<
>

Após investigações sobre hacks, NFA revela que torneios serão presenciais em 2021

play
Chat Aberto: Peu (16:11)

De bronca de mãe à campeão da LBFF. Jogador da Team Liquid conversa com o ESPN Esports (16:11)

Na última terça-feira (10/11), quinze jogadores foram suspensos de competições online pela Liga NFA (National Free Fire Association) após serem detectados pela BlackBox - programa anti-trapaça utilizado no campeonato. Após a decisão gerar comoção na comunidade, nesta segunda, a Liga NFA divulgou de forma exclusiva ao ESPN Esports BR as provas que sustentam a decisão de banir os jogadores.

Suspensos até o dia 5 de abril de 2021, nomes como Jordan XP e Gilson “GS”, ambos da LOUD, estão entre os jogadores punidos.

Segundo o site da ferramenta que apontou o uso de programas ilegais, a razão pela qual os jogadores foram suspensos foi a detecção de alteração no Editor de Registro (regedit) do Windows.

O sistema anti-trapaça segundo Marcelo Camargo, CEO da Liga NFA, foi implementado em maio de 2020 visando “garantir a integridade competitiva do evento”.

“Todos os jogadores precisaram criar uma conta e fazer login na ferramenta antes de cada uma das partidas da COPA NFA”, comentou Marcelo. Logo, todos os jogadores e organizações envolvidas no campeonato possuíam ciência de que estavam sendo monitorados pelo programa.

Alegando a falta de respostas e provas, ambas as equipes NOISE e a Faz o P (time de emulador da LOUD e da paiN Gaming respectivamente) vieram a público anunciar que não disputarão mais a Copa NFA, assim como os próximos campeonatos organizados pela empresa e quaisquer outros que usarem o BlackBox como anti-trapaça.

RESPOSTA DA NFA

“Após informarmos a organização LOUD das suspensões eles solicitaram provas e nós conversamos com a ferramenta BlackBox para que abrisse seu relatório, algo que nunca antes em seus nove anos de ferramenta foi feito”, esclareceu Marcelo Camargo.

Segundo o CEO, por se tratar de uma ferramenta de segurança de dados, a BlackBox precisa garantir a integridade de seu processo e por conta disso “foi solicitado que a organização assinasse um contrato de sigilo para ter acesso a essas evidências”.

Ainda segundo o representante da Liga NFA, a organização LOUD se recusou a assinar o contrato para ter contato com as evidências, enquanto a Faz o P não respondeu às diversas tentativas de contato da Liga com seus representantes.

Por conta disso, a Liga NFA em acordo com a BlackBox optou por divulgar as evidências que confirmam seu posicionamento, visando garantir a integridade do campeonato.

PLANOS FUTUROS

Para que a integridade competitiva se mantenha e com o objetivo de que isso não volte a acontecer, o CEO da Liga NFA afirmou que ““a partir do ano que vem as competições da Liga NFA serão presenciais, garantindo assim a integridade das máquinas dos players”.

Por conta disso, as punições aplicadas aos jogadores só terão impacto em campeonatos online. Em comunicado, a empresa afirmou que esta decisão foi tomada levando em consideração o fato de que em formato presencial a responsabilidade de zelar pela integridade dos computadores usados na competição será da Liga.

Assim, os jogadores que se sentiram injustiçados pelas punições poderão provar seu valor nas futuras competições presenciais da liga.

“Com isso queremos que o cenário do Free Fire seja levado a sério como um esport profissional de alto desempenho”, destaca o CEO.