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Ex-chefão da F1, Bernie Ecclestone é condenado a 17 meses de prisão e ao pagamento de R$ 4 bilhões por sonegação

'Bernie' Ecclestone no GP da Áustria de 2018 Getty Images

Ex-chefão da Fórmula 1, o empresário britânico Bernie Ecclestone foi condenado nesta quinta-feira (12) pela Justiça da Inglaterra por sonegação.

O magnata recebeu uma pena de prisão suspensa depois de se declarar culpado em um caso milionário de fraude, depois de não declarar ao Governo inglês a quantia que possuía em um truste de Singapura, na Ásia.

Por ser idoso (92 anos), o ex-dirigente acabou fechando um acordo, tendo agora que pagar 652,6 milhões de libras (R$ 4,013 bilhões) ao fisco britânico em um período de 18 anos.

Ecclestone também foi condenado a cumprir 17 meses de prisão, mas não terá que ir para a cadeia.

Ele foi processado depois de não declarar 529,6 milhões de libras (R$ 3,257 bilhões) que possuía investidos em Singapura. O magnata nunca declarou a quantia ao Governo de seu país.

Durante investigação, Bernie declarou que era beneficiário de nenhum truste fora do Reino Unido. De acordo com a promotoria, ele agiu de má fé e foi "desonesto".

No julgamento, o magistrado afirmou que a ofensa cometida por Ecclestone foi grave.

No entanto, o juiz levou em conta a idade avançada e o atual estado de saúde do empresário para aplicar a sentença final, que não terá cadeia.

A advogada de Bernie, Christine Montgomery, ainda pontuou que seu cliente "se arrepende amargamente dos eventos que levaram a esse julgamento".

Ecclestone foi o "todo poderoso" da Fórmula 1 por quatro décadas, comandando a entidade entre desde os anos 70 até 2017.

Após vender os direitos ao grupo norte-americano Liberty Media, ele abandonou o mundo das corridas.