Após competir no mais alto nível da região da Oceania no Valorant, o atleta paralímpico Rowan “magnetbrain” Crothers, de apenas 23 anos, agarrou o ouro nas Paralimpíadas de Tóquio ao vencer a prova de 50 metros livres. O australiano que havia ficado em sexto lugar na edição brasileira do evento conquistou a primeira medalha de ouro de sua carreira ao completar a prova com 23.21 segundos.
Portador de paralisia cerebral e doença pulmonar crônica depois de nascer prematuro de 15 semanas, além de competir em alto nível nos esportes tradicionais, magnetbrain também já fez parte do cenário competitivo de Valorant na Oceania.
Atuando pela equipe Pants Down, Rowan quase chegou a ir para o First Strike - primeiro campeonato da modalidade organizado pela Riot Games - da região oceânica. Faltando apenas uma vitória para a classificação, a equipe do atleta acabou caindo no qualificatório Rise of Valour e se despediu do evento principal.
O jogador/atleta paralímpico que recebe o apelido “magnetbrain” após ter impedido em “ocasiões diferentes, sem querer, uma bola de entrar no gol” com sua cabeça durante sua passagem pelo polo aquático, segundo o Comitê Paralímpico Internacional, já foi nomeado Atleta Júnior Masculino do Ano e Atleta Masculino Sênior do Ano pela Sporting Wheelies and Disabled Association em 2014, Nadador Paralímpico do Ano pela Swimming Austrália em 2017, Melhor Nadador do Paralímpico de 2012/13 pela Associação de Natação de Brisbane, entre outras.
Ao seu lado, o pódio da modalidade de 50 metros livres também recebeu o ucraniano campeão paralímpico do Rio 2016, Maksym Krypak, que garantiu a prata, enquanto o brasileiro Phelipe Rodrigues faturou o bronze.
Former #VALORANT player @magnetbrain has just won a Gold Medal at the Paralympics.
— ValorIntel (@ValorINTEL) August 25, 2021
After competing at the top level in the Oceanic region, Rowan Crothers quit to start preparation for #Tokyo2020, and now he's a gold medalist 🙌 pic.twitter.com/XkyLw6AJ1I
