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Boa fase com Bustos, Vila como alçapão e mais: Camacho detalha 'volta por cima' do Santos antes de clássico contra o Palmeiras

Em entrevista ao ESPN.com.br, Camacho falou sobre a boa fase com o Peixe na temporada


O Santos vive um bom momento na temporada. Depois do início preocupante no Campeonato Paulista, o time tem bom início no Brasileirão e se classificou na Sul-Americana. Em entrevista ao ESPN.com.br, o meia Camacho falou sobre a volta por cima do time.

“Foi um início horrível, a gente não conseguiu encaixar um bom jogo no início do Paulistão, foi muito tenso, reta final difícil demais. Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira, muita pressão. E um time como o Santos não pode brigar dois anos seguidos para não cair no Estadual. Foi a virada de chave quando o Bustos chegou, fizemos o mínimo, não tinha muito tempo para treinar”, disse.

“Mas a gente conseguiu escapar e teve 15 dias como uma pré-temporada, em que o time conseguiu levantar e fazer o que ele (Bustos) pede nos jogos. E a gente está cada vez jogando melhor. Conseguimos a classificação na Sul-Americana, foi chorada, foi daquele jeito”, completou.

“Mas agora é outra competição, chave virada, é outro torneio. Conseguimos a classificação na Copa do Brasil, também, tivemos um bom início no Brasileiro. Não fossem os erros de arbitragem, que estão sendo muitos, nós estaríamos melhor posicionados”, acrescentou.

Agora, depois da classificação para as oitavas da Copa Sul-Americana, o time terá um difícil clássico contra o Palmeiras no domingo (29) pelo Brasileirão.

“A gente costuma falar que valem os mesmos 3 pontos, mas não tem como. É diferente, é um jogo especial, a torcida espera que a gente ganhe, ainda mais dentro de casa. A Vila vai estar lotada. É uma semana que é diferente, a gente fica mais ansioso. E é um jogo de extrema importância, faz tempo que a gente não consegue ganhar do Palmeiras, está na hora, já (de ganhar). A gente está bem em casa, uma sequência boa, acho que é o momento”, afirmou.

A chegada de Bustos

Um dos motivos para a retomada do Santos foi a chegada de Fabián Bustos ao time após a saída de Fábio Carille. Camacho relatou como o treinador mudou o estilo de jogo da equipe, incluindo alguns dos principais pedidos do comandante.

É um cara que busca muita intensidade, o treino dele não é muito longo, mas é muito forte. O time pegou isso nos 15 dias que a gente treinou. Ele bate muito nessa tecla, o time está cada vez mais intenso, correndo cada vez mais. Agora falta entrosar, saber o que ele quer mais precisamente. Alguns detalhes que, querendo ou não, é pouco tempo de trabalho. Mas o time já vem conseguindo ter o que ele quer”, apontou.

Ele pede muito, principalmente para os volantes, para pegar a bola e tocar para frente, não ficar de toquinho para o lado, porque ele não gosta. É um estilo mais direto, é um estilo de jogo que eu peguei poucas vezes. Eu costumo gostar mais de ter a posse de bola, ele é mais reto, mais objetivo, pegar a bola e tocar no atacante para já agredir o adversário. Eu estou gostando, o treinador que chega, a gente tem que se adaptar o mais rápido possível e fazer o que ele pede”, acrescentou.

A Vila como o Alçapão

Além da chegada do novo comandante, o Santos teve outro ‘reforço’ durante a temporada. Nos últimos jogos, o Peixe viu a Vila Belmiro estar lotada, sendo um diferencial para a equipe conseguir ter a boa fase na tabela.

“No jogo decisivo contra o Água Santa, a gente já sentia a atmosfera mudando, a torcida abraçou a gente e está cada vez mais lotado, todo jogo esgotando ingresso. A gente vinha de uma sequência muito boa e a gente precisa disso. A gente sabe que o Brasileirão é muito difícil, temos que fazer nossa parte. E combinamos de fazer nosso melhor para não perder na Vila. Contra o Palmeiras tem que ser assim, para buscar os três pontos”, finalizou.

O Santos vinha de sequência de sete vitórias na Vila até o empate contra o Banfield no meio da semana. Agora, basta saber se voltará à boa sequência no clássico contra o Palmeiras.