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Wood7 revela que Bravos trata outros estreantes do Clutch como 'azarões' quando vai enfrentá-los

Capitão da Bravos, Wood7 em ação pelo Clutch Saymon Sampaio / BBL

Por ter terminado 2019 com o título do Circuito Dell, Bravos Gaming (antigo Team Rufus) foi o primeiro time a se garantir na segunda edição do Clutch de Counter-Strike: Global Offensive. As boas apresentações junto com os muitos campeonatos conquistados no circuito da 2ª divisão fizeram com que a equipe passasse a ser considerada a principal força entre os estreantes na liga principal deste ano.

Avaliação esta a qual Wood7 concorda, mas com o capitão dizendo que o retrospectivo mais do que positivo da última temporada colocando certa "pressão" em cima dele e dos companheiros.

"Tem um pouco de pressão por tudo o que fizemos na última temporada porque dominamos o circuito da 2ª divisão", afirma o jogador ao ESPN Esports Brasil.

Agora na disputa do Clutch, o capitão da Bravos sabe que ele e os companheiros ficarão frente a frente com equipes que estão em "outro patamar", como o próprio avalia os níveis de Detona e Isurus. Lúcido, o jogador reconhece que o time precisa "trabalhar muito" para chegar à altura de outros participantes.

Bravos não é o único que está estreando nessa edição do Clutch. Além do atual campeão da 2ª divisão, também estão jogando pela primeira vez o torneio a equipe de melhor campanha na repescagem, Alma Gaming, Vivo Keyd, que recuperou a vaga que possuía ao contratar os ex-Falkol, e Soberano, o substituto da paiN Gaming. Times os quais Wood7 e os companheiros tratam como azarões, de acordo com o capitão.

"Tratamos os times que subiram com nós como azarões quando jogamos contra eles. Fazemos isso para nos 'hyparmos' ao enfrentá-los. Temos plena consciência do nível o qual estamos", afirma.

Por mais que tenha subido para o Clutch com muitos louros, Bravos ainda não conseguiu vencer na competição. A equipe estreou com derrota para W7M Gaming e, na segunda-feira (17), empatou com a Keyd.

Sobre o adversário que enfrentou nesta semana, Wood7 aponta que se tratava de uma equipe que Bravos conhece bem: "Do ano passado para cá a gente jogou uns 20 mapas [contra eles]. Então, os dois times se conhecem muito e ambos sabem o que cada um faz, com isso não há aquela vantagem de um escolher o mapa fraco do outro".

No comando de uma equipe relativamente nova, Wood7 fala que sonha com a Bravos repetindo os passos dados pela Detona no cenário brasileiro.

"O ponto que quero chegar é dominar [o Brasil] que nem a Detona fez. Um time novo que não tinha uma estrela, que não trouxe jogador da 'panela' e mesmo assim, com trabalho bem feito, conseguiu criar um elenco com o qual bateram de frente com todos os outros. Quero dominar o Brasil para depois pensar em ir para fora", diz o jogador categoricamente.

Quanto ao objetivo da equipe no Clutch, o capitão é claro: "Queremos fehcar o campeonato no Top 4 para garantirmos vaga na próxima GC Masters. O Clutch tem quatro times muito fortes: Detona, Isurus, W7M e Red. Nós somos essa 5ª potência junto com a Keyd. Queremos ficar na frente de pelo menos um desses times para, já nessa temporada, superar eses times que são mais fortes".

Uma das forças da Bravos, na opinião de Wood7, é o tempo que ele e os companheiro estão juntos. O capitão, contudo, aponta que falta o time reagir mais rapidamente o que acontece no jogo.

"Teremos que trabalhar para reagir mais rapidamente as informações que obtemos durante o round para passarmos na frente dos outro times. Não adianta termos as melhores táticas e rotações se a gente não consegue reagir rapidamente. Precisamos trabalhar em como entender o jogo, os cinco juntos, para que a gente consiga responder o mais rápido possível e punir os outros times", avalia.

O Clutch é a segunda oportunidade que todos os integrantes da Bravos estão tendo de, juntos, disputarem um torneio presencial. O primeiro foi no final do ano passado, a quarta edição da Gamers Club Masters, a qual a equipe chegou no mata-mata ainda como Rufus.

Wood7 lembra que o Major brasileiro "foi um campeonato no qual estávamos muito 'hypados' por tudo o que havíamos conquistado em dezembro. Numa semana chegamos a conquistar quatro campeonatos e acredito que lá em Maresias estávamos em 120%. Por isso não teria sido estranho se tivéssemos vencido [o torneio] porque a nossa confiança estava muito alta. Precisamos recuperar essa forma. Nosso começo está lento e vamos usar esses 20 dias [até a próxima rodada] para recuperar a forma e o 'hype' da Masters".

CRESCIMENTO PÓS-SELETIVAS

No final de semana que antecedeu a segunda semana do Clutch, Bravos esteve presente nas disputas por vagas no Flashpoint e no Major que será disputado no Rio de Janeiro em maio. Apesar de não ter avançado para ambos os torneios, Wood7 fala que os classificatórios serviram para colocar o time de volta ao trilho.

"Por ser um final de semana inteiro de competições foi muito bom para melhorarmos o nosso jogo. Foi como se tivéssemos participado de um minibootcamp, então ajudou muito porque jogando contra Keyd com um 'teamplay' melhor", opina.

Wood7 admite que a equipe se sentiu um pouco frustrada por não ter se classificado: "Chegamos muito perto, principalmente no Flashpoint. Sobre o Minor nós pegamos uma tabela difícil, mas jogamos mal contra Red".