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Fórmula 1: piloto que gerou safety car decisivo em título de Verstappen revela ameaças de morte

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Em carta aberta divulgada nesta terça-feira (21), Nicholas Latifi admitiu que sabia que seria julgado, mas disse que não imaginava que seria ameaçado de morte


O piloto Nicholas Latifi divulgou uma carta aberta nesta terça-feira para falar sobre as críticas e ataques que sofreu por conta de seu acidente no Grande Prêmio de Abu Dhabi, última etapa da temporada 2021 da Fórmula 1. A batida causou o Safety Car que acabou definindo o título deste ano.

No relato, o piloto da Williams escreveu que sabia que seria julgado nas mídias sociais e, por isso, decidiu não acessar suas redes por um tempo. Porém, ficou surpreso com o tom das críticas que recebeu, sendo até mesmo ameaçado de morte.

“Voltando ao fim de semana da corrida, assim que passei bandeira quadriculada, eu sabia como as coisas provavelmente se desenrolariam nas redes sociais. O fato de que achei que seria melhor excluir o Instagram e o Twitter do meu celular por alguns dias diz tudo o que precisamos saber sobre o quão cruel o mundo online pode ser”, declarou.

“Mas, como vimos várias vezes, em todos os esportes diferentes, basta um incidente na hora errada para ter as coisas completamente fora de proporção e trazer à tona o que há de pior nas pessoas que são chamadas de ‘fãs’ do esporte. O que me chocou foi o tom extremo de ódio, abuso e até mesmo as ameaças de morte que recebi”, acrescentou.

Latifi também comentou sobre a situação do acidente, quando estava brigando por uma das últimas posições com Mick Schumacher, da Haas, a poucas voltas do fim. O canadense relatou que foi criticado por disputar algo “que não importava” e afirmou que pessoas que alimentam ações de ódio “não são verdadeiros fãs do esporte”.

“Algumas pessoas disseram que eu estava correndo para uma posição que não importava com apenas algumas voltas restantes. Mas quer esteja a lutar por vitórias, pódios, pontos ou mesmo o último lugar, darei sempre o meu melhor até a bandeira quadriculada. Nesse aspecto, sou igual a todos os outros pilotos”, escreveu.

“Para as pessoas que não entendem ou não concordam com isso, tudo bem para mim. Você pode ter sua opinião. Mas usar essas opiniões para alimentar o ódio, o abuso e as ameaças de violência, não só contra mim, mas também contra as pessoas mais próximas a mim, me diz que essas pessoas não são verdadeiros fãs do esporte”, completou.

Por fim, o piloto agradeceu o apoio que recebeu diante dos ataques sofridos. “Para todos os fãs e pessoas que me apoiaram durante toda essa situação, quero dizer um grande obrigado. Eu vi e li muitas de suas mensagens e elas são muito apreciadas. É bom saber que tenho tantas pessoas me apoiando”, destacou.

O acidente de Latifi aconteceu na volta 53, faltando cinco voltas para o término da corrida. Após a batida, a direção de prova optou pela entrada do Safety Car para retirar o carro do canadense e recolher os destroços na pista, e Max Verstappen aproveitou para trocar os pneus. A etapa foi retomada com bandeira verde apenas na última volta, e o holandês da Red Bull ultrapassou Lewis Hamilton para chegar em primeiro e conquistar o título mundial da Fórmula 1.