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Vai de TIE fighter ou X-wing? Foco nas batalhas galácticas é o trunfo de Star Wars: Squadrons

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Nada da família Skywalker, jedi, sith, sabres de luz, clones ou senadores que “amam” a República. O negócio em Star Wars: Squadrons é combater no espaço, um dos elementos mais importantes e icônicos da saga. Para a alegria de quem jogou o clássico game Rogue Squadron (1998) ou adora ver as batalhas entre as naves nos 9 filmes, Squadrons é um jogo multiplayer interessante, mesmo dentro de seu limitado campo de atuação.

Funcionando como uma espécie de escola de pilotagem, ou simplesmente um tutorial, a curta campanha Single Player possui enredo original - sempre é legal ver a história principal expandida. Squadrons se passa principalmente após O Retorno de Jedi e sua batalha de Endor. O Império segue de pé apesar da morte do Imperador e Darth Vader graças a sua frota, exército e comandantes.

Em meio a batalha dos remanescentes imperiais e a Nova República temos o confronto entre Lindon Javes, desertor do Império, e Terisa Kerrill, comandante do esquadrão Titã. Em meio está disputa, “pulamos” de um lado para o outro da guerra ao controlar dois pilotos: um do esquadrão Titã, dos vilões, e outro do Vanguarda, dos heróis. Estes personagens são originais e personalizáveis.

Uma vez no campo de batalha, você faz parte dos esquadrões e cumpre as missões (com direito a ordens do Almirante Ackbar. Dentre as tarefas estão escoltas, sabotagens e ataques a alvos do inimigo.

SEM R2-D2 PARA AJUDAR

Saiba que seus primeiros voos em Squadrons não serão dos mais fáceis, já que há muito comando e nenhum robô para te ajudar na pilotagem.

A jogabilidade é interessante ao assimilar elementos que vemos nos filmes usados pelos pilotos. Trata-se de um obstáculo e um trunfo do game, pois assusta e atrapalha no início. Porém, quando se tornam naturais, os comandos mostram a profundidade do jogo, que vai além de apertar o gatilho dos tiros.

Você prioriza os elementos da máquina de acordo com a necessidade. Em uma X-wing, por exemplo, há velocidade, escudo e arsenal. Uma vez que você direciona para um, este será privilegiado: maior velocidade, mais defesa ou poder de fogo. Alternar de um para o outro faz com que você ganhe dinamismo nos combates.

Há quatro categorias de naves, com 1 modelo para cada lado: os balanceados (TIE fighter e X-wing), de ataque (TIE interceptor e A-wing), bombardeiros (TIE bomber e Y-wing) e suporte (TIE reaper e U-wing). Cada um possui upgrades, que desbloqueiam novas ferramentas de combate ou aumento de potência.

As naves gigantes, como Cruzadores e Fragatas, não são controláveis e servem para compor a batalha como “fortaleza”: possuem ataque e pontos fracos.

MULTPLAYER

O mais importante de Squadrons está em seu modo multiplayer, pois é onde mora o verdadeiro desafio ao se enfrentar outros jogadores reais.

O game possui dois modos de disputa: Dog Fights, composto por combates entre duas equipes de 5 jogadores, cujo vencedor é o lado que conseguir 30 abates primeiro; e Fleet Battles, com duas equipes de 5 jogadores, só mas mais abrangente e semelhante aos grandes confrontos da saga dos Skywalkers. Você deve derrubar oponentes (humanos e IA), destruir a defesa adversária e atacar a nave principal da frota inimiga. Requer estratégia, trabalho em grupo e comunicação.

Uma vez que seja um game tão voltado para o multiplayer, gera um questionamento: será que pode se tornar um esport?

Squadrons parece a amostra de uma ideia que tem potencial para algo competitivo. Por lembrar o formato de Rocket League, é possível imaginar torneios compostos por equipes que se enfrentam no espaço pela Nova República e Império. Com o universo criado por George Lucas como pano de fundo, ideias para nomes e escudos não faltariam.

Star Wars: Squadrons está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.