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Textor indica que invasão ao CT do Botafogo prejudicou negociação com Zahavi: 'Jogador que mais queriam, pode não vir'

Empresário lamentou invasão da torcida ao CT e disse que episódio atrapalha negociações


John Textor, dono de 90% das ações da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo, lamentou a invasão de integrantes de uma torcida organizada ao Espaço Lonier, centro de treinamento do clube na última semana.

Em entrevista ao programa Seleção Sportv desta quinta-feira (23), o norte-americano admitiu que episódios como esse podem afastar reforços e indicou que a possível contratação do atacante Eran Zahavi, que empolgou a torcida alvinegra, pode ser sido prejudicada pela violência do protesto.

"Não há praticamente nenhum modo de se evitar, suprimir a emoção de uma torcida, quando ela quer passar por cima da segurança... Eu fiquei de coração partido. À medida que eu assistia, eu perdia jogadores que eu tava tentando recrutar'', começou por afirmar:

''Um jogador que podemos ter perdido, pode ser que possamos recuperá-lo, mas algumas pessoas registradas na câmera batendo no peito, são as mesmas que vão no Twitter pedir jogador. O jogador que mais pediam pode não vir mais. Quando você invade as instalações, você tem o direito de vaiar, de gritar vergonha. Eu pergunto: você está fazendo seu time ganhar assim? Quanto à invasão, tem que parar. Não sei como parar, mas tem que parar. A segurança não consegue frear'', pediu.

Questionado se estava se referindo a Zahavi, Textor preferiu não citar nomes, mas contou que ''questões de segurança'' podem ter atrapalhado a chegada do centroavante que atuava no PSV, da Holanda.

''Zahavi? "Eu hesito em falar da pessoa, mas sabem de quem eu estou falando. Um grande jogador, veterano. Geralmente, veterano traz consigo mulher, filhos, família. Ele não tá obrigado a vir, já é publico que ele gosta do nosso projeto, gosta do Botafogo e do Brasil. Ele tem interesse, mas já foi divulgado publicamente que houve questões de segurança com a família dele em outros clubes''

''Não quero focar no Zahavi porque está afetando toda conversa que eu tenho agora. Aquela invasão foi transmitida de modo mais amplo do que aqui. É uma péssima reflexão neste momento. Quando estava vendo, às lágrimas, mas do lado positivo, foi demais'', concluiu.