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Em seu 1º ano de vida, Valorant criou um cenário competitivo e se consolidou entre os principais jogos de tiro

Valorant completou um ano de vida neste 2 de junho Valorant/Bruce Arbex

2 de junho. Para muitos talvez essa seja uma data que não tem muito significado, é apenas mais um dia que chegou na semana que não traz muita empolgação. Enquanto para outros é o primeiro ano de aniversário de um título que deu oportunidades para aqueles que buscavam um novo lugar para brilhar, mexeu com o mercado de FPS ao ser lançado em meio a uma pandemia e que se tornou um lar para uma comunidade incrível que evolui junto do mesmo. É o dia de aniversário do Valorant.

Para os que não estão muito familiarizados com o nome, Valorant é o FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) tático desenvolvido pela Riot Games - sim, aquela mesma do League of Legends. Desde seu primeiro anúncio como Projeto A durante o aniversário de 10 anos do título mais expressivo da desenvolvedora, o hype que se criou em cima do mesmo (e o fato de ter o nome Riot Games por trás) já mostrava o quão brilhante podia ser seu futuro.

Foi de espectadores assistindo streams incessantemente em busca de um código para o beta até alcançar a marca de mais de 14 milhões de jogadores ativos por mês - seu principal concorrente CS:GO conta com 27 milhões jogadores no último mês com mais de 8 anos nas costas. E em meio a todo esse sucesso, como já era de se esperar da própria Riot, desenvolveu seu ecossistema competitivo.

Começou a passos lentos. Incentivou campeonatos de comunidade ao redor do mundo e deu oportunidade para que os organizadores pudessem criar seu próprio circuito para ajudar o cenário competitivo a crescer e fez mudanças necessárias para a qualidade de vida do jogo. Introduziu seu próprio circuito e deu um show nas competições oficiais (principalmente nos presenciais).

“A Riot é uma empresa que trabalha próxima ao seu público, ela sempre tenta escutar o seu público e trazer aquilo que é solicitado, quando faz sentido ao seu planejamento sobre o jogo. Hoje temos um competitivo muito forte e evoluindo a cada dia, dentro da nossa região mesmo, existem grandes equipes surgindo e brigando pelo topo. Isso se dá muito pelo incentivo que a Riot trás para o competitivo e a segurança que temos na desenvolvedora do jogo”, observa CeV, técnico de Valorant da paiN Gaming, sobre como o jogo vem crescendo no último ano.

Ouvir a comunidade é uma das especialidades da Riot e um dos principais fatores que fizeram League of Legends ser tão bem-sucedido na última década. Em Valorant, a desenvolvedora, como praxe, não abandonou essa marca registrada e tornou o jogo cada vez mais balanceado para que o âmbito competitivo pudesse se desenvolver com tranquilidade.

“Durante esse primeiro ano de Valorant ocorreu bastante mudança na parte de balanceamento dos agentes. Alguns melhoraram, outros deram uma piorada mas acho que foi bem necessário porque tinham alguns agentes, como a Raze no começo, que tinha duas granadas e mudou, a ultimate dela era muito forte e esses balanceamentos foram necessários - assim como a Sage”, complementa o treinador Faith, da representante brasileira no Masters, Team Vikings.

Mas sabe que ainda há um longo caminho a percorrer. Inclusive, faz isso observando todas as pedras fora do lugar e as coloca cada uma onde deve estar, constantemente evoluindo, deixando o caminho cada vez mais certo para o sucesso e evitando que tropeços voltem a acontecer.

Absorveu todo o conhecimento adquirido durante todos os anos que levou para colocar League of Legends no topo e feedbacks de sua comunidade. Hoje, 2 de julho (reforço a data por sua importância), o jogo completa um ano e durante esse, batalhou para chegar em um lugar que muitos, inclusive os principais treinadores do cenário brasileiro, acreditam ser ideal.

“Em termos do que pode ser melhorado, eu acho que no geral o jogo está em uma posição muito boa, mas na medida que o jogo evolui sozinho e com campeonatos vamos encontrando coisas novas, com isso as mudanças tem que ser rápidas e necessárias. Mas o Valorant está em um lugar muito bom”, comenta Faith sobre o que o jogo ainda pode melhorar.

Quatro novos agentes, três mapas inéditos, mais campeonatos que os dedos podem contar, dois eventos presenciais e um torneio internacional. Em meio a uma pandemia a Riot Games acertou o caminho e encontra-se em uma posição boa, mas é inegável que ainda carece de alguns recursos (que já estão em desenvolvimento) que aumentarão essa evolução e farão com que o título decole.

“Hoje eu vejo o Valorant muito próximo do ideal, precisando apenas acrescentar uma ferramenta muito importante para o competitivo que é o replay da partida, demo do jogo. Isso vai trazer uma evolução ainda maior para todos os cenários e para a evolução de atletas e times!”, conclui CeV.

Ainda falta adicionar algumas coisas além dos replays e demos, como mais mapas para aumentar a rotação durante os campeonatos e fazer com que não sejam sempre os mesmos que aparecem durante as competições. Além de novos agentes para diversificar ainda mais o meta e as opções estratégicas; mas isso não é urgente. Pelo menos não quando se quer trazer novidades errando o menor número de vezes possível.

É aquele ditado: a pressa é a inimiga da perfeição. E a pressa é algo que Valorant não precisa.