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Ídolo do Corinthians 'bate palma' para Vítor Pereira, escala time ideal contra o Boca e alerta: 'Não pode ter medo, senão toma três'

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o ex-zagueiro Chicão analisou o duelo entre Boca Juniors x Corinthians pela Libertadores


Há dez anos, o Corinthians levantou a única taça da Conmebol Libertadores justamente contra o Boca Juniors, que será seu adversário nesta terça-feira (17), na Bombonera, às 21h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Chicão, um dos heróis daquela conquista de 2012, admitiu, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, que tem saudades de disputar duelos como o desta terça. Para o ex-zagueiro, o título daquele ano fez com que a rivalidade entre os dois clubes ficasse ainda mais acirrada. E justamente por esse motivo, o ex-jogador acredita que o time do Parque São Jorge não pode ter medo de encarar os argentinos.

''Acho que mesmo se perder para o Boca, o Corinthians passa de fase porque irá vencer em casa. Não será um jogo fácil e o Corinthians precisa ter respeito, mas não pode ter medo, senão toma três. O Corinthians tem qualidade e jogadores para isso. Todo torcedor sabe que não será fácil. Criou-se uma rivalidade de 2012 para cá, depois veio o assalto que teve em 2013 no Pacaembu e agora foi criada uma atmosfera na Arena no primeiro jogo. Os torcedores do Corinthians param para ver esses jogos. Esse tipo de partida me dá saudades de jogar'', disse o ex-defensor.

Aposentado desde 2016, Chicão contou que esteve presente na Neo Química Arena na vitória por 2 a 0 sobre o Boca, pela 3ª rodada da fase de grupos, e rasgou elogios para os mais de 44 mil torcedores que apoiaram o time durante os 90 minutos.

''O primeiro jogo eu estava na Arena e senti um clima muito bacana. O torcedor venceu o jogo. É muito diferente de outros campeonatos. Nessa vitória por 2 a 0, os jogadores do Boca ficaram um pouco nervosos. Será um jogo bem diferente. Começou um pouco tenso, mas depois do gol deu mais tranquilidade'', lembrou.

Depois de cair nas semifinais do Paulista para o São Paulo, o Corinthians deu a volta por cima neste início de temporada. O clube teve o seu melhor começo de Brasileirão desde 2017, ano do hepta. Além disso, está com a vaga ao mata-mata da Libertadores encaminhada e com presença confirmada nas oitavas de final da Copa do Brasil. E o principal responsável por essa mudança é o técnico Vítor Pereira.

Para Chicão, o mérito do treinador português está em conseguir gerir o grupo, mesmo com o esquema de rodízio adotado, onde mescla os mais jovens com os mais experientes.

''Eu bato palma porque o Vitor Pereira tem um leque de alternativas táticas, não fica robotizado em um esquema só no qual o adversário consegue enxergar e anular. Eu falo que o Corinthians está em período de adaptação ao treinador que faz um grande trabalho. Ele tem um tamanho muito grande. Ele está conseguindo gerir o grupo e dando oportunidade para todo mundo, não tem aquele que está de cabeça baixa porque não está jogando. Os resultados estão ajudando porque precisa disso para construir algumas situações no elenco'', afirmou Chicão.

Além do título da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2012, Chicão ainda levantou mais cinco troféus com a camisa alvinegra: Brasileirão (2011), Paulista (2009 e 2013), Série B (2008) e Copa do Brasil (2009). Hoje, aos 40 anos, o ex-atleta acredita que os experientes Cássio, Fagner, Fábio Santos e Renato Augusto, terão o papel importantíssimo para que os mais jovens consigam ter tranquilidade mesmo com a pressão dos argentinos na Bombonera.

''Não sabemos se será o Gil e mais um ou serão os dois jovens. Falaria para os meninos terem tranquilidade porque têm muita responsabilidade, mas se foram escolhidos é porque estão bem preparados. É ter a cabeça no lugar. Vi um lance na Arena que o João Victor perde um pouco a cabeça quando sofreu uma falta e levou um amarelo. Isso é falta de experiência. Nessas horas, você precisa deitar no chão, deixar o árbitro dar o amarelo para o adversário. Você depois pode precisar dar uma chegada mais forte e pode levar um amarelo. É bom ter cuidado. Esse controle emocional é importante, é esquecer tudo fora de campo e ter muita concentração porque já fizeram um baita jogo na Arena''

''É bom que se jogarem Cássio, Fagner, Fábio Santos e Renato Augusto, que são experientes, poderão passar essa tranquilidade'', concluiu.