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Fórmula 1: Sérgio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi vivem expectativa de recolocar o Brasil na categoria

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Na 'beira' da F1, Pietro Fittipaldi e Sergio Sette Camara falam sobre expectativa de recolocar o Brasil na categoria (2:06)

Brasileiros deram entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (2:06)

Desde 2018, o Brasil não tem um representante na Fórmula 1, o que quebrou uma sequência de quase 50 anos de um dos países mais tradicionais no automobilismo, com 101 vitórias e oito títulos na categoria (3º maior número em ambos os rankings).

Mas o retorno do Brasil ao grid da Fórmula 1 está mais próximo do que parece. E ele está nas mãos, e pés, de Pietro Fittipaldi, neto do bicampeão Emerson, e Sérgio Sette Câmara.

Ambos já possuem os pontos necessários para a Superlicença. Fittipaldi, de 24 anos, é reserva da Haas. Já Sette Câmara, 22, exerce a mesma função na Red Bull/Alpha Tauri.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, na Áustria. Assim como qualquer outra agremiação de esporte que tenha uma boa reputação no momento, será com portões fechados para o público e testagem frequente.

Caso haja algum problema com os pilotos titulares de Haas e Red Bull/Alpha Tauri, os dois brasileiros estariam aptos para pilotar no calendário provisório de oito corridas até aqui.

"Como piloto, quero estar no grid da Fórmula 1. Minha meta, meu sonho é esse, estou sempre esperando por uma ligação, quero pilotar na Fórmula 1. Eu me sinto pronto. Meu sonho é estar la representando o Brasil, estou fazendo de tudo pra chegar lá. Eu vou fazer de tudo pra chegar lá", disse Pietro, ao ESPN.com.br.

"Eu faço tudo como os pilotos fazem, eu acompanho os pilotos da Alpha Tauri, tudo que eles fazem eu estou junto com eles fazendo. É uma posição interessante, me aproxima da Fórmula 1. A possibilidade de um piloto reserva sentar num carro de F1 é muito maior agora, eu estou me preparando bem, como se eu fosse pilotar, pra se a oportunidade surgir eu não deixar a equipe na mão", disse Sette Câmara.

Ambos os brasileiros só tiveram contato com o carro de Fórmula 1 no ano passado. Fittipaldi testou bastante a Haas, enquanto Sette Câmara deu algumas voltas na McLaren, quando era piloto de testes e reserva da equipe. Porém, os dois não andaram, à parte os simuladores, com os monopostos deste ano.

Mas o automobilismo virtual tem lhes ajudado durante os tempos de pandemia a não ficarem "enferrujados". Fittipaldi participou das corridas virtuais promovidas oficialmente pela F1 no game oficial da categoria, conseguindo até uma pole position em Mônaco na chuva.

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Fittipaldi e Sette Camara falam como automobilismo virtual ajudou ambos a se manterem 'afiados' em tempos de quarentena

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"Cara, ajudou muito. A Fórmula 1 criou esse GP virtual, todo fim de semana tinha uma corrida virtual. Foi muito legal fazer isso porque a gente levava muito a sério, todo mundo treinava todo dia. Você já começava o treino na segunda-feira, terça e quarta era só classificação, aí quinta, sexta e sábado treinava como as corridas. Ajudou muito pra me manter ativo. O foco que você precisa ter no simulador é muito alto. Você sabe que está correndo num GP virtual da Fórmula 1 e você quer ir bem", explica Fittipaldi.

"Ajuda sem dúvida, eu também recorri a isso. Você no final das contas...os movimentos pra guiar os carros são os mesmos e só isso já ajuda. Vários dos elemntos da vida real estão presente no simulador", explica Sette Câmara, que fará o campeonato japonês de Super Fórmula também em 2020 após dois anos de F2, principal categoria de acesso à F1.

Com o mundo ainda sofrendo com a pandemia de COVID-19, os brasileiros detalharam alguns dos protocolos da Fórmula 1 para este retorno. As equipes terão menos gente nos boxes, a tradicional cerimônia do pódio não será como estamos acostumados a ver, dentre outras coisas.

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"Você precisa fazer um exame, ele não pode ter mais de 3 dias de validade antes de entrar na pista. Todo mundo usando máscara, o paddock da F3 todo mundo tem que ficar naquele paddock, não pode misturar. Eu posso ficar com meu irmão (Enzo, piloto da F3), mas eles estão fazendo um jeito que não querem misturar as pessoas no paddock. Porque se der problema na F3, é só na F3, não na F2, ou F1. Por isso eu não posso ir na garagem e no caminhão da Haas", disse Pietro.

"Eles vão estar testando a gente com certa frequência. A gente chega lá e eles já fazem o teste do cotonete no nariz e depois vão fazer outros no fim de semana, depois tem a parte da logística, quarto separado. Eu vou para Áustria e depois Hungria e eu não posso voltar, tem que ficar por lá. Eles pedem que você fique lá pelo menos por 3 corridas", detalhou Sette Câmara.