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Free Fire | João Gava fala sobre equipe do Corinthians para 2022: 'Deixamos ela excelente'

João Gava é CEO da Nomad Esports, atual gestora da equipe de Free Fire do Corinthians Divulgação/Corinthians Free Fire

Confiante nos novos atletas do alvinegro, João Gava, CEO da Nomad - empresa gestora do Corinthians Free Fire -, fala sobre relação da empresa com o clube, escolha dos novos atletas e futuro do Timão na Liga Brasileira de Free Fire (LBFF)


Assim como algumas pessoas encaram o ano de 2022 como perfeito para recomeços, o Corinthians Free Fire chega para o ano de 2022 repaginado e hoje conta com nomes de peso em seus elencos mobile e de emulador. Na gestão do clube, sai Immortals Gaming Club (IGC) e entra Nomad Esports, empresa fundada pela desenvolvedora de jogos Kinship e que também dá um novo passo em sua história ao deixar a publicação do jogo brasileiro Skydome “na geladeira” para se aventurar na gestão de equipes de esports.

Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o CEO da Nomad Esports, João Gava, fala sobre o novo passo da empresa na gestão do Corinthians Free Fire assim como a relação com o Alvinegro do Parque São Jorge, e também sobre a escolha dos novos atletas da organização e o futuro da equipe na LBFF.

Além do importante passo de gerir o braço de Free Fire do Corinthians, a empresa também estará envolvida na organização de eventos, com o primeiro sendo um campeonato organizado pela empresa em parceria com o Governo de São Paulo, entre os meses de fevereiro e maio, que terá final no Ibirapuera.

A mudança foi brusca e o desafio é grande, mas a presença de Cleber “Fuzi” Fonseca na equipe e o investimento do clube do Corinthians para tornar tudo realidade foram essenciais para esse novo passo da Nomad.

“O Corinthians foi campeão mundial em 2019 e depois veio em uma crescente, mas não foi mais campeão, e através do relacionamento que temos com a equipe do clube sabíamos que ia precisar de uma nova gestora e resolvemos encarar. Não era planejado, mas como temos o Cleber na equipe, que tem experiência desde a CNB, resolvemos encarar e, em paralelo, o Corinthians também está investindo nisso, recentemente eles criaram o Departamento de Esports. Então resolvemos investir”, conta João Gava.

Assumindo completamente as rédeas das operações de Free Fire apenas em janeiro deste ano, a Nomad já vinha se preparando para o desafio a alguns meses, tendo trabalhado em paralelo com a IGC desde o final de novembro de 2021 para que tudo corresse de forma suave e o time não sofresse tanto com as mudanças.

Para João, o trabalho de transição feito ao longo dos últimos meses foi um fator para facilitar a chegada da empresa na gestão, mas a parceria com o próprio clube também tem ajudado muito: “Trabalhar com o Corinthians é surpreendente. Por enquanto tem sido uma parceria bem bacana, temos muito contato, o próprio anúncio foi gravado na Neo Química Arena com todo o apoio da equipe do Corinthians. Até o presidente Duílio tá sabendo de tudo. Para eles é novo, mas estão enxergando que é absurdamente grande”.

“A rede social do clube no Instagram, por exemplo, tem 6,5 milhões de seguidores enquanto a do Free Fire tem 3,4. Então assim, só a do Free Fire é mais que a metade que a do clube inteiro. Isso é muito legal e eles estão enxergando isso”, continua.

Juntos, Nomad e Corinthians chegam no ano de 2022 com reforços de peso para suas equipes da modalidade. Alguns nomes permaneceram no clube entre as temporadas e novos foram anunciados aos fãs do clube paulista diretamente de dentro da Neo Química Arena, estádio do Corinthians.

OS NOVOS MOSQUETEIROS ALVINEGROS

Aproveitando todas as movimentações das danças das cadeiras na off season do Free Fire, o Corinthians teve que buscar novos nomes para completar sua equipe, que acabou sofrendo com desfalques de alguns atletas que preferiram vestir outros uniformes. E para preencher os espaços deixados na equipe mobile, a Nomad chegou chegando.

Subiu Band, que vinha tendo um desempenho acima da média, da sua equipe de base e trouxe dois novos nomes de peso no cenário para vestir o manto do Corinthians: VitinXP, que chegou da Team Codasolid, e o jogador ex-FURIA que se tornou um dos maiores nomes dos últimos anos na modalidade, Memgod. Dois atletas que, apesar da campanha irregular de seus times no último ano, foram destaques.

“Lógico que escutamos a torcida, mas às vezes eles não analisam números igual temos que analisar por trás. Quem ouvimos mais foi o treinador e o analista, que já tínhamos contratado antes, e o capitão do time [...] Acabamos optando por eles por terem sido destaques nos times e, como já tínhamos uma line boa, apenas completamos e deixamos ela excelente”, conta João sobre a escolha dos novos reforços.

Inclusive, para esta temporada competitiva, a equipe optou por montar uma equipe composta por seis jogadores e João Gava fala sobre a decisão: “Assim como todo tipo de competição, um jogador só não ganha jogo, precisa de um time completo. O Free Fire por exemplo são quatro titulares, nem todas as organizações têm seis jogadores, tem time que não tem reserva. Então preferimos trabalhar com esses seis para ter um leque de estratégias com seis jogadores excelentes”.

Em meio a todos os novos passos dados pelo clube, a Nomad e todos os envolvidos no Corinthians Free Fire, João Gava conta que uma das grandes preocupações da empresa em relação a suas equipes mobile e de emuladores, que conta com atletas de 16 à 20 anos, é de aproximar os jogadores de suas famílias sempre que possível.

“Não vamos conseguir fazer tudo agora, mas algo que queremos fazer com eles e que identificamos como problemas que queremos solucionar, além da fisioterapia e psicologia e tal, é tentar pelo menos uma vez por mês, ou a cada dois meses, fazer algum evento para trazer as mães para aproximar eles, porque tem mãe que é lá do norte e nem sabe onde o filho tá direito, isso é ruim”, observa o CEO.

“É tentar aproximar eles para elas saberem o que eles estão fazendo, muitos daqui ajudam financeiramente em casa, então acho que é legal elas saberem e acreditar no filho”, adiciona.

SE TORNANDO O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES

Com um novo formato e sendo realizada de forma presencial, a LBFF 2022 chegará com elencos repletos de grandes nomes que prometem resultados promissores para suas respectivas organizações. A confiança de que o elenco irá se encaixar e render frutos é grande, mas é importante manter-se com os pés no chão para que a queda não seja ainda maior.

As expectativas são grandes, assim como a cobrança e torcida dos fãs corinthianos também será, no entanto, João sabe que o imediatismo deve ser deixado de lado neste momento.

“Sabemos que pode ser que a gente tenha montado o melhor time mas não encaixe, por isso falamos sobre os seis atletas, de alguma forma alguma formação vai dar certo. Então assim, dar muito errado é difícil, mas a gente entende também que não é uma imediatismo de que se não for campeão na próxima LBFF acabou, até porque é um ano diferente para a Série A”, completa.

Tendo início no dia 5 de fevereiro, os gaviões já começam a se preparar em sua mansão em Cotia, na grande São Paulo, para chegar com tudo na LBFF e os olhos seguem vidrados em repetir o feito de 2019 - onde o clube conquistou o campeonato mundial e colocou o nome do Corinthians na história do Free Fire.

“Os treinos já começaram, já estão sendo preparados para buscar o mundial. O que a gente precisa deles não é subir no salto, mas sim que eles entendam e tenham na cabeça que eles podem ser campeões, mas com humildade”, conclui.