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Valorant: 'O mais importante é a gente ter calma', comenta Sutecas sobre mentalidade da Vikings para o Masters

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"A gente não tem um favorito para enfrentar", conta frz sobre possível adversário na final (0:42)

O jogador fala sobre qual time prefere enfrentar na final (0:42)

Veio do LoL e conquistou o Valorant. Neste domingo (21), a Team Vikings, equipe do ex-jogador de League of Legends, Sacy, foi consagrada campeã do Valorant Masters. Em um 3 a 0, a equipe superou uma Gamelanders apática e levou pra casa o título do primeiro Masters brasileiro

Abrindo 2 a 0 no placar geral por 13 a 9 tanto na Haven quanto na Bind, a equipe recém-formada dos Vikings manteve o psicológico forte, não se afetou pela pressão, não deixou a Gamelanders tentar voltar no jogo e virou o mapa da Icebox, por 13 a 11.

Calma foi o nome da série. Sem se afobar, a equipe da Vikings foi lentamente tomando espaço e sufocando o inimigo, e para Sutecas, o trabalho do psicólogo foi essencial.

“O mais importante é a gente ter calma. Nosso psicólogo sempre trabalhou muito para a gente ter a calma e estar todo jogo em uma forma igual, então a partir do momento que a gente não diferencia os adversários e trata todo jogo de forma igual a gente consegue desempenhar muito bem contra todos os times, porque isso evita erros”, comenta Sutecas em resposta ao ESPN Esports Brasil durante a coletiva de imprensa.

Participando da comissão técnica da Team oNe durante o First Strike do último ano, Faithz0r foi uma das novas peças da Vikings para a temporada. Sem conseguir alcançar muito em 2020, o treinador foi uma das peças fundamentais para a ascensão e conquistas da equipe.

"Tá difícil de acreditar, tá difícil de cair a ficha. Eu não sei nem o que dizer, a gente trabalhou muito. Eu viajei duas horas, estou longe da minha mulher, dos meus cachorros, do meu gato, mas esse é o sacrifício que a gente faz para dar tudo certo”, reflete o técnico sobre a conquista.

Em um bom dia e contrariando o favoritismo da Gamelanders, a Team Vikings entrou em jogo inspirada e levou a grande final sem muitas dificuldades em um 3 a 0 limpo.

Voltar à opção mais segura e seguir como streamer ou seguir seu espírito competitivo e continuar jogando profissionalmente? Esse foi o dilema em que Sacy se encontrava; e a escolha foi certeira. Mantendo-se no competitivo do FPS, a decisão do jogador veio aliada a uma única condição: que, no próximo time, pudesse jogar ao lado do argentino Saadhak.

E a exigência deu frutos, a sinergia da dupla dinâmica formada por Sacy e Saadhak na Team Vikings vêm se mostrando extremamente forte quando a equipe se apresenta nos servidores. Tanto na questão individual, mas principalmente na questão tática - com a equipe frequentemente superando a equipe adversária com suas estratégias.

“A gente sabia da personalidade de cada um. Sabíamos que somos duas pessoas bem táticas, e da minha parte, sabia que o Saadhak é ingame leader e eu não queria mais essa função porque não tenho muita experiência (...) eu precisava de um cara com a mesma mentalidade que eu”, observa Sacy sobre a amizade com o argentino.

Campeão do First Strike da América Latina do Sul pela Estral, abandonando o cenário no qual conquistou o título, o argentino decidiu se aventurar pelo cenário brasileiro ao lado do ex-jogador de League of Legends.

A decisão, apesar de parecer difícil, foi simples. As expectativas de crescimento do cenário foram mais atraentes e, consequentemente, a de conquistar o topo também.

“Eu sabia que a região do Brasil ia crescer muito, se você comparar os números do Brasil com o do LATAM, tem muita diferença. A decisão para mim foi óbvia, eu já tinha o idioma (...) basicamente foi achar um time e aí o Sacy chegou”, conta Saadhak.

Mas não existe tempo para descansar. Os qualificatórios para o segundo Masters já começam nesta terça (23) e a equipe vai marcar presença; sabem que o caminho é difícil e doloroso, mas se esforçarão ao máximo para garantir sua vaga no Masters da Islândia.

“A gente pretende sim [participar da primeira qualificatória]. A gente sabe que temos pouquíssimo tempo pra descansar e se adaptar ao novo meta da Astra, mas a gente vai jogar sim. Acredito que todo mundo tem a mentalidade de que vai ser cansativo, vai doer, mas pra ser o melhor time do mundo e chegar no mundial forte não tem jeito, não tem outro caminho, é treinando”, crava gtn sobre participação nos qualificatórios.

Além do título de campeã do primeiro Masters e a premiação de R$90 mil, a Team Vikings também garantiu 100 pontos no circuito do Valorant Challengers Tour, que define quais equipes irão para o Champions - campeonato mundial do FPS.