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F1: Hamilton ativista, mercado 'maluco' e equipes à venda: o que aconteceu nos 106 dias de paralisação da categoria

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Há 106 dias, a Fórmula 1 se preparava para dar o pontapé inicial na temporada 2020, mas acabou sendo frustrada pelo início da pandemia do coronavírus minutos antes do primeiro treino livre para o Grande Prêmio da Austrália.

De lá para cá, muita coisa aconteceu fora das pistas até esta semana, onde a temporada começará de vez com o GP da Áustria, no Red Bull Ring.

Desde pilotos indo às ruas pelas causas sociais até o auge do mercado de assentos para 2021 já definido, veja o que aconteceu desde 15 de março até agora no mundo da Fórmula 1.

Hamilton ativista

Com a onda de protestos contra o racismo crescendo no mundo, Lewis Hamilton fez sua parte inicialmente nas redes sociais, cobrando posicionamento até de seus companheiros da Fórmula 1. E ele foi atendido, com Charles Leclerc, Daniel Ricciardo e vários outros mostranod seu repúdio.

Mas Hamilton não parou por aí. O hexacampeão mundial da Mercedes foi às ruas protestar em Londres.

Dança das cadeiras

Tudo começou com Sebastian Vettel e Ferrari anunciando que não renovariam o contrato que vai até o fim desta temporada. Dali, Carlos Sainz foi anunciado como piloto da escuderia italiana, enquanto Daniel Ricciardo deixará a Renault para ocupar o lugar de Sainz.

O tetracampeão alemão ainda não tem lugar garantido na Fórmula 1 no ano que vem. E das equipes de ponta, só resta a Mercedes, caso Hamilton ou Valtteri Bottas não voltem para 2021. Existem especulações de que Vettel poder se aposentar ao fim de 2020.

Williams e McLaren à venda

Para os brasileiros especialmente, dói ver as equipes onde pilotaram, e até ganharam títulos, Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelso Piquet admitindo a dificuldade financeira.

O caso da Williams, lanterna entre os Construtores nos dois últimos anos, é o pior. A equipe anunciou que está colocando à venda ações dela para garantir o seu futuro na categoria. Há anos o time britânico virou um local para pilotos pagantes: Lance Stroll, Sergey Sirotkin e Nicholas Latifi. A escuderia criada por Sir Frank Williams também perdeu seu patrocinador máster em maio.

A McLaren, segundo a Sky Sports, também está considerando colocar à venda uma parte minoritária da empresa, dando até carros clássico de Ayrton Senna, Alain Prost e companhia como garantia.

Mudanças de regulamento adiadas

As mudanças no regulamento da Fórmula 1 na parte de desenvolvimento do carro, que prometiam ser grandes, foram adiadas de 2021 para 2022. O que não foi adiado é a introdução do teto de gastos da categoria, que passa a entrar em vigor oficialmente no ano que vem, limitando os gastos a US$ 145 milhões (R$ 783 milhões)..