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Riot Games pagará US$ 100 milhões para funcionárias por discriminação de gênero

Mais de 1.500 mulheres que trabalharam na empresa entre novembro de 2014 a dezembro de 2021 serão indenizadas; funcionárias da Activision também serão compensadas


Cerca de 1.548 mulheres que trabalharam na Riot Games entre novembro de 2014 a dezembro de 2021 receberão indenização da empresa, de acordo com a Axios. A compensação acontece após a empresa ser processada pelas funcionárias em casos envolvendo discriminação de gênero, assédio no local de trabalho e outros problemas.

No último semestre de 2021, a empresa havia chegado a um acordo de pagar U$ 100 milhões (cerca de R$ 505 milhões) à funcionárias que trabalham ou já trabalharam na Riot e que tiveram problemas de discriminação de gênero. A ação judicial movida pela ‘Rust Consulting’ revela que os termos do acordo movido pela desenvolvedora consideravam pagamentos iniciais de $ 2,5 mil (R$ 12 mil) a $ 5 mil (R$ 24 mil) para mulheres que trabalharam para a empresa - podendo chegar até $ 40 mil (R$ 198 mil), dependendo da situação de emprego.

Em curso desde 2018, a ação contra a Riot Games começou a partir de duas funcionárias, que processaram a empresa depois do relatório investigativo publicado pelo portal Kotaku. O artigo traz a tona um cultura de discriminação e assédio sexual disseminada dentro da empresa.

As informações trazidas pelo processo da Rust ainda revelam que cerca de sete mulheres optaram por sair do acordo.

Activision também teve que pagar funcionárias

De acordo com o portal Kotaku, além da criadora de League of Legends e VALORANT, a Activision Blizzard também indenizará cerca de centenas de suas funcionárias por “assédio sexual, discriminação na gravidez e retaliação”. As contempladas pela indenização são aquelas que trabalhavam na Activision desde setembro de 2016 e que se encaixavam nos casos acima citados.

Segundo o EEOC (Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego), “quase tudo” do fundo de vítimas de US$ 18 milhões estipulado pelo acordo aprovado por um juiz federal norte-americano em 2022 já foi distribuído às requerentes. Os valores contemplam “centenas” de funcionárias e possuem cerca de cinco a seis dígitos.

O valor que restou será doado à ‘Reboot Representation’, uma aliança que tanto a Riot quanto a Activision fazem parte que mira aumentar o número de mulheres pretas, latinas e nativo americanas nos setores de tecnologia.

Ainda em andamento, o processo movido em 2021 foi movido pelo Departamento de Emprego Justo e Habitação da Califórnia, após contratadas da Activision Blizzard buscarem indenização devido à cultura de discriminação e de assédio dentro da empresa.