando punição aos argentinos pelos incidentes marcaram as partidas: os casos de manifestações racistas de torcedores xeneizes nos jogos em São Paulo e Buenos Aires, e o tratamento aos corintianos que tentaram comparecer em La Bombobera, mas que não conseguiram assistir ao primeiro tempo da partida por problemas para acessar o estádio, mesmo com ingressos em mãos.

As queixas alvinegras foram protocoladas via Federação Paulista de Futebol.

Os casos de racismo acarretaram duas multas ao Boca Juniors: uma de 30 mil dólares (pelos atos em São Paulo) e outra de 100 mil dólares (pela manifestação em Buenos Aires).

Os argentinos foram liberados das novas punições do regulamento, como a possibilidade de jogar com portões fechados ou com a arquibancada parcialmente interditada, e terão torcedores no duelo de volta do torneio continental, marcado para o dia 5 de julho.

Elencos reforçados

Um dos desfalques mais sentidos pelo Boca Juniors na fase de grupos, Sebastian Villa estará à disposição de Sebastián Battaglia em Itaquera. Após cumprir punição pela Conmebol ainda nos primeiros jogos da chave, o colombiano não atuou na partida em Buenos Aires por estar no centro de uma série de acusações de violência sexual. Quem também estará com o grupo em São Paulo é o experiente Marcos Rojo, ex-Manchester United.

Ainda que sofrendo muitos problemas no elenco, o Corinthians terá duas novidades na partida em Itaquera: o zagueiro Bruno Méndez e o lateral Rafael Ramos, que foram inscritos para as oitavas de final e estão à disposição de Vítor Pereira.

Sentimento de revanche

Assim como na atual edição, Corinthians e Boca Juniors se enfrentaram nas oitavas de final da Libertadores de 2013, na eliminatória que ficou marcada para os alvinegros pela atuação questionável do árbitro Carlos Amarilla. As equipes se reencontram logo após a final de 2012, quando o Timão levou a melhor diante dos argentinos e ficou com o título inédito.

Após vencer em casa por 1 a 0, o Boca acabou derrotado por 2 a 1 em São Paulo, mas ficou com a vaga na fase seguinte pelo critério do gol qualificado, que não existe mais em torneios da Conmebol.