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Cássio projeta Majestoso e acredita em regularidade em toda a temporada no Corinthians: “Vi meus números”

O goleiro Cássio, um dos líderes do elenco do Corinthians, concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, no CT Dr. Joaquim Grava, projetando o clássico contra o São Paulo, que acontecerá neste domingo, a partir das 16h (de Brasília), na Neo Química Arena. Para ele, o jogo tem um gosto diferente.

“A gente sabe que, quando se trata de um clássico, é diferente, tem uma pressão maior, da torcida, nós, jogadores, sabemos da pressão. Lógico que jogando no Corinthians a pressão é constante. Dá pra fazer um bom jogo, temos sido regulares em casa, visando à liderança do Campeonato”, iniciou o arqueiro.

“Estamos vindo de dois resultados bons no campeonato, de seis, fizemos quatro (ponto). Uma vitória em casa valoriza. Vamos jogar em casa, em frente à torcida, então vamos em busca de três pontos”, complementou.

Vivendo um dos seus melhores momentos na temporada, com defesas de pênalti e em momentos cruciais das partidas, Cássio não acredita que houve uma evolução do início do ano para cá, mas, sim, regularidade.

“A gente tem que ter cuidado ao responder essas perguntas. Se você me falar sobre o ano passado, eu até concordo, sobre os momentos de oscilação. Pelo fato de protestos, da minha família. Eu olhei meus números desse ano, acredito que esse ano tive muita regularidade, até se você for ver, estava brigando para ser o melhor goleiro do Paulista. Tenho tentando melhorar. Creio que oscilamos, mas ficou no passado. Respeito a opinião de todos, mas é trabalho, tem que trabalhar, se dedicar, fazer o melhora cada dia. A gente tem evoluído (com os preparadores de goleiro). É jogo a jogo, em fazer o melhor pelo Corinthians e seguir em frente. Dedicação, empenho, por mais que de repente tenho oscilado, durmo tranquilo, queria não tomar gol em nenhum jogo, mas acontece, faz parte”, falou.

O Corinthians está se preparando para enfrentar o São Paulo, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), em Majestoso a ser disputado na Neo Química Arena – o Tricolor nunca venceu por lá. O duelo vale a liderança do Brasileirão, já que o Timão é o primeiro colocado, com 13 pontos, e o rival é o terceiro, com 11. O Atlético-MG, que está na segunda colocação, já tem sete jogos disputados.

Confira abaixo outros trechos da coletiva de Cássio nesta sexta-feira:

Mais sobre o Majestoso

“Bons resultados fora de casa. Clássico é sempre diferença, tem momentos que perdemos, que ganhamos. Nosso retrospecto em casa (contra eles) é muito bom. Vamos tentar fazer um bom jogo para manter isso, mas é sempre bom ganhar clássico, fazer grandes partidas”.

“Estádio vai estar completamente lotado, torcida ajudando e cabe a nós, dentro de campo, fazer um grande jogo e ir em busca da vitória”.

“Acho que não só o São Paulo, o Corinthians sempre teve tradição jogando em casa. Lógico que é uma combinação da torcida nos 90 minutos e comprometimento dos jogadores. Temos respeito ao São Paulo, mas temos que nos impor em casa, mas até antes de eu chegar o Corinthians tinha essa tradição em casa e que domingo possamos ter novamente essa união”.

15 jogos para chegar em Ronaldo Giovanelli

“Honestamente não estou pensando nisso, muitas das coisas é o pessoal da assessoria que me passa. Claro que é um orgulho chegar aos números que tenho alcançado, títulos, conquistas. Claro que chegar no Ronaldo vai ser muito legal, é uma referência. Agora tenho que focar jogo a jogo, quando acabar a carreira ou quando não tiver mais aqui, aí penso. 11ª temporada no Corinthians, nunca fiquei pensando no futuro, sempre pensei em me dedicar ao presente”.

Como encara o momento, com liderança e Libertadores?

“Primeiro que eu só falava de derrota, mas por ser mais velho, isso faz parte. A gente fica feliz pelo Corinthians estar liderando, estar bem, brigando. Ficamos em segundo na Libertadores, mas temos condições de ficar no primeiro lugar e confirmar a classificação. Ficamos felizes pelo momento, estamos liderando o Brasileiro, pegamos equipes que vêm bem na tabela e fora de casa conseguimos bons resultados. Mas a gente sabe que tem muito trabalho pela frente, então tem que manter a humildade, pé no chão e muito trabalho em busca de conquistas”.

Base do clube

“Tenho aprendido na vida e crescido muito, a gente pode dar suporte, tentar ajudar. Todos os jogadores que passaram aqui tiveram suporte, assim como quando cheguei dos meus velhos. Mas, meu amigo, se você não quiser melhorar, evoluir, se dedicar… O jogador pode ser um fenômeno, mas não vai (crescer). Isso aconteceu comigo, em 2016, passei por um momento difícil, fui para o banco. Se eu não trabalhasse, não ia. Veja Du Queiroz, Maycon… No meu ponto de vista, o Corinthians tem uma das melhores safras de jogadores, posso falar, sete, oito, dez nomes de meninos, eles querem trabalhar e evoluir. São muito dedicados, moleques de idade, porque, se for pegar, a maioria já tem rodagem, anos no profissional. É legal ver o que eles evoluíram. (Du) menino do bem, educado. Você pega Mantuan, Adson, Piton… São meninos comprometidos, o mérito é deles. Estamos aqui para dar suporte. É o grupo, muito unido e forte, todo mundo se respeita, não olhamos para a idade, mas para querer ser melhor, vencer”.

Momento atual

“Difícil falar, quanto mais o tempo passa, você fica mais experiente. Eu foco muito no trabalho, acho que não tem outro caminho. Sinceramente, tento me dedicar diariamente, não podemos nos apegar às críticas e elogios. Tenho uma linha de trabalho. Acho que não cabe só a mim, toda a equipe ajuda, é um conjunto. Sou bem centrado, sou ser humano, acerto, erro. A pressão é grande, nós viemos de dois anos sem título, que não conseguimos manter o Corinthians lá em cima”.

Liderança do Brasileirão

“Acho que temos viver jogo a jogo, estamos liderando, mas não podemos pensar lá na frente do que pode acontecer. Temos que nos dedicar ao máximo no momento. Para brigar no Brasileiro, se for pegar todos os campeonatos, nenhum é decidido, nas últimas dez rodadas as equipes perdem muito pouco. Consegui ganhar dois Brasileiros com o Corinthians, tem que ser muito regular, principalmente em casa, perder o mínimo de pontos possíveis. Pontuando fora de casa é muito importante. É a regularidade, perder poucos pontos em casa, pontuar fora. É importante a regularidade para se manter lá (no topo), mas o Corinthians já provou que é um clube que não se pode duvidar, como em 2017. É jogo a jogo”.

Boca Juniors

“Acho que, em certos jogos, o time vem mostrando maturidade, jogar na Bombonera é muito difícil, complicado, tive outras duas oportunidades. Muito se falava do time catimbeiro, de uma série de situações para catimbar o jogo, acho que o Corinthians aprendeu, os times brasileiros, em geral, têm aprendido isso. Acho que se portou bem (no jogo), não tem VAR, fica difícil, mas mostramos maturidade em vários sentidos. Acabou tomando gol, a equipe do Boca veio pra cima, nos postamos bem, seguramos bem. Depois da expulsão, nos reorganizamos e todo mundo comprometido, jogador saindo, outro entrando. Se olhar para o banco, todo mundo apoiando. ISso é o Corinthians, é união, é conjunto, pelo menos é isso que vejo. Acho que é o conjunto que está totalmente comprometido. Ficamos muito felizes de fazer parte e ajudar”.

Rafael Ramos

“Sou contra qualquer preconceito, racismo, totalmente contra. Eu deixo para o Corinthians, porque está tendo um inquérito em cima disso. Não digo que o Edenilson está mentindo, mas o Rafa sempre se mostrou correto aqui no Corinthians. Está tendo uma investigação, deixo para falar sobre quando tudo for investigado. Sou contra qualquer ato de racismo e qualquer situação de preconceito”.

Falta de fair play do Boca Juniors

Jogador caído, fui jogar a bola para fora. A bola acabou não voltando, aconteceu a confusão. Pode acontecer o mesmo com eles. Nesse tipo de situação, tem que ver os dois lados. É difícil. Vi o Fábio caído, no meu ponto de vista deveria ser lance de fairplay, eles deveriam ter devolvido a bola para o Corinthians, mas já foi”.

Rodízio de jogadores

“Creio que sim (todos entendem), porque você vê comprometimento, dedicação, quem entra, quem sai, todos se dedicando. Os níveis de treino muito bons, dentro da academia também. Num contexto geral, é só ver a dedicação e o empenho, todos têm entendimento da situação”.

Tabu

“Mais o clássico em si. A parte do tabu você não pensa, você pensa em ganhar, fazer um grande jogo. 17 anos sem clássico, estádio lotado, acompanho Copa São Paulo, tem outras competições ai que tem torcida dos dois times. Os que estão aqui, não vejo mais como meninos, já sabem como é”.

Momento atual

“Eu não me coloco e não me vejo dessa maneira. É um conjunto, não penso nisso. Não posso me preparar dependendo da equipe, não tem como. Fico feliz de poder ajudar, de poder ter defendido o pênalti. Isso é equipe, todos estão se ajudando, não me apego à situação, porque hoje eu defendi, o clube ganhou. Corinthians em primeiro lugar, elenco, time, comissão técnica, a gente tem vivido coisas boas por causa do elenco e do comprometimento”.

Ameaças sofridas

“Sobre as ameaças, não desejo para ninguém, para a esposa de ninguém. Eu acho que se estendeu bastante, não desejo para as mães também, a minha não recebeu coisas nada legais, a terapeuta das minhas filhas. Mandamos para a polícia, agradeço e eles foram atrás de todos. Edenilson passou por isso, jogador do Palmeiras também (Jorge). Parabenizar o presidente do Corinthians, se manifestou e se posicionou sobre isso. Para algumas pessoas não ficou legal, mas para quem sofre isso, foi muito gratificante. O nosso clube não condiz com isso, não desejo para ninguém mesmo. Muitos podem achar que era brincadeira, mas hoje em dia para fazer uma besteira, é só ver o noticiário, é cada barbaridade. Não dá para duvidar de ninguém. Mas vai passando o tempo, os dias, tem que ter muita fé, acredito muito em Deus. Agradeço aos companheiros e todas as pessoas que trabalham aqui, as que não aparecem também, nos dera muita força. É seguir em frente, tentar dar suporte, o Corinthians deu muito, mas já é um fato que passou, mostra que nós, jogadores… Teve jogo do Bahia, Grêmio, postura legal, tem outros clubes que têm se posicionado contra isso, mas, nós, jogadores, temos que nos unir mais sobre esse sentido, porque não pode ser normal. Eu não duvido de mais nada do que pode acontecer, mas também não pode banalizar, achar que todo torcedor é assim. É um tipo de torcedor. Espero que não aconteça mais, porque não é legal. Não tenho medo, não tenho medo de sair em São Paulo ou viver o dia a dia com a minha família, mas fiquei muito chateado e frustrado naquele momento, não por ser comigo, mas porque ninguém merece passar pelo que minha família passou”.