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Free Fire | Bicampeão e agora representando o Corinthians, Finn promete: 'Vamos continuar brigando por tudo'

Finn é o novo capitão da equipe de emulador do Corinthians Free Fire Divulgação/Corinthians

Finn e Fornax falam sobre a saída da Deuses para integrar a equipe de Free Fire do Corinthians, além da recepção da torcida, realização de um sonho e mais


Na última terça-feira (11), o Corinthians Free Fire anunciou seus elencos de mobile e emulador para a temporada competitiva de 2022. Mantendo nomes que já vestiam o uniforme no último ano e recebendo novos gaviões, o Corinthians hoje conta com elencos de peso repletos de atletas que se destacaram nos últimos anos e que dominaram nos times que fizeram parte, como é o caso do time de emulador formado pelo quarteto ex-Deuses.

À frente do time, o plantel alvinegro de Free Fire contará com os reforços de Fornax, que atuará como Coordenador de Esports. Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o coordenador corinthiano e o capitão da equipe de emulador, Finn, falam sobre a ida para o clube, a recepção da torcida e o reencontro do elenco bicampeão em 2021.

Corinthiano desde moleque e torcedor que frequentou assiduamente os jogos do seu time do coração, a chegada ao clube foi quase como a realização de um sonho. O mais curioso sobre o coordenador é que, de todas as vezes que esteve no estádio em meio ao bando de louco torcendo para o Timão, Fornax conta que nunca viu o clube perder um jogo sequer e, dentro do Free Fire, das duas Liga NFA que participou ao lado do elenco da Deuses, levantou o troféu.

“Eu sou aquele corinthiano que assim, eu tava no estádio quando eles ganharam a Libertadores (...) A expectativa é muito boa, eu cresci curtindo o Corinthians e estar representando eles hoje é sensacional, é o sonho da família. Eles ficaram feliz demais, a gente não vinha mais acompanhando muito futebol, mas a alegria é completa. Se fosse ‘vou para o Palmeiras’, o pessoal ia apoiar mas ia ser diferente, mas como é o Corinthians é outra coisa”, conta.

Antes representando a GOD Unidas (organização por trás da Deuses), Fornax e o quarteto formado por Choq, Rabelo, Finn e Santos foram dominantes entre as equipes durante a temporada de 2021 e conquistaram o bicampeonato na Liga NFA, principal campeonato nacional de emulador.

Hoje, se reencontram para uma nova temporada, mas dessa vez vestindo o uniforme preto e branco. Apesar das conquistas juntos, a ida dos jogadores e do coordenador para o Corinthians aconteceram em momentos diferentes, mas claro, com a recomendação de Fornax.

“A gente não veio junto [ele e os jogadores da Deuses], eu fechei primeiro e comuniquei que não ia renovar com eles, que ia vir para o Corinthians. Tenho um carinho enorme pelo que aconteceu lá, claro, tínhamos problemas, mas as pessoas eram incríveis. Eu não queria mais porque estava muito tempo no mesmo lugar, queria algo diferente, e teve todo esse lance de ser o Corinthians”, conta Fornax.

“Outra pessoa estava nessa parte da BDL (Bando de Louco), mas os meninos da Deuses sempre chamaram atenção. Já existia um interesse daqui e me consultaram para saber o que eu achava e eu não tinha nem o que falar. Eu amo os moleques, fomos campeões juntos duas vezes e eles são muito bons, se tivesse no orçamento e um projeto pra isso valeria muito a pena”, completa sobre a escolha do elenco de emulador.

Capitão do elenco ex-Deuses, Finn, comentou sobre como o fator torcida -e até mesmo a cobrança dela - impactou na decisão do quarteto em escolher o Corinthians para ser sua próxima casa e ainda brinca que agora, depois de anos torcendo pelo Flamengo, se tornou corinthiano.

“Recebemos algumas propostas, mas viemos para o Corinthians porque a gente sabe que a equipe, a organização e o time é de peso, tem bastante torcida. Além disso, a gente também estava em busca de coisas melhores, então para nós foi perfeito. Os caras vão cobrar bastante a gente e eu gosto muitas vezes de ser cobrado [...] Agora sou corinthiano”, comenta Finn, capitão do time de emulador, em meio a risadas.

De todas as modalidades que constituem o cenário de esports, de longe o Free Fire é a que mais vê times mudando durante as off seasons (períodos sem campeonatos). São equipes trocando atletas, jogadores optando por se despedir de seus companheiros para buscar o sucesso em outra organização e promessas subindo da Série B para a Série A.

Indo contra a maré, o quarteto decidiu virar o ano em busca de uma organização disposta a receber de braços abertos o pacote inteiro, afinal, não se mexe em time que está ganhando. E foi exatamente por isso que se mantiveram juntos.

“Resolvemos ficar juntos porque tiveram muitos times no passado que ganharam muitos títulos, como por exemplo a Black Dragons, e depois separou e nunca mais deu nada pra eles. Foi nisso que pensamos, vamos continuar juntos, continuar brigando por tudo e é isso”, revela o capitão.

Preparando os últimos detalhes para começar os trabalhos, Fornax vê no Corinthians uma oportunidade de alcançar resultados ainda melhores do que os conquistados no último ano devido aos investimentos feitos pela organização para 2022.

“A estrutura de investimento é maior. É um corpo multidisciplinar muito mais robusto, em relação a entrega de performance, preparação e tudo mais, os bastidores trabalham de uma forma bem mais atraente. Acho que isso vai influenciar dentro de jogo e impactar no resultado. De resto, os meninos já são bons demais, tem um entrosamento - que é algo difícil de manter no Free Fire - e o convívio já é bom, então você pula muitas etapas”, observa o coordenador.

Dentro dos servidores, seja no formato presencial ou no online, é inegável que ambas as equipes do Corinthians Free Fire estarão sendo empurradas por uma legião de fãs que durante os bons momentos impulsionará o time e durante os ruins, cobrará o mesmo por resultados.

Para o ano de 2022, toda a equipe começará a temporada competitiva ciente disso e, para que essas cobranças não entrem na cabeça dos jogadores, o Corinthians contará com uma equipe multidisciplinar completa para atender suas necessidades e para garantir que os resultados sejam alcançados.

Além da psicóloga, vamos colocar no projeto também preparação física, nutricionista, fisioterapeuta. A comissão multidisciplinar está bem grande e completa [...] Eu vi um pouco do impacto [da torcida] e é grande. Eu só via meu instagram andar para trás e de repente comecei a receber vários seguidores, da galera mandando ‘seja bem-vindo’”, lembra sobre os primeiros momentos em que foi especulado na organização.

“É bem legal, a torcida é bem receptiva, mas sabemos que a cobrança é grande também. É igual falei para os meninos, tem que sempre levar a parte boa, hoje os caras tão dando tapinha nas costas mas se for mal vão cobrar”, conclui.