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Kenia Toledo conta mentalidade por trás do Grupo Fallen: 'Todos são jogadores de alto nível'

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Uma das mulheres mais fortes do cenário brasileiro de esports não está à frente de uma organização. Ela comanda um empreendimento que carrega todo o legado que um jogador construiu ao longo dos últimos 10 anos.

Kenia Toledo, a Mãe Verdadeira, é a responsável por coordenar os negócios do Grupo Fallen, o conglomerado de marcas construído ao redor de Fallen, o maior jogador Counter-Strike: Global Offensive no Brasil.

Não é a primeira vez que Kenia fala com o ESPN Esports Brasil sobre o lado empreendedor de Gabriel Toledo, mais conhecido no mundo dos esports como “Fallen”, mas dessa vez o papo foi diferente. Em um ano tomada pela pandemia era de se esperar dificuldades provindas das complicações na economia. Entretanto, o Grupo Fallen subiu um degrau e, além de trazer novos produtos, expandiu os negócios e trouxe até um tapete gamer para sua linha.

“Esse ano foi desafiador”, conta Kenia, “A Fallen vem de uma crescente, mas acontece que a gente foi desenquadrado do (Imposto) Simples em novembro de 2019, então é quase como se a empresa chegasse em sua maturidade. É uma adaptação muito gigantesca e que a gente teve que trabalhar de uma forma muito forte para nos adequar a esse novo momento”.

O Grupo Fallen envolve a Fallen Gear, que fabrica e vende periféricos gamers; a Fallen Wear, que produz roupas relacionadas a games e times de esports; e a Fallen Store, que é a loja online onde tudo é concentrado para a venda direta ao público.

Hoje o Grupo Fallen trabalha em parceria com times como MIBR, FaZe Clan, Black Dragons, Team oNe, Na’Vi, Virtus.pro e SK. Além dos times, o grupo trabalha com produtos promocionais de jogos como Fortnite, Free Fire e PUBG e além de produzir e desenhar produtos ao lado de jogadores e influenciadores como Taco, Jukes e Pasha Biceps.

“A gente conseguiu imprimir um diferencial onde todo mundo que conhece nossos produtos, sabem que o material é bacana. Então quem quer entrar nesse mercado, sabe que pode confiar em nossos materiais e nesse sentido, a Fallen é sinônimo de qualidade”, conta a empresária.

Mesmo nesse contexto de pandemia, a empresa continuou investir e trazendo novos produtos. Foi nesse ano que a empresa trouxe a linha de mouses ultraleves (F65, F70 e F75), novos mousepads e até mesmo um tapete gamer. Agora, além de trazer novos produtos, o grupo está trabalhando na ampliação da distribuição, além de manter a promessa da marca, que é trazer periféricos com preços “justos”.

Kenia contou para a reportagem do ESPN Esports Brasil sobre levar os periféricos para lojas não-endêmicas (ou seja, que não são direcionadas para o público dos esports) para aumentar o alcance da marca. O problema é justamente manter uma margem de lucro justa para os parceiros comerciais.

“Como chegamos nessa ‘maioridade’ da empresa, nossa margem de lucro, que já era pequena, ficou ainda menor. Nossa dificuldade no momento é fazer com que a essa margem seja atrativa também para nossos parceiros”, explica.

Jogadores de alto nível

Por diversos momentos da conversa Kenia fez questão de reforçar que Fallen é o primeiro da linha de testes para comprovar a qualidade dos produtos que fabrica e vende. Segundo ela, isso precisa ser feito pois o que está em jogo é a credibilidade da marca e também do jogador. “A gente não pega um mouse chinês e coloca nossa marca e pronto. A gente não faz isso em produto nenhum. A gente trabalha em toda a cadeia para deixar o nosso produto com a melhor qualidade, desde o fio paracord até os sensores. É por isso que nossa marca funciona. O Gabriel é nossa linha de frente no controle de qualidade e ele testa tudo”.

Kenia reforça que seus produtos têm um ponto em comum, que é trazer qualidade por preços acessíveis. Ela falou sobre um fone de ouvido que chegou a ser testado, porém foi reprovado pelo Verdadeiro e, por isso, não chegou a ser produzido. “A gente não fez o fone ECO, que era para ser baratinho, porque o Gabriel experimentou e disse ‘Esse não. Tem que ter o mínimo de qualidade e esse aqui não atende’”.

Outro exemplo que foi dado é sobre os mouses que foram lançados nesse ano. Além de ser testado por Fallen, os mouses F65, F70 e F75 foram desenvolvidos ao lado de Vitor Kenji, um dos principais fisioterapeutas do cenário de esports, para que os mouses atendessem os princípios da ergonomia e saúde dos jogadores.

“A Gear como um todo é focada em desempenho, nós nivelamos por alto, para oferecer o melhor desempenho. A linha Light Pro que desenvolvemos com o Kenji, mostra a importância que pensamos no impacto da jogatina das pessoas para não forçar a musculatura dos braços. Então, além do desempenho, nós olhamos a questão da experiência. Nós tratamos todo mundo como jogadores do mais alto nível”, fala a empresária.

Tapete Gamer

Mas sejamos francos: você imaginou ter um tapete gamer? Bom Kenia teve a ideia justamente pensando no cenário brasileiro, mas acima de tudo, Kenia lembra que “As cadeiras riscam muito o chão”.

“Mas um tapete gamer?”, perguntei com tom jocoso, mas Kenia defende o produto “O Marcelo [Toledo, sócio do Grupo Fallen] olha muito para o mercado internacional para entender as tendências. Lembre-se que as cadeiras gamer riscam muito o chão. O nosso foco é ‘O que eu posso trazer para meu público que melhore sua experiência?’. E tem gente que gosta de ter o set up completo, de ter tudo bonitinho e aí não tinha tapete! E a gente quis complementar esse set up com o tapete”.

Kenia concorda que esse acessório “não uma coisa que vai ajudar no jogo, melhorar a performance, mas é algo para quem quer ter o cantinho de jogos com todos os cuidados. E a gente quis oferecer isso. Não vai melhorar o seu desempenho, mas vai melhorar a experiência de quem curte ter tudo arrumadinho”.