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São Paulo: como Patrick ajuda Rogério Ceni a resolver 'dor de cabeça' que tem a ver com Calleri

São Paulo recebe o Juventude no Morumbi, em tentativa de vencer no Brasileirão após derrotas consecutivas para Botafogo e Palmeiras


Pressionado por duas derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, mas também em alta após derrotar o Palmeiras na Copa do Brasil, o São Paulo recebe o Juventude neste domingo (26), às 18h (de Brasília), no Morumbi, para buscar um novo resultado positivo.

A escalação de Rogério Ceni é sempre uma incógnita, pelo rodízio que o treinador criou no clube na temporada atual, mas a tendência é que alguns titulares sejam preservados após dois clássicos no espaço de quatro dias. Pela boa fase, quem tem chance de não sair é Patrick.

O meio-campista marcou os últimos três gols do Tricolor, contra América-MG e Palmeiras (um em cada jogo), e se tornou peça-chave no esquema de Ceni em um momento que o técnico sofre com a falta de jogadores importantes. O bom momento, aliás, faz de Patrick um algo a mais.

Escalado com liberdade ofensiva, inclusive para se juntar a Jonathan Calleri no ataque, o "Pantera Negra" ajuda Rogério Ceni a resolver parcialmente uma dor de cabeça que o aflige há meses: afinal, qual é a melhor dupla de ataque para o camisa 9 argentino?

Calleri soma 17 gols em 33 partidas na temporada, uma média de um tento a cada dois jogos praticamente e que nenhum outro atacante consegue nem chegar perto.

Tirando Calleri, Ceni escalou outros sete atacantes no São Paulo em 2022. Juntos, eles têm 15 gols: cinco de Luciano, três de Eder e Marquinhos (que nem faz mais parte do grupo), dois de Rigoni, um de Toró e Caio (machucado, só volta no ano que vem) e zero de Juan.

Quem mais teve sequência ao lado de Calleri foi Eder, na reta final do Paulistão, mas o ítalo-brasileiro perdeu espaço recentemente e hoje atua poucos minutos. Luciano ganhou oportunidades seguidas recentemente, atuou em nove partidas, mas não correspondeu à confiança. Pior: não marca um gol desde 8 de maio.

Sem contar os garotos, a outra possibilidade seria Rigoni, mas o argentino não consegue atuar bem há vários meses. Tanto é verdade que o camisa 7 raramente começa como titular e vem perdendo cada vez mais terreno mesmo com a fase ruim dos concorrentes.

É aí que entra Patrick. Se ninguém assumiu a tarefa de dupla ideal para Calleri, o meio-campista mostrou que pode ser bem útil quando atua com liberdade para encostar no ataque. Diante dos resultados dos demais jogadores, Ceni certamente não vai desperdiçar esse momento iluminado do camisa 88.