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LoL: Após acusações por assédio, Kake é demitido do Flamengo Esports

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Kake, ex-técnico do Flamengo e KaBuM, foi denunciado nas redes sociais, nesta terça-feira (5), sobre um suposto assédio sexual contra jogadores, alguns deles menores de idade. Segundo fontes ligadas a ESPN Esports Brasil, o técnico utilizava do seu cargo para pedir fotos íntimas aos seus atletas, além de praticar chantagem emocional contra seus jogadores, também menores de idade.

Ainda segundo a apuração, o Flamengo foi conivente com a situação, mesmo com provas mostradas por jogadores de dentro da organização. Além dos pedidos, Kake enviava frequentemente fotos sem consentimento para os colegas de trabalho, inclusive para menores de idade, configurando em crime de pedofilia, segundo o artigo 241 do Código Penal.

Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso: Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa

Ainda segundo apuração da reportagem, esse foi o motivo pelo desligamento de Kake pela KaBuM em março de 2020.

Nas redes sociais, jogadores afirmam que o técnico utilizava do seu cargo para pedir nudes e definir quem seria selecionado nos seus projetos.

Após o pedido de posicionamento feito pela reportagem do ESPN Esports Brasil, o Flamengo anunciou a demissão do técnico, afirmando que “repudia qualquer tipo de assédio”

Atualização

Em reposta ao pedido de posicionamento à reportagem, a KaBuM reforça que o Kake não faz parte de sua equipe e que a equipe repudia "qualquer ato de assédio e desrespeito" além disso, a equipe disse que "Encorajamos fortemente que as vítimas busquem as autoridades competentes e denunciem formalmente os fatos".

Leia o posicionamento da KaBuM na íntegra:

Reforçamos que repudiamos qualquer ato de assédio e desrespeito, sempre atuando instantaneamente após sermos notificados. Apuramos toda e qualquer denúncia, tomando as providências cabíveis, além de auxiliar e orientar jogadores e staff. O profissional citado não faz mais parte da organização há cerca de um ano. A KaBuM! conta com um código de conduta, treinamentos e um canal oficial de denúncias, disponível 24x7. Encorajamos fortemente que as vítimas busquem as autoridades competentes e denunciem formalmente os fatos.

É importante frisar que, de acordo com o próprio questionamento sobre os potenciais fatos, as mensagens são trocadas via smartphones, dispositivos pessoais dos profissionais, nos quais não são e nem podem ser monitorados pela organização.