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Fórmula 1: Mercedes pretende apelar contra rejeição de protestos e título pode ir parar nos tribunais

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Fórmula 1: Verstappen supera Hamilton e é o grande campeão! Renan do Couto analisa temporada do holandês (4:28)

Um dos melhores campeonatos da história da Fórmula 1 terminou neste domingo (12) (4:28)

Equipe alemã havia protestado contra resultado da corrida em Abu Dhabi, que coroou o holandês como novo campeão


Após a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) rejeitar os protestos que foram feitos pela Mercedes depois do GP de Abu Dhabi, confirmando Max Verstappen como campeão mundial na Fórmula 1 após ultrapassar Lewis Hamilton na última volta, a Mercedes confirmou sua intenção de apelar contra as rejeições da FIA.

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"Apresentamos nossa intenção de apelar do Documento 58 / decisão dos comissários de rejeitar o protesto da equipe”, disse um porta-voz do time alemão após a corrida de domingo.

Isso significa que a Mercedes agora tem 96 horas para decidir se vai continuar com sua ação e entrar formalmente com um recurso no Tribunal Internacional de Apelação da FIA.

Ao todo, a montadora alemã realizou duas reclamações. A primeira tinha foco da forma que foi feita a relargada após o safety car ser acionado por conta da batida de Nicholas Latifi, da Williams.

Na segunda reclamação, a equipe alemã alegava que o piloto da Red Bull teria colocado o carro à frente de Lewis Hamilton na curva 12, durante a preparação para relargada.

Se isso tivesse de fato acontecido na visão da FIA, a ultrapassagem seria irregular. No entanto, após uma conversa dos comissários de prova com representantes de Mercedes e Red Bull, a decisão favorável a Verstappen foi mantida, descartando qualquer tipo de irregularidade.

O que causou polêmica e irritou a Mercedes foi a versão do diretor de prova, Michael Masi. Em um primeiro momento, ele informou que carros redartários que estavam entre Verstappen e Hamilton não seriam autorizados a ultrapassar o carro de segurança. Logo em seguida, a Red Bull questionou e conseguiu que a diretção de prova mudasse a decisão.

Por conta disso, a Mercedes alega que todos os retardatários deveriam ultrapassar o safety car e não apenas os cincos citados pela direção de prova. Os pilotos eram Lando Norris, Fernando Alonso, Charles Leclerc, Esteban Ocon e Sebastian Vettel.

Como o ESPN.com.br trouxe mais cedo, os protestos são referentes aos artigos 48.8 (nenhum piloto pode ultrapassar outro carro na pista, incluindo o safety car, até que ele passe a linha pela 1ª vez após o safety car ter retornado aos boxes) e 48.12 (qualquer carro que tenha sido ultrapassado pelo líder é obrigado a ultrapassar os carros na volta inicial e no safety car).

Os comissários disseram que, embora esse artigo possa não ter sido "aplicado totalmente", pois o safety car veio no final da mesma volta, "o artigo 48.13 substitui isso e uma vez que a mensagem 'Safety Car entra nesta volta' foi exibida, é obrigatório retirar o safety car no final dessa volta".

"Apesar disso, o pedido da Mercedes para que os comissários corrijam o assunto alterando a classificação para refletir as posições no final da penúltima volta, esta é uma etapa que os comissários acreditam estar efetivamente encurtando a corrida retrospectivamente e, portanto, não apropriada".