<
>

Justiça exige relatório ambiental e volta a suspender contratação de consórcio do autódromo no Rio

play
Rio de Janeiro discute floresta ameaçada por autódromo e outra prometida na Olimpíada (6:29)

A floresta do Camboatá pode ser comprometida, enquanto a floresta dos atletas aguarda desde 2016 para nascer (6:29)

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu de forma unânime suspender a assinatura do contrato entre o consórcio Rio Motopark e a prefeitura do Rio de Janeiro para a construção de um autódromo na área da Floresta do Camboatá, no bairro de Deodoro, zona oeste da cidade.

O parecer foi anunciado na tarde desta terça-feira pelo relator desembargador federal Ricardo Perlingeiro, segundo apurou a reportagem dos canais ESPN. Ao ler a decisão, ele frisou que ela valerá até que o consórcio elabore e apresente o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do empreendimento.

A área do Camboatá compreende um espaço verde de 200 hectares, com espécies nativas da Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção. Também há diversidade na fauna, com aves, saguis, jacarés, capivaras etc.

O assunto está em pauta desde maio deste ano, quando foi anunciado a Rio Motopark como vencedora da licitação para a construção do autódromo. Na mesma época, o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que a construção traria de volta a Fórmula 1 para o Rio --desde 1990, o GPs têm sido realizados em Interlagos, em São Paulo.

A assinatura do contrato entre a Rio Motorpark e a prefeitura do Rio já tinha sido suspensa em decisão liminar de 19 de julho, mas uma decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, em 3 de agosto, derrubou a liminar.