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F1: Treino oficial para o GP da Itália fica sem punição para momento 'pastelão'

A Fórmula 1 viveu neste sábado no tradicional circuito de Monza um de seus treinos oficiais mais bizarros na história.

Charles Leclerc havia feito o melhor tempo na primeira perna do Q3 e garantia a pole position para o GP da Itália. Então, os pilotos se lançaram para a última tentativa.

As duas Ferraris (com o monegasco e Sebastian Vettel) lideravam um pelotão com outros cinco carros – Lewis Hamilton, Valtteri Bottas, Nico Hulkenberg, Alexander Albon e Lance Stroll.

Na famosa curva Parabólica, que dá acesso à reta principal, os competidores estavam no limite para abrir a volta, mas não havia espaço para ultrapassagens.

Com isso, com a bandeira quadriculada para o fim da última parte do treino, apenas Leclerc e Carlos Sainz (que estava mais à frente dos outros) conseguiram abrir volta, e os outros seis do pelotão não tiveram a chance de tirar a pole do monegasco.

Uma cena patética que, obviamente, rendeu muita discussão.

“Tática interessante para manter a pole position”, disparou Lewis Hamilton ainda no rádio para a equipe Mercedes.

“Sem palavras. Alguém lá fora deveria voltar para a escola. Nós todos estamos envergonhados aqui. Com certeza há alguns que merecem mais a culpa do que outros. Esse não é o padrão da F-1”, disparou Toto Wolff, chefe da Mercedes. “Parecia algo de categoria júnior. Idiotas!”.

Vettel também não poupou críticas... a Leclerc. Para o alemão, seu companheiro “arruinou” sua estratégia e disse que a Ferrari precisa “discutir melhor sua comunicação internamente”.

A FIA abriu investigação contra Vettel, Hulkenberg, Stroll e Sainz e deu uma “reprimenda” nos três últimos, mas sem punições.

Assim, Leclerc larga à frente de Hamilton, Bottas e Vettel às 10h10 (de Brasília) neste domingo.