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Clubes de LaLiga fecharam 2020/21 com prejuízos de R$ 4,8 bilhões; Barcelona representa 55% do déficit

Resultados financeiros do Campeonato Espanhol na última temporada foram apresentados nesta terça-feira (10)


Os participantes de LaLiga em 2020/21 fecharam a temporada 2020/21 com um prejuízo acumulado de 892 milhões de euros (R$ 4,817 bilhões), mostrou nesta terça-feira (10) um relatório divulgado pela própria entidade que organiza o Campeonato Espanhol. A principal "culpada" foi a pandemia de COVID-19, que afetou profundamente as bilheterias e o mercado de transferência de atletas.

Para a temporada 2021/22, a projeção de LaLiga é de mais um ano com contas no vermelho, apesar do prejuízo ser bem menor. A estimativa é de que as dívidas acumuladas sejam de 297 milhões de euros (R$ 1,604 bilhão).

O estudo divulgado nesta terça ainda mostrou que o Barcelona foi o "campeão do déficit" em 2020/21. As perdas da equipe blaugrana representaram 55% do total da liga.

De acordo com os números, o 2º ano da pandemia, que afetou toda a campanha de 2020/21, obrigado a 100% de jogos sem público (ao contrário de 2019/20, que afetou só de março a maio de 2020), representou em perdas de 24,1% das receitas totais dos clubes de futebol, que fecharam a temporada com 3,818 bilhões de euros (R$ 17,92 bilhões) em receitas acumuladas.

Os dois setores mais afetados foram as transferências de jogadores, que representaram metade do golpe total, e a impossibilidade de vender ingressos, tanto antecipados quanto nos dias de jogos.

Sem o impacto da pandemia, a estimativa de LaLiga era que a 1ª divisão do Espanhol teria receita acumulada de 5,166 bilhões de euros (R$ 27,9 bilhões) na temporada 2020/21.

As perdas do 2º ano de pandemia aumentaram a dívida dos clubes espanhóis a 1,946 bilhão de euros (R$ 10.51 bilhões), um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior.

Por sua vez, o patrimônio acumulado dos clubes encolheu 31,7%, caindo a 1,192 bilhão de euros (R$ 6,44 bilhões).

Segundo o diretor-geral de LaLiga, Javier Gómez, os impactos da pandemia foram profundos para a liga e para os clubes, e ainda irá demorar um tempo até que todos consigam se recuperar.

"As receitas não serão plenamente recuperadas pelo menos até a temporada 2023/24. No entanto, esperamos ao menos não ter déficit em 2022/23", observou.