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Opinião: E se Fallen deixasse o Counter-Strike para jogar Valorant?

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Nas histórias em quadrinhos, há um formato de narrativa que aborda linhas temporais diferentes de uma cronologia principal. Na Marvel, por exemplo, há as HQs “What If”, algo como “O que aconteceria Se...”, que mostra formas diferentes das histórias de seus personagens.

O que aconteceria se a aranha de Spider-Man picasse uma garota, os heróis das Marvel estivessem em um apocalipse zumbi, Peggy Carter recebesse o soro do super soldado, Loki tivesse o Mjolnir no lugar do Thor e outros exemplos, incluindo de outras editoras, como o caso de Entre a Foice e o Martelo (DC Comics), no qual Superman cai na União Soviética no lugar dos Estados Unidos.

Bem, “O que aconteceria Se...” Gabriel "FalleN" Toledo, jogador profissional de Counter-Strike, resolvesse se dedicar a outro jogo? Quais seriam as mudanças nos esports geradas por essa decisão? Que tal “bancar” a Marvel e imaginar o apelido “Fallen” entrou game que não CS.

PARA ONDE IR?

Fallen está no “banco” da MIBR e não deve jogar os próximos torneios pela equipe. Enquanto está fora dos servidores da Valve, o pro player é investidor de vários segmentos dos esports, como Esports Games Academy e Gamers Club.

Para manter a mira em dia, tem feito transmissões ao vivo em seu canal da Twitch. Em meio a uma partida de Among Us e CS, tem chamado a atenção a presença do brasileiro em Valorant, FPS da Riot Games. Aqui começar nosso exercício de imaginação: “O que aconteceria Se...” Fallen deixasse sua rica história no CS e resolvesse se tornar ativo em Valorant?

QUEM GANHA COM ISTO

Se Fallen parasse de jogar hoje, seria consagrado no esport mundial como um dos maiores de todos os tempos no Counter-Strike. Seus abates empunhando a AWP e títulos falam por si só. Só que há espaço para ele seguir competindo profissionalmente?

O desempenho da MIBR nos últimos anos tem sido bem abaixo da expectativa e o Fallen tem sido afetado, assim como uma das causas. Seus números mostram que ele ainda é muito competitivo e pode se efetivo tanto na MIBR como em outra equipe do cenário.

Levando sua habilidade e experiência para outro jogo, Fallen pode se tornar referência em um game que tenha seu lugar ao sol. Valorant foi lançado em 2020 em meio a pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e teve que se adaptar quanto seu cenário competitivo, apenas com torneios online.

Ter um jogador do calibre de Fallen em seu circuito competitivo seria aquele impulso para tornar Valorant mais imponente. Trata-se de um jogo interessante, que compete sim com CS por visibilidade. Overwatch tem desafiado a soberania do game da Valve, com direito a uma superliga nos EUA, mais ainda não assusta CS.

Valorant foi imaginado pela Riot com elementos de outros jogos, como os poderes de Overwatch, aliado ao arsenal e a letalidade de CS. Tem a Riot Games como responsável, uma empresa que gerencia o maior dos esports, League of Legends. Só que um “garoto propaganda” poderia fazer com que Valorant subisse um degrau na busca pelo CS.

Amado pela torcida brasileira, Fallen é também muito respeitado no exterior. Ao estar em seu início de vida, Valorant seria muito beneficiado por ter um embaixador como o brasileiro, chamando a atenção dos jogadores de CS e se tornando uma espécie de primeiro ídolo para o game da Riot.

Para Fallen, se a mudança passasse por sua cabeça ou houvesse alguma espécie de convite por parte da Riot (da Ubisoft com R6 ou da Epic com Fortnite), a situação seria bastante confortável.

Ficar no CS, como esperado, é uma boa para Fallen, pois ele ainda tem bala para trocar com ao adversários e novos companheiros (ou time), podem fazer bem para seu jogo.

Ir para outro jogo pode fazer com que se torne um símbolo forte para um game que deseja mais visibilidade – além de recompensas por trocar de cenário.

As histórias em quadrinhos do “O que aconteceria Se...” são fechadas e servem apenas para soltar a imaginação de quem escreve e lê. No caso de Fallen, pelo menos por enquanto, jogar Valorant fica apenas nas transmissões da Twitch.