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São Paulo: Ex-gerente reconhece que Daniel Alves era caro, mas ameniza: 'Era 3%, 4% do orçamento anual'

Lateral chegou em 2019 com salário que girava em torno de R$ 1,5 milhão mensal


Ex-gerente de futebol do São Paulo e um dos responsáveis pela contratação de Daniel Alves no clube, em 2019, Alexandre Pássaro reconheceu, em entrevista ao "Flow Sport Clube", que o jogador era caro para o clube do Morumbi.

O salário de Daniel Alves girava em torno de R$ 1,5 milhão mensais. Hoje com uma dívida acima dos R$ 600 milhões, o Tricolor sofreu para pagar os vencimentos do lateral, especialmente com a pandemia que diminuiu a renda dos clubes, e acabou saindo brigado com o São Paulo cobrando os vencimentos não pagos pelo clube.

"Lógico que os valores eram altos, mas se a gente for elencar nos últimos 5 anos, o Daniel deve estar no top 15 de jogadores mais caros do futebol brasileiro. O Daniel estava livre, ele meio que foi o dono do seu próprio passe. Quando vai tudo pra uma pessoa física, parece impagável, Lógico que era caro, bem caro, mas não era uma coisa nunca vista. O salário anual do Daniel devia representar 3%, 4% do orçamento anual do São Paulo. Não é isso que vai eventualmente quebrar o clube. Quando você coloca em parâmetros, não era nada que nunca ninguém viu", disse Pássaro.

O gerente era nome de confiança de Daniel Alves no São Paulo, bem como o técnico Fernando Diniz. Com a saída de Leco da presidência após a eleição de Júlio Casares, Pássaro se foi, assim como Diniz após uma queda inacreditável depois do time liderar o Brasileirão por 7 pontos, e o lateral acabou tendo atritos com a diretoria atual.

Alves rescindiu o contrato com o São Paulo, que acertou de pagar o que devia ao atleta com parcelas mensais de R$ 400 mil até 2026.