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Reforçadas e com lição de casa feita: os desafios das novatas do BR6

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"O Brasil ter vencido um campeonato mundial, mostra que o cenário é consolidado", diz diretor de Rainbow 6 (4:45)

Ao ESPN Esports, o responsável pela marca do jogo, Alexandre Remy, revelou que a Ubisoft tem planos de voltar a promover torneios no País e como a empresa enxerga o cenário nacional (4:45)

O Brasileirão de Rainbow Six (BR6) de 2020 não só contou com novo formato de disputa, mas como também passou a ter mais times participantes. Das 10 organizações que estão na elite nacional, três se destacam por serem novatas: W7M Gaming, Santos e-Sports e FURIA Esports.

Ao término do primeiro turno, contudo, apenas W7M que conseguiu superar as expectativas e ficar bem posicionada na sexta posição, com 10 pontos. Enquanto isso, o Peixe (4 pts) e os Panteras (3 pts) amargaram as duas últimas colocações.

O BR6 retorna nesta quinta-feira (17), com o início do segundo turno. Ou seja, essas equipes novatas tiveram tempo para se reforçar, como as voltas de wag e Novys ao competitivo por Santos e FURIA, respectivamente, assim como consertar erros do ponto de vista tático e técnico.

Encontrar obstáculos ao medir forças com as melhores line-ups do país é natural. Sobre os maiores desafios detectados na primeira metade do campeonato, Tchubz, da FURIA, ressaltou a “diferença de experiência em relação às adversárias” para justificar a lanterna, como disse em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

“Temos um time com cinco novatos”, ressaltou. “O nervosismo e a ansiedade também pesaram, principalmente nas primeiras semanas, e isso atrapalhou nosso desempenho.”

No caso do Santos, a imprevisibilidade tática do adversário foi um fator que complicou muito e que ganhará maior atenção daqui pra frente. Pelo menos é o que apontou Mity. “A questão da adaptação nesta chegada à elite é algo importante, sem dúvidas. O estudo muda muito a cada jogo, pois as equipes têm estilos e táticas bem diferentes umas das outras. Então cada compromisso é um novo desafio.”

No caso da W7M, o técnico Abreu acredita que a experiência que ele e o jogador Panico, único veterano do time, possuem fez diferença no aspecto emocional.

“Apenas o Panico e eu temos uma bagagem anterior na elite do Rainbow Six Siege. Então, por ser um time ainda novo, o principal foi mostrar a eles que são capazes e têm potencial para brigar de igual para igual com qualquer adversário, pensando em estar sempre na parte de cima da tabela.”

“Na elite, os rivais não cometem tantos erros para se explorar. É necessário saber modificar bem a maneira de jogar da equipe. A W7M conseguiu bons resultados até aqui exatamente por essa capacidade de se adaptar”, avaliou.

Abreu ainda exaltou o poder de variações táticas dos seus comandados: “Acredito que a W7M é o time que mais inovou no campeonato. Usamos operadores que normalmente são pouco utilizados por outras equipes, por exemplo.”

“Em geral, considero que nos adaptamos bem à elite do cenário, nossa maior dificuldade está em não dar ‘brechas’ em nenhum jogo, pois estamos entre os melhores do país e qualquer erro contra os atuais adversários pode ser decisivo.”

SEGURAR A PRESSÃO

O estudo para elaboração de táticas e os treinos regulares possibilitam que as novatas consigam equilibrar forças com equipes veteranas em qualidade técnica. Mas não tem jeito: o fator emocional é fundamental para que o duelo franco seja possível.

“Nas primeiras partidas do Brasileirão, o fator psicológico pesou de forma negativa em nosso desempenho”, avaliou Mity sobre o Santos. “Tivemos dificuldades em manter a calma em alguns momentos, mas já estamos trabalhando nisso e melhorando cada vez mais nesse aspecto para que isso deixe de ter um efeito prejudicial.”

Até mesmo pela última colocação da FURIA na tabela, Tchubz teve o mesmo discurso. “O que vem influenciando mais até aqui é o fator psicológico. Não adianta ter as melhores táticas se não conseguirmos colocá-las em prática nas partidas. Controlar a ansiedade em momentos decisivos também é importante, foi algo que nos atrapalhou no confronto com a FaZe Clan, por exemplo. Então, até mesmo pela falta de bagagem, o aspecto psicológico tem sido o fator determinante para os resultados.”

Com a volta do BR6, as novatas serão cobradas por esse amadurecimento. Tanto W7M como FURIA já retornam aos servidores nesta quinta-feira (17). Os Búfalos terão pela frente a Team oNe, enquanto os Panteras enfrentarão a INTZ.

Já o Santos terá seu primeiro compromisso pelo segundo turno no sábado (19), diante da Team Liquid.