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Andrés diz que Primeira Liga foi uma mentira e dispara sobre criação da Libra: 'Ninguém vai ganhar mais que Corinthians e Flamengo'

Andrés Sanchez comentou sobre o principal ponto de conflito entre clubes para a criação da Libra: a divisão de verbas


A criação da Libra (Liga do Brasil) ainda gera divergência entre clubes, principalmente no que diz respeito à divisão de verbas. O tema é motivo de discórdia entre o Forte Futebol e os 10 times que aderiram à liga independente (Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vasco).

Inicialmente, a Libra havia pedido que as cotas fossem divididas em 40% igualitárias, 30% proporcionais ao resultado esportivo e outros 30% equivalentes à audiência, presença em estádio e engajamento em redes sociais. Este grupo inicialmente queria que a divisão fosse 50-25-25.

No entanto, os dois lados conseguiram alcançar um acordo que o melhor formato seja o de com 45% de forma igualitária, 25% referente a resultado esportivo (posição na tabela de classificação) e 30% de acordo com audiência, que os times do Forte Futebol brigam para que não seja medida apenas com interações em redes sociais.

Sem papas na língua, Andrés Sanchez, ex-presidente do Timão, esteve no podcast ''De Lavada'', do Youtube, e comentou sobre o assunto. Para ele, Corinthians e Flamengo vão receber mais do que os outros, já que têm as maiores torcidas.

"A Primeira Liga foi uma mentira. Ninguém vai ganhar mais que Corinthians e Flamengo, isso todo mundo sabe. Porque são os times de mais torcida. Não tem como os outros clubes não aceitarem, já aceitam isso. São divididos em 40-30-30. O Petraglia (Athletico-PR) quer 50-25-25. Sabe o que vai acontecer? Vão aceitar 50-25-25 e ele também não vai aceitar. O Petraglia é como ele quer, do jeito dele, com as empresas dele, os amigos, ou não tem. Está há 30 anos fazendo isso aí'', disse o ex-dirigente antes de completar:

"Vai dividir 45 igual, 25 por desempenho e os outros 30 por audiência, torcida, essas coisas. Na Inglaterra são 50-25-25, na Espanha 40-30-30'', afirmou.

Questionado se o Cruzeiro teria condicionado sua adesão à garantia de estar na Série A em 2023, independentemente do resultado do time na Série B em 2022, Andrés acredita que não haverá ''virada de mesa''.

"Não tem virada de mesa. Lógico que vai ter (Segunda Divisão), vai ter que entrar junto. E depois de três, quatros anos, vai ter que vir a Série C também, e depois a D. O Campeonato Brasileiro, nacional, em sete ou oito anos, tudo vai ser da Liga'', concluiu.