<
>

CBLoL: "De nada vale sem o título", diz Dionrray, da paiN, sobre campanha até a final

play
Maestro comenta retomada no CBLoL e sétima final da INTZ (2:21)

Técnico da INTZ fala sobre manter a escalação da última etapa e psicológico para final (2:21)

Neste sábado (5), INTZ e paiN, dois dos times mais tradicionais da história do CBLoL se enfrentarão na disputa do último título antes das franquias, além da vaga no Mundial de LoL 2020. A série md5 será uma reedição da final de 2015, que ocorreu no Allianz Parque e teve a paiN como grande campeã.

A campeã de 2015 teve uma campanha inconstante na primeira etapa de 2020, e busca confirmar sua crescente com o título da temporada vigente. Em entrevista coletiva, o técnico Dionrray confessou que, apesar da classificação tranquila de sua equipe aos playoffs, a sensação de “dever cumprido” só virá com a conquista do título.

“Para ser bem sincero, alívio e sensação de dever cumprido só vão se pagar quando a gente vencer o CBLoL”, crava o treinador. “De nada adiantaria a boa campanha [na fase regular] se a gente chegar na final e não conseguir o título, que é o que realmente importa, que é o que a organização busca a tanto tempo. Então eu não tenho a cabeça limpa. (...) Só vou ter isso após o título, após ter uma boa campanha lá fora, que é o que todos buscam aqui dentro”, afirma.

Dionrray, no entanto, concorda que a melhora do primeiro para o segundo split foi positiva, e agradece à organização pelo voto de confiança na comissão técnica. “A paiN ter dado mais um voto de confiança tanto pra mim quanto pro Xero e estarmos fazendo uma boa campanha é algo que me deixa bastante feliz. Estou há um ano e meio na organização e eles sempre confiaram muito em mim. Mas, como já comentei, de nada vale sem o título”, reafirma.

PAINTZ

Apesar do clássico PAINTZ não ter ido ao palco da final do CBLoL nos últimos anos, Robo é um adversário conhecido da equipe intrépida, tendo jogado duas finais contra o time em 2019 pelo Flamengo. “A INTZ é um time com maior leque de possibilidades que a PRG”, compara com o adversário das semifinais.

“Eles jogam com um estilo de scale, são um dos únicos times no Brasil que joga assim. Eles tem um mid game muito forte. Costumam jogar o early game tranquilo pra chegar no mid game bem e ganhar em rotação a partir disso”, explica o top laner.

Ele ressalta ainda a champion pool dos jogadores da INTZ, afirmando que a vastidão impede que picks sejam previstos. “Mas o jeito que eles vão jogar, principalmente early, é um padrão, então a gente pode se preparar pra isso. Eu e o brTT conhecemos eles principalmente em finais, então é difícil, mas não é impossível de prever”, admite.

Sobre a pressão pelo título, Dionrray acrescenta que existe um peso a mais pela chance de levantar um troféu após cinco anos de seca. “Acaba sendo uma pressão natural, porque o trabalho da organização sempre foi rumo ao título. (...) Tendo a oportunidade nas nossas mãos, só cabe a nós não desperdiçá-la, não deixar ela escorregar. Todo mundo aqui se doa ainda mais por saber que não é só o nosso que tá em jogo, e sim o futuro dos nossos companheiros, da organização e da torcida”, diz.

INCONSTÂNCIA E PLAYOFF

O treinador deixa claro que o que acontece nos playoffs é fruto da preparação e da evolução do time durante toda a etapa, negando mudanças súbitas e milagrosas nas últimas semanas. Ele afirma ainda que a evolução ao longo do torneio se deve à mentalidade adquirida com o tempo, principalmente à vontade de testar novas estratégias durante o trajeto.

“Por mais que a INTZ seja uma adversária diferente da PRG, algumas coisas podem mudar e picks novos podem aparecer, mas muito dificilmente algum dos times vai mudar de estilo de jogo radicalmente. Os ajustes são pequenos e são feitos na conversa, analisando jogos de fora e tendências da SoloQ”, diz Dionrray.

Robo finalizou a entrevista respondendo a uma comparação com o Flamengo de 2019. Ele afirma que o Flamengo tinha um early game mais forte, mas que o mid game de seu time atual supera o daquela escalação rubro-negra, tornando difícil para que equipes os vençam quando esse ponto do jogo é superado com maestria.

“Fora de jogo, naquele time do Flamengo a gente tinha bastante desavenças e problemas. Nessa paiN, esses problemas não existem, até porque são cinco brasileiros, os problemas são mais fáceis de resolver. Todo mundo já era amigo antes de juntar nessa lineup, então é um pouco mais fácil solucionar problemas e não ter problemas de fora entrando no jogo”, finaliza.