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Hamilton critica F1 por falta de organização em protesto antirracista e ironiza Romain Grosjean

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Mercedes mostra detalhes de nova pintura do carro na semana de estreia da Fórmula 1 em 2020 (0:09)

Carro entrará em ação nesta semana, no GP da Áustria | via @mercedesamgf1 (0:09)

Após vencer o Grande Prêmio da Hungria, neste domingo, o britânico Lewis Hamilton mostrou-se bastante contrariado com os organizadores da Fórmula 1.

Isto porque não houve no circuito de Hungaroring um protesto antirracista organizado, como havia ocorrido nas duas primeiras corridas da temporada, na Áustria.

Na Hungria, alguns pilotos usaram camisas com a frase "End racism" ("Fim ao racismo"), mas não houve um ajoelhamento coletivo (apenas Hamilton fez o gesto), com tudo sendo feito às pressas.

Em entrevista, Hamilton cobrou que a F1 ajude a promover mensagens antirracistas e a favor da igualdade e da diversidade étnica.

"Precisamos falar com a Fórmula 1, pois eles precisam fazer um trabalho melhor. Foi uma correria. Eu estava saindo do carro, correndo, rapidamente me ajoelhando. Eles precisam fazer mais. Disseram que estão lutando pela diversidade e pelo fim do racismo, mas não estão nos dando a plataforma para continuar com isso", disparou.

"Está tudo apressado, então acho que eles precisam nos dar mais tempo. Eu falarei com eles, provavelmente enviarei um e-mail nos próximos dias e tentarei coordenar com eles sobre isso. Porque eles querem, mas acho que não houve comunicação", completou.

Em seguida, o atual líder do Mundial destilou ironias contra Romain Grosjean, da Haas, que é o presidente da GPDA (Associação de Pilotos).

Segundo Hamilton, o francês "não acha que é importante" protestar contra o racismo e sequer está dando importância à discussão.

"Ele (Grosjean) não acha importante fazê-lo. Ele pensa que o fizemos uma vez, e é tudo o que precisamos fazer", salientou.

"Tentei falar com ele sobre qual é o problema, que isso não está indo adiante, por isso temos de continuar lutando. Acho que desta vez ele não mencionou nada nas instruções dos pilotos, nem Sebastian (Vettel). Sebastian e eu trocamos mensagens e ele enfatizou, como eu, a importância de continuar fazendo isso", acrescentou.