<
>

Do encanto com nova joia da seleção à liderança de Neymar: Parreira é o convidado da estreia do PodCopa

play
Inspiração, significado e curiosidades: conheça a Al Rihla, bola da Copa do Mundo do Qatar (1:07)

"A Jornada", na tradução para o português, promete maior velocidade e estabilidade (1:07)

Comandante da seleção brasileira no título mundial de 1994, Carlos Alberto Parreira foi o 'convocado' para a estreia do podcast PodCopa, conteúdo original da ESPN comandado por Gláucia Santiago e Mauro Naves voltado para a Copa do Mundo de 2022


Sensações com o Real Madrid no título de LaLiga e na campanha que colocou o clube na final da Uefa Champions League, Vinicius Jr. e Rodrygo se consolidaram como estrelas no cenário do futebol internacional nesta temporada e passaram a ser nomes constantes em convocações do técnico Tite na seleção brasileira.

E isso não poderia acontecer em momento mais oportuno: às vésperas da Copa do Mundo do Qatar. Mas a animação com a dupla comandada por Carlo Ancelotti não se restringe ao atual comandante do time pentacampeão mundial.

Comandante da seleção brasileira no título mundial de 1994, Carlos Alberto Parreira já não esconde o entusiasmo por ter Vinicius Jr. e Rodrygo entre as opções ofensivas do Brasil.

O técnico do Brasil na conquista do tetra foi o 'convocado' para a estreia do podcast PodCopa, conteúdo original da ESPN comandado por Gláucia Santiago e Mauro Naves voltado para a Copa do Mundo de 2022.

Técnico do Brasil nos mundiais de 1994 e 2006, além de ter sido coordenador técnico em 2014, o ex-treinador apontou as joias do Real Madrid como peças que podem elevar ainda mais o nível da equipe na briga pela sexta estrela.

“Para ganhar a Copa você tem que ter dois ou três jogadores fora de série. O Neymar é um deles. Tem que pegar o Vinicius, que está jogando muito no Real Madrid, o Rodrygo, que está despontando bem quando entra. Tem que ter dois ou três fora de série para fazer diferença”, disse Parreira ao PodCopa, apontando justamente o momento de disputa do Mundial no Qatar como estágio importante de maturidade para a dupla merengue.

“Eu acho que vai chegar nesse momento na Copa. O Neymar, sem dúvida alguma, é o grande nome, mas não é o fator desequilibrante. Temos o Thiago (Silva), uma senhora personalidade, o Daniel Alves. Temos o Neymar e estamos torcendo para que o Vini crie esse impacto. E o Rodrygo, se entrar. Gosto muito desse jogador. Tem jogado muito bem no Real Madrid, tem essa facilidade, a capacidade de entrar de decidir. Acho isso fundamental”.

Questionado sobre os elogios a Rodrygo, o comandante do Tetra não escondeu a admiração pelo atacante de apenas 21 anos, destaque com o Real Madrid no mata-mata da Champions.

“Gosto muito dele, acho que pode ser útil durante a Copa. Sem nenhuma pressão para o Tite, mas acho que pode ser útil. Você não ganha a Copa com onze jogadores. Ainda mais os atacantes que se machucam muito. Tem que ter gente ali pronta para entrar e corresponder. Se precisarem do Rodrygo, acho que vai entrar e corresponder”.

Mesmo com o crescimento de jovens como as joias de Flamengo e Santos, que agora ganham protagonismo na Europa, o principal nome da seleção brasileira na busca pelo hexa segue o mesmo de 2014 e 2018: Neymar.

Mas diferentemente das edições anteriores, no entanto, a experiência e 'tarimba' da carreira tomar lugar da expectativa que cercava o camisa 10 para conduzir a seleção ao título mundial.

“Eu acho que aos 30 anos, indo para a terceira Copa, o Neymar é uma liderança que deve ser considerada uma liderança positivamente. Ele pode ajudar muito o grupo nessa conquista. Ao lado dele nós vamos ter, se for convocado, o Rodrygo, Vini, Richarlison...bons jogadores que podem render muito mais com a experiência do Neymar. Acho que ele ainda pode ser muito útil à seleção brasileira”.

Novamente no topo do ranking da Fifa após a histórica campanha das eliminatórias, a seleção voltará a campo em junho para os amistosos contra Coreia do Sul e do Japão. A expectativa era de que pudesse acontecer, ao menos nesta reta final de preparação, um esperado duelo contra equipes da Europa, fato que acabou barrado pelo calendário da Uefa.

Na visão de Parreira, a ausência de enfrentamentos contra as seleções europeias é negativa para a evolução da equipe comandada por Tite.

“Faz muita falta. E não é por desinteresse da seleção, do treinador. O calendário não permite. Pergunte a qualquer treinador que passou pela seleção nos últimos 15 anos. Nós adoramos jogar contra os europeus. Peguei uma fase ainda que nós iriamos à Europa jogar contra eles, fazíamos uma excursão de quatro ou cinco jogos. Agora não tem mais essa possibilidade”.

O podcast PodCopa vai ao ar toda quinta-feira e terá edições extras em datas especiais e durante a Copa do Mundo.