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Com bagagem de MLS: A trajetória da Falkol e Prodigy para entrar no CBLoL

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Chefe de esports da Riot Games explica chegada de franquias no Brasil (4:42)

Carlos Antunes também fala da chegada do torneio de Team Fight Tactics (4:42)

Duas equipes se uniram para formar um único clube na disputa de uma vaga na franquia do CBLoL. Falkol e Prodigy talvez não tivessem chances de serem tão competitivas se tivessem seguido com uma candidatura solo, porém, ao se unir garantiram forças para entrar na briga.

Mesmo assim, muitos não acreditavam que a parceria entre Falkol e Prodigy pudesse figurar entre as selecionadas. Afinal, ter R$ 4 milhões não era o suficiente para “comprar a vaga” - até porque o processo de seleção para as franquias não tem a ver apenas com o dinheiro, e sim estar mais ligado a um projeto sustentável de longo prazo. E foi aí que entrou a Octagon, empresa de marketing esportivo que já tinha tido experiência em um processo de franqueamento na MLS.

Antes de chegar a esse ponto, porém, é necessário lembrar a trajetória das organizações no cenário competitivo de League of Legends.

De um lado estava a Prodigy, equipe que tem um longo histórico antes mesmo de chegar ao CBLoL. Antes de passar por um rebranding (uma reformulação de marca), a organização era conhecida por sua loja de informática e pela equipe que atuava no cenário de Counter-Strike. A ProGaming.TargeTDown chegou ao CBLoL em 2016, mas deixou o sufixo de lado e atuando apenas como ProGaming.

Na ocasião, a equipe formada por alguns ex-membros da Operation Kino tinha como objetivo disputar o Circuito Desafiante e seguir para o CBLoL em 2017. Dito e feito: a PRG conseguiu ficar com a segunda posição no Circuitão e conquistou sua vaga no CBLoL ao derrubar a KaBuM. De lá pra cá a organização nunca mais saiu do CBLoL - mesmo que também nunca foi uma das grandes equipes na disputa dos títulos.

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Publicado por PRG Esports em Sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Do outro lado da mesa estava a Falkol, equipe que surgiu no cenário como 5Fox ao comprar a vaga do CNB Trinity que tinha subido ao Circuitão. Entretanto, a equipe não conseguiu se manter no torneio e acabou voltando para o tier 3 do cenário competitivo.

Depois de ter sido eliminada na primeira etapa de 2018, a organização passou por uma reformulação e voltou ao Circuitão em 2019 após passar pelo processo de qualificação. Apesar dos altos investimentos, o clube não conseguiu chegar à elite do League of Legends brasileiro.

Avançando no tempo, com o anúncio da chegada das franquias no Brasil, as duas equipes decidiram se unir para garantir uma candidatura mais forte na busca de uma vaga nas franquias.

Aristoteles “Toti”, CEO da Falkol e co-CEO da Falkol Prodigy, contou em entrevista exclusiva para o ESPN Esports Brasil que esse processo de fusão foi pensado para fortalecer a proposta das equipes “A ideia da fusão surgiu durante o processo de candidatura. Uma franquia exige organizações mais fortes e robustas, motivo principal para esta união”.

“Apesar de ambas serem organizações tradicionais do cenário de Esports e terem condições de se candidatarem de maneira independente, foram identificadas sinergias que justificaram a união, fortalecendo muito a chance de sucesso da candidatura junto à RIOT. Dentre essas sinergias, ambas as organizações e gestores possuem valores similares e competências que se complementam, tornando a nova organização muito melhor posicionada no mercado em termos competitivos, comerciais e de gestão”, conta.

Processo de aplicação

Para a aplicação às franquias do CBLoL, a Falkol Prodigy contou com ajuda da Octagon, uma empresa especializada em administração de marcas e que já teve experiência na aplicação do Orlando City na aplicação de franquias da Major Soccer League - a liga de futebol nos EUA.

Manoel Ferreira, Gerente de Projetos da Octagon Brasil, disse para a reportagem que utilizou essa experiência anterior para compor o projeto que levou a Falkol Prodigy às franquias do CBLoL. “O esport é um segmento estratégico dentro da Octagon, dado o crescimento exponencial nos últimos anos e o grande potencial”. Manoel diz ainda Octagon está de olho no mercado de games e já prepara seu primeiro lançamento para 2020, o Skydome que está em desenvolvimento da Kinship.

“Para quem trabalha com marketing esportivo, é gratificante verificar que existe um movimento de profissionalização da gestão do esporte, espelhado no modelo americano de ligas, e isso está sendo puxado pelo Esports, nesse caso especificamente, pela Riot Games”, diz Manoel.

Octagon já estava se preparando para a chegada das franquias no Brasil antes mesmo do anúncio, “Já imaginávamos que o modelo de franquia poderia ser adotado em algum momento no Brasil pela Riot, visto que foi o movimento que ocorreu em alguns dos principais mercados internacionais”, conta o executivo. “E também já tínhamos o conhecimento de como funciona um modelo de franquia, dada a experiência da Octagon com as principais ligas esportivas. Além disso, antes do anúncio do modelo de franquia pela Riot, realizamos outros projetos importante no universo de esports, que serviram de aprendizado em relação a esse universo especificamente”.

Futuro

Os primeiros passos para o futuro da Falkol Prodigy já estão sendo encaminhados. Toti diz que, como parte do processo de fusão, uma nova marca vai surgir: “existe um estudo em andamento para a criação de um novo nome para a organização e um rebranding novo. Isso será divulgado em breve”.

Já a Octagon ainda está trabalhando lado a lado com o clube, porém, reforçou que o trabalho foi pontual para a aplicação das franquias. “A parceria inicial com a Falkol Prodigy foi focada nesse projeto de franquias da RIOT e foi uma enorme satisfação sermos selecionados para compor a franquia do CBLoL. Significa que entregamos o projeto com o sucesso que queríamos e o cliente esperava. Estamos conversando, mas nosso foco segue sendo o de continuamente contribuir para a evolução dos Esports no Brasil”, diz Manoel.