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Mav fala sobre sua chegada na W7M: 'Quero retribuir todo o carinho da torcida'

Mav volta ao competitivo após seis meses parado e fecha com a W7M Divulgação/W7M

A segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Rainbow Six Siege, o famoso Brasileirão começa neste sábado (19), mas não é somente o regional brasileiro que volta neste fim de semana. Após um período de quase seis meses sem jogar, Rafael “mav” Loureiro, volta aos competitivo representando a camisa da W7M Gaming.

O jogador foi suspenso da Team Liquid, e desde o mês de março ficou inativo do competitivo de Rainbow Six Siege. O jogador passou o seu período afastado, fazendo lives e se preparando para a nova etapa do competitivo regional.

“A saída da Liquid me fez ficar parado por seis meses, já é um período considerado. Eu sabia que ia afetar meu jogo, por questão de meta. Eu sempre fui um jogador que nunca jogou tanto mecanicamente, mas estou treinando todo dia no meu individual, sempre foquei muito em melhorar o time e melhorar a meta é o conjunto. Acredito que eu consegui me recuperar rápido nos últimos dois ou três meses, eu assisti a temporada passada em live, e aí eu consegui me manter atualizado em referente às modificações da meta do cenário atual então acredito estar atualizado” revelou o jogador em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

RITMO DE JOGO

Mav esteve junto da equipe da Team Liquid, desde setembro de 2020 até janeiro de 2021 como parte da comissão técnica, mas como opção de ser o sexto jogador da Cavalaria. Mesmo acompanhando o competitivo de longe, o jogador admitiu que é complicado manter o ritmo de jogo, mas é que pode ser cansativo.

“Acho que também às vezes, embora perder o ritmo possa ser uma coisa ruim, eu acho que às vezes essa quebra de estar o dia inteiro, todo dia treinando acaba cansando. Estou a seis, sete anos trabalhando nisso desde 2014 no Battlefield então acaba é que a pessoa fica um pouco saturado, ela consegue perceber que às vezes uma pausa pode ser bom para dar até mesmo para a saúde mental dela, para pessoa se sentir suas energias renovadas para vir com mais força e mais vontade de ganhar. Então acredito que é tudo uma questão de tempo”, explicou.

Com a dominância brasileira no Six Invitational 2021, o jogador revelou que se surpreendeu com os resultados, mas afirma que isso se dá ao meta atual. "Acho que assim como todo mundo ficou até um pouco surpreso com a dominância, eu sabia que os brasileiros iam bem mas jamais imaginei ter é dos top quatro e três, ter times brasileiros, acho que nem o mais otimista penso nisso”, comentou.

“Acho que isso dá muito por conta do meta muito agressivo com muita trocação, o muita bala que sempre foi o mais forte dos times brasileiros, junto com uma meta maior em relação aos times europeus, que parecem que em MD3 e vão sofrendo mais então é acho que hoje mais que nunca todo mundo tem que estar dando muita bala e tem que estar dia e noite preparado, se não vai conseguir bater de frente com as equipes do Brasil”, finalizou.

REESTRUTURAÇÃO DOS BULLS

A chegada de mav a W7M, não se dá somente a um recomeço do jogador, mas também para a própria equipe. O jogador comentou que chega aos Bulls para ajudar na parte técnica e na evolução do grupo.

“Acho que é mais uma questão não só minha, mas como também do próprio GD de estar ajudando a estruturar o time e ficar nos detalhes para a gente estar evoluindo a cada dia , e ajudar a ter uma leitura melhor de jogo, sendo o ajuste de detalhe de veto ou um ban de operadores”.

“Porque embora o meta esteja muito bala, o jogo a gente ganha antes, como o veto ou o ban. A W7M não estava dando certo, em questão dos jogadores, onde às vezes não estavam nas suas funções adequadas, mas para aqueles que realmente precisam desenvolver e florescer como os jogadores que vão agregar bastante nesta área”, revelou mav.

Com a chegada deste novo meta agressivo e de muita bala, mav ficou um pouco afastado do dia a dia e das adaptação às novas estratégias dos novos mapas. O jogador comentou um pouco sobre os seus pontos fracos nos vetos.

“É acho que mapas mais estruturados mas é regimentados, que um time costuma ter uma base sólida táticas, são os mapas que eu gosto e tem vários aí no cenário como o Clube, Oregon e Consulado, enquanto os que eu tenho um pouco mais dificuldade acho que já é matéria histórica e não é nenhum problema de falar é mais a questão do Litoral, que são mapas mais aleatórios e meio que deixa que o dia para como que as coisas estão acontecendo porque é muita troca e muita bala”

“O próprio no mapa novo do Chalé, que embora eu tenha assistido muito e tenha gostado do mapa estudado, eu ainda não tenho experiência competitiva nele né e vou precisar de um pouco mais de tempo portar é uma season atrasado”, explicou.

Sobre o Brasil ter um número de vagas maior no Invitational, não surpreendeu o jogador, que até revelou estar de acordo com a decisão da Ubisoft. “Eu acho que é justo porque o Brasil é um continente, se tu for pelo tamanho do Brasil e é o maior país no Rainbow Six por conta do trabalho da Ubisoft, a torcida é muito grande, e é muito amor muito da fanbase então eu acho que que dá para se considerar assim que é justo. Talvez a Europa pela quantidade de países que também tem muito time de nível alto que merecia uma vaga mais que as outras regiões, explicou mav.

NOVA PARCERIA

Antes rivais e agora parceiros, com a sua chegada na W7M, mav vai jogar junto pela primeira vez com Dimas “panico” Junior, que está no competitivo no mesmo período de tempo do novo reforço da equipe. mav comentou sobre esta nova parceira e o que espera dela.

“Eu gosto muito dele, e eu acho que ele tem muita habilidade e também é muito talentoso. Já conversei com ele e dei um feedback sobre o que eu acho que a gente precisa melhorar, ele também está tentando me ajudar. Além da questão da comunicação, ele é um cara um pouco mais quieto na dele, seja da personalidade dele né isso se traduz um pouco no jogo”, explicou. “Ele está melhorando e acho que a cada dia, ele está conseguindo se comunicar mais e ajudar mais o time além da bala que decidiu que ele tem”.

REESTREIA CONTRA OS MELHORES

Com a sua estreia marcada neste sábado contra a equipe da Team oNe, mav admitiu que tanto o confronto contra a MIBR como contra a Team Liquid, não serão fáceis e terão que colocar os pés no chão.

“Claro que a gente sabe que não será um jogo fácil, a gente tem que também ir com calma, é um time novo que está melhorando a cada dia que passa, e eles (Liquid) já são um time que está no conjunto há dois anos que já viveu muita coisa. Então a gente tem um objetivo, que eu acredito que vejo atualmente é chegar a sexto lugar para poder classificar para a Elite Six, que atualmente estamos em último e se a gente não ganharam de um time com uma Liquid, que mesmo estando no planejamento, a gente sabe que não é uma tarefa fácil, embora seja possível a gente sabe que tem que ir com os pés no chão”, comentou o jogador.

“Eu estou bastante ansioso, é muito tempo sem jogar, eu estou a quase um ano mas acho que foi em agosto que eu joguei a última vez, quando eu estava junto da FaZe. É uma pena que não é em lan, é uma pena não ser presencial mas espero que eventualmente volte a ver os campeonatos com as torcidas em peso” finalizou.

Com o anúncio de sua volta ao competitivo pela W7M, mav revelou que ficou feliz pela aceitação da torcida com a sua contratação e vai retribuir o carinho da torcida dentro dos servidores.

“Eu fiquei até surpreendido, pois muita gente estava falando e aparecendo para mim aquele por conta do meu trabalho, é prévio como jogador e também nas lives. Eu gostei, é um público bacana que sempre me apoiou e torceu para mim, eu fiquei muito feliz por isso é claro que sempre vai ter um hater ou outro que vai falar alguma coisa, mas foi muito bom eu fiquei muito feliz, e quero poder retribuir todo esse carinho que eles me deram” revelou.

CRIAÇÃO DE CONTEÚDO NO BRASIL

No vídeo de anúncio dos novos reforços da W7M para a nova etapa do Brasileirão, podemos notar a evolução da produção da organização, e como isso virou um grande costume dos times brasileiros dentro do cenário nacional de R6. mav entende que isso é uma coisa essencial para as equipes e comparou ao exemplo das produções da Team Liquid com suas modalidades em geral.

"Eu acho que é importante sim com certeza, a gente já vê outra vez que fazem isso de uma forma muito boa no Brasil e eventualmente a Liquid que sempre trabalhou muito bem a imagem e com isso conseguiu acarretar muitos fãs, e eu acho que é um trabalho essencial. A W7M está morando nisso, e eu mesmo acredito que foi uma falha minha nunca ter trabalhado a minha imagem e tenho tentado mudar isso principalmente," finalizou.

Virou costume no cenário dos esportes eletrônicos ter a criação de conteúdo para as redes como meta para os jogadores influenciadores das organizações. Trabalhar a imagem é algo que não é tão presente no Rainbow Six Siege mesmo com a popularidade do jogo. mav vê que isto está surgindo aos poucos com os novos jogadores do cenário competitivo.

“É um pouco difícil de responder, eu acho que está surgindo algumas pessoas que gostam de criar conteúdo Dá personalidade delas, eu tenho Alem4o que está crescendo bastante, o Lagonis que faz muita stream todos os dias, e é uma rotina difícil de seguir. Lago faz isso todo dia, ele com 4 ou 5 horas fora do horário de trabalho e ainda além do treino prático também tem a questão de assistir as vods por ser um jogo muito tático”, explicou.

“Não é quase que o dia inteiro, a não ser a parte de dormir aí tu manter uma rotina saudável tanto física como mental e seguir isso todo dia é uma coisa bem difícil de se fazer a longo prazo, é o que eu agora mesmo estou tendo dificuldade de seguir e acho que também é muito da questão da personalidade. Eu sei de muitos jogadores simplesmente jogavam bem e foram chamados para o time, mas não eram necessariamente pessoas desinibidas, mas a nova geração está chegando para mudar este panorama do cenário”, finalizou.

CHEGADA DO NOVO BATTLEFIELD

mav assim como muitos jogadores do cenário de Rainbow Six Siege, foram jogadores de BF. O jogo trouxe grandes nomes do cenário como a escalação da NiP, campeã do Six Invitational 2021, Ninext, Zigueira e outros. mav revelou como está sua relação com o FPS da EA e como é complicado lidar com o competitivo.

“Eu vi um pouco mas eu confesso que perdi o hype, perdi o entusiasmo. Desde o Battlefield 4, eu nunca senti a mesma coisa que eu sentia lá, e eu ainda sinto muita nostalgia e vontade daquele jogo no competitivo de Battlefield, foi um tempo muito bom, mas eu estou aguardando aí vamos ver, eu vou deixar o pessoal testar e botar o pé na água para ver se está bom, porque se não eu não vou comprar de novo até porque o preço está um pouco salgado”, explicou o jogador.

“Eu não sei dizer mas pela experiência do Battlefield, eu acho que era por dois fatores, não é questão de que a EA tentou investir um pouquinho, mas não muito só para ver se dava né se encaixava. E acho que pela ideia do jogo pelo Battlefield é um jogo que envolve mapas muito grandes, veículos e um número de jogadores muito alto, o competitivo disso é muito difícil de fazer porque tu não consegue assistir tanta coisa simultânea ao mesmo tempo e logisticamente como uma organização vai levar tanto 32 jogadores? É uma coisa muito complicada, finalizou.

A W7M do recém chegado, mav estreia neste sábado (19), contra a Team oNe, na estreia da segunda etapa do Brasileirão de Rainbow Six Siege.