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Vai para o Rio? Produtor do GP Brasil chama Interlagos de 'catedral' e fala em renovação com São Paulo até 2030

Com contrato até 2020, o Grande Prêmio do Brasil ainda não tem seu futuro definido. O Rio de Janeiro está interessado em levar a Fórmula 1 para a 'Cidade Maravilhosa' daqui dois anos, e a concorrência com São Paulo promete seguir.

"A negociação continua, está indo muito bem", disse nesta quinta-feira o promotor do GP Brasil, Tamas Rohonyi. "Orlando Faria (secretário de turismo da cidade de São Paulo) e eu estivemos em Londres recentemente com a cúpula da FOM (Formula One Management). Pessoalmente, acredito que o contrato será renovado até 2030", afirmou o empresário que tenta manter a corrida na capital paulistana.

"É um privilégio fazer evento neste autódromo e é um privilégio para as equipes correrem neste autódromo. Dizem que Monza é a catedral do automobilismo... Discordo. Se tem uma catedral do automobilismo mundial, é Interlagos", completou Rohonyi.

O Rio de Janeiro anunciou, com apoio de Jair Bolsonaro, que negocia com a Fórmula 1 para levar o GP Brasil em 2021. O Presidente da República chegou a dizer, inclusive, que há 99% de chance da corrida acontecer em solo carioca.

São Paulo, entretanto, faz de tudo para que isso não aconteça. O autódromo está em processo de concessão - o edital foi lançado nesta quinta-feira - e irá passar para a iniciativa privada em 2020.

"Não tem uma relação direta entre a concessão e a renovação do GP. No edital de concessão prevê que o concessionário tem que disponibilizar à prefeitura 80 dias, para que a gente possa inclusive trazer eventos como F1, WEC, Superbike Internacional e outros tipos de eventos", justificou Orlando Faria.

"Porém, a gente acredita que ao conceder e exigir investimentos do concessionário, exigir a manutenção do autódromo no nível de excelência que é, tudo isso demonstra para a FOM o nosso compromisso em manter nosso autódromo no nível A. Inclusive, ele é o único da América do Sul", completou.