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São Paulo: Ex-gerente explica polêmica do 'batuque' de Daniel Alves

Lateral postou vídeo batucando nas redes sociais enquanto se recuperava de cirurgia no braço


Ex-gerente de futebol do São Paulo e um dos responsáveis pela contratação de Daniel Alves no clube, em 2019, Alexandre Pássaro explicou, em entrevista ao "Flow Sport Clube", o episódio do "batuque" do lateral.

Na ocasião, Daniel Alves havia machucado o braço direito em uma partida contra o Athletico-PR e, antes de voltar a atuar e com o time indo viajar para o Equador para um jogo decisivo pela Libertadores, onde acabou eliminado na primeira fase, ele postou um vídeo batucando um instrumento musical em uma festa em casa com amigos.

A repercussão com a torcida obviamente foi negativa.

"Pareceu um pouco caso, tiração de sarro. Ele quebrou o braço e o médico deu 3 meses de recuperação pra ele. E ele falou: 'Nem a pau, vou voltar em menos de 1 mês'. Quando ele faz aquilo, ele chega no CT no dia seguinte e fala: 'Estou bom, vou jogar'. E em 28 dias ele voltou a jogar. Tem uma questão ali que ele meio que quis mostrar pra todo mundo que estava bem. Entre amor e ódio, o Daniel desempenhou muito bem naquele tempo", disse o ex-gerente do Tricolor.

O salário de Daniel Alves girava em torno de R$ 1,5 milhão mensais. Hoje com uma dívida acima dos R$ 600 milhões, o Tricolor sofreu para pagar os vencimentos do lateral, especialmente com a pandemia que diminuiu a renda dos clubes, e acabou saindo brigado com o São Paulo cobrando os vencimentos não pagos pelo clube.

"Lógico que os valores eram altos, mas se a gente for elencar nos últimos 5 anos, o Daniel deve estar no top 15 de jogadores mais caros do futebol brasileiro. O Daniel estava livre, ele meio que foi o dono do seu próprio passe. Quando vai tudo pra uma pessoa física, parece impagável, Lógico que era caro, bem caro, mas não era uma coisa nunca vista. O salário anual do Daniel devia representar 3%, 4% do orçamento anual do São Paulo. Não é isso que vai eventualmente quebrar o clube. Quando você coloca em parâmetros, não era nada que nunca ninguém viu", disse Pássaro.

O gerente era home de confiança de Daniel Alves no São Paulo, bem como o técnico Fernando Diniz. Com a saída de Leco da presidência após a eleição de Júlio Casares, Pássaro se foi, assim como Diniz após uma queda inacreditável depois do time liderar o Brasileirão por 7 pontos, e o lateral acabou tendo atritos com a diretoria atual.

Alves rescindiu o contrato com o São Paulo, que acertou de pagar o que devia ao atleta com parcelas mensais de R$ 400 mil até 2026.