<
>

Por que melhor campanha é 'alerta' para Palmeiras na história da Libertadores e faz Abel 'ter razão' em discurso

Das equipes que conquistaram 18 pontos dos 18 possíveis na fase de grupos da Libertadores desde que a competição passou a ser disputada no atual formato, nenhuma foi campeã


Seis vitórias em seis jogos, 18 pontos e melhor campanha na fase de grupos da atual edição da Conmebol Libertadores. Mesmo com o excelente retrospecto do Palmeiras, Abel Ferreira ligou o alerta para o clube. E a história recente do torneio continental corrobora o discurso do português.

Isso porque, desde que a competição passou a ser disputada no atual formato, todas as equipes que venceram todos os jogos na fase de grupos não bateram campeãs ao final da Libertadores.

O primeiro foi o Vasco em 2001. No grupo 6, o Cruzmaltino venceu todos os confrontos contra América de Cali, Deportivo Táchira e Peñarol. No entanto, foram eliminados pelo Boca Juniors, que viria ser o campeão, nas quartas de final.

Em 2007, foi a vez do Santos fazer os 18 pontos possíveis em sua chave. No grupo 8, o Peixe bateu Defensor Sporting, Gimnasia y Esgrima de La Plata e Deportivo Pasto. Mas, nas semifinais, caiu diante do Grêmio no confronto brasileiro. O Imortal viria a ser derrotado pelo Boca Juniors na decisão.

Por falar nos Xeneizes, em 2015, foi a vez da equipe argentina conseguir todas as vitórias em seu grupo. Na chave 5, passou por cima de Zamora, Palestino e Montevideo Wanderers. No entanto, foi eliminado pelo River Plate nas oitavas de final. O confronto mata-mata ficou marcado pelo episódio do spray de pimenta na Bombonera, que eliminou a equipe da competição.

Veja abaixo o discurso de Abel Ferreira:

"Eu continuo pensando da mesma maneira. Não mudo em nada em função do que aconteceu, isso é consequência do trabalho deles (jogadores). Trabalho, ambição, não estar satisfeito com o que têm... esta equipe é mais ou menos a mesma de quando cheguei aqui. Portanto, é fruto e consequência do trabalho duro, disciplina, organização, ambição, de muita gente que trabalha dentro do clube, que você não sabem, não veem, nós que estamos lá que sabemos. Mas são números, não é isso que nos dá títulos, e nós vivemos de títulos", começou por dizer.

"Números são consequência e temos objetivos muito claros, definidos e é para isso que trabalhamos diariamente. Estes dados são consequência do que nós fazemos. Eu em nenhum jogo disse 'temos que bater este recorde ou aquele'. A única coisa que eu lhes peço é que cada um que entre dentro de campo dê o melhor de si, mais o que entram a seguir. É só isso que peço, não peço absolutamente mais nada", prosseguiu.