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Edenilson marca pelo Inter e comemora com gesto antirracista em 1º jogo após denúncia contra lateral do Corinthians

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'O Edenilson tomou a decisão de fazer a denúncia para que isso não se repita', diz presidente do Inter (2:18)

Durante o empate em 2 a 2 entre Internacional e Corinthians no Beira-Rio pela 6ª rodada do Brasileirão, o volante Edenílson relatou que o lateral português Rafael Ramos cometeu um ato de racismo contra ele na segunda etapa. (2:18)

Volante colorado marcou o primeiro gol da partida contra o Independiente Medellín na Sul-Americana


Edenilson usou sua primeira aparição em campo após o caso de injúria racial contra o Corinthians para fazer protesto antirracista. Nesta terça-feira (17), o volante iniciou como titular na partida do Internacional contra o Independiente Medellín na Copa Sul-Americana.

Aos 18 minutos do primeiro tempo, David cruzou bola da esquerda na segunda trave e o camisa 8 apareceu entre os zagueiros para empurrar para o fundo do gol, na comemoração, o volante tirou sua camisa e ergueu o punho no alto, em alusão ao gesto usual em protestos antirracistas.

No último sábado (14), durante o segundo tempo do empate por 2 a 2 entre Internacional e Corinthians, Edenilson acusou Rafael Ramos, do Timão, de chamá-lo de ‘macaco’ após dividida. O árbitro Bráulio da Silva Machado paralisou o confronto e criou-se um tumulto no gramado.

Rafael foi substituído logo em sequência pelo técnico Vítor Pereira. Após a partida, o lateral ficou detido e o Alvinegro precisou pagar uma fiança de R$ 10 mil. Liberado após o pagamento, o português se reuniu à delegação do Corinthians e foi a Buenos Aires com o elenco para o duelo diante do Boca Juniors.

O lateral poderá ser indiciado pelo crime de injúria racial. De acordo com apuração de Gustavo Berton, repórter dos canais Disney, Ana Luiza Caruso, delegada da 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, acredita que há indícios suficientes com base nos depoimentos colhidos de que houve de fato a injúria do português a Edenilson.

O prazo para a conclusão das investigações é de 30 dias, mas existe a expectativa de que o inquérito policial seja concluído ainda nesta semana para então ser levado à Justiça. Em seguida, quem assume o caso é o Ministério Público, que poderá ou não chamar os envolvidos para novos depoimentos.