<
>

F1 2020: Protocolos contra o coronavírus, Hamilton em busca de Schumacher e brasileiros na reserva

play
Na 'beira' da F1, Pietro Fittipaldi e Sergio Sette Camara falam sobre expectativa de recolocar o Brasil na categoria (2:06)

Brasileiros deram entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (2:06)

O giro dos motores voltam a subir, e o ronco já está "falando alto". Depois de quase quatro meses paralisada devido à pandemia do coronavírus, a Fórmula 1 enfim retorna neste fim de semana para a abertura da sua temporada 2020.

Ao contrário do que estamos acostumados, em 2020, por conta da pandemia, a F1 teve que remanejar seu calendário, com apenas oito provas confirmadas até agora, e começará neste fim de semana, na Áustria, no Red Bull Ring. Os treinos livres acontecem na sexta e sábado, seguido da classificação também no sábado e a largada no domingo, às 10h10 (Brasília).

Aos que criticam a categoria dizendo que ela ficou "chata" ou "monótona" pelo domínio da Mercedes e escassez de brasileiros no grid, temos diversos motivos para acompanhar mais uma temporada da F1.

O 'novo normal'

Assim como o resto do mundo, a Fórmula 1 não ficou imune, literalmente, aos transtornos causados pela pandemia do coronavírus. Às vésperas do GP da Áustralia, em março, a categoria teve que fechar as atividades.

Para as oito provas já marcadas, protocolos rígidos de distanciamento social, equipes reduzidas, testagem em massa e portões fechados ao público serão aplicados. O grid cheio e pódio serão coisas abolidas para este momento. Mas como será mesmo, só saberemos vendo no fim de semana.

O calendário até aqui

Austrália, Holanda, Mônaco, Azerbaijão, Singapura, França e Japão já cancelaram suas provas. Por enquanto, Áustria (5 e 12 de julho), Hungria (19 de julho), Inglaterra (2 e 9 de agosto), Espanha (16 de agosto), Bélgica (30 de agosto) e Itália (6 de setembro) são as únicas provas garantidas no calendário.

Bahrein, Vietnã, China, Canadá, Rússia, Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi estavam no calendário original, mas ainda não tiveram confirmadas suas datas. Há a possibilidade até de circuitos como Portimão (Portugal), Muggello (Itália) e Hockenheim entrarem no páreo.

Hamilton em busca de Schumacher

Estamos diante de um fenômeno do automobilismo em Lewis Hamilton. O britânico pode em 2020 igualar o recorde de sete títulos de Michael Schumacher na Fórmula 1. Mais do que isso, Hamilton também pode igualar o recorde de vitória da categoria, que também pertence ao ex-piloto alemão.

Hamilton tem 84 vitórias e está a sete de igualar o número de Schumacher. Pelo que se viu na pré-temporada, a Mercedes novamente é favorita, o que indica que o inglês vem forte para mais um título.

Alguém é capaz de parar o homem?

A lista de candidatos a desbancar Hamilton é curta e cheia de talento. O mais óbvio é pensar novamente que quem vai andar mais perto do britânico será novamente seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas. Mas tirando pelo carro similar, um outro grupo promete tentar tirar Hamilton do trono.

Muitos esperam que neste ano Max Verstappen, da Red Bull, e Charles Leclerc, da Ferrari, mostrem que a nova geração já está pronta para ser campeã. Ambos os jovens, de 22 anos, já venceram corridas, fizeram poles e até "peitaram" o hexacampeão em algumas provas nos últimos anos.

Mais distante deles, parece estar, por incrível que pareça, Sebastian Vettel. O tetracampeão alemão vive má fase, ganhou só uma corrida em 2019 e foi superado por Leclerc no primeiro ano do monegasco na escuderia.

E os brasileiros?

play
2:46

Testagem e isolamento: Fittipaldi e Sette Camara detalham protocolos da F1 na volta da temporada

Brasileiros deram entrevista exclusiva ao ESPN.com.br

O Brasil não tem um piloto no grid desde que Felipe Massa se aposentou da categoria, em 2017. Mas em 2020 o país estará representado de certa forma. Isso porque Sérgio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi serão reservas de Red Bull e Haas, respectivamente.

A boa notícia é que agora ambos têm a superlicença necessária para pilotar o monoposto da Fórmula 1. Ou seja, caso algum dos titulares dessas equipes não puderem participar de alguma etapa, Pietro e Sette Câmara estariam elegíveis para guiar o carro.

E o GP do Brasil?

A edição de 2020 é a última sob contrato em Interlagos para a prova brasileira. O que acontecerá ao longo deste ano será uma verdadeira "guerra" entre o autódromo paulistano e a pista anunciada pelo Presidente Jair Bolsonaro que ainda não existe no Rio de Janeiro. As obras sequer começaram, e o complexo ainda precisa de autorizações, principalmente ambientais, para sair do papel.