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Testamos: Tudo o que Legends of Runeterra precisava era de um bom aplicativo no celular - e conseguiu

Interface do Legends of Runeterra mobile Reprodução/Legends of Runeterra

Desde que Legends of Runeterra chegou em versão beta para computadores, eu imaginei que este seria um jogo excelente para as plataformas mobile. Não é para menos: LoR aproveitou tudo o que tinha disponível no mercado e aprimorou de forma eficaz.

Aqui, não vou falar sobre o jogo em si, afinal, LoR está ao alcance de todos no computador (e já demos as nossas impressões para o jogo), porém o que trago é a experiência de jogar no celular em um beta fechado disponibilizado pela Riot Games.

Antes de mais nada, preciso confessar que já estava familiarizado em jogar LoR em telas sensíveis ao toque, pois tenho um tablet que roda Windows. Sim, eu sei, uma coisa é jogar em uma plataforma Windows e outra é jogar em um sistema para telas menores — mas a ideia continua a mesma, afinal, no PC o LoR utiliza o clique direito do mouse. Mas não se trata apenas de adaptar os comandos, se trata em adaptar o jogo inteiro a uma tela de 6 polegadas ou menos.

A leitura de cartas não foi comprometida, tendo em vista que a Riot já fez um bom trabalho de não colocar descrições muito longas nos cards. Isso deixa claro que o desenvolvimento de LoR foi premeditado para jogar em dispositivos móveis e com o jogo em mãos isso ficou ainda mais evidente.

A principal mudança que senti foi direto no tabuleiro. Algumas cartas foram adaptadas para mostrar apenas um detalhe do desenho original, facilitando o reconhecimento dos itens que estão no tabuleiro.

Personagens humanos, por exemplo, têm seu destaque em seu rosto, já objetos, como as turretas de Heimerdinger ganham destaque de alguma parte específica, como a cabeça do T-HEX ou a broca do MK3. Gerenciar as coleções também ficou bem simples, afinal, LoR já tinha uma mecânica simplificada de construção e, nisso o jogo não esconde nenhum detalhe.

A experiência de jogo foi muito boa. A sacada que a Riot teve em colocar as cartas em leque à direita ajuda a dar mais espaço para ver o tabuleiro em telas menores. Assim, você consegue ver o que colocou na mesa sem perder de vista o que tem em mãos.

Além disso, as animações rodaram de forma bastante fluída em meu telefone. Cada transformação de heróis Então me propus um desafio: jogar um dia inteiro fora da rede Wi-Fi. Afinal, é necessário que um jogo mobile competitivo seja estável mesmo em uma rede mais instável. E nesse quesito foi muito bem, não senti nenhuma queda – tudo bem que jogar parado em um lugar não é lá algo muito desafiador para um game.

O que mais me surpreendeu foi que o consumo de dados foi bem baixo – cerca de 5 megas em três partidas completas. Em Free Fire, por exemplo, a média é de 5 megas por partida.

Já o consumo de bateria foi um tanto decepcionante – LoR foi bastante voraz e consumiu cerca de 2% de bateria por minuto de jogo. Claro que estamos falando de algo que ainda está em beta e que existem diversos fatores que podem influenciar, não tome isso como um veredito. LoR mobile está passando por diversas atualizações, sem falar é um jogo muito bonito e com muitas animações, porém, preciso reforçar que game está consumindo o dobro de bateria que HearthStone, seu principal concorrernte, consome no mesmo aparelho.

Mas nada me deixou mais feliz do que usar a loja de aplicativo para poder colocar créditos em minha conta de LoR. Desde o início do beta eu tentei comprar o tabuleiro Hextech, porém, por algum motivo aleatório, a versão de PC não aceitava meu cartão de crédito. E olha que tentei de tudo e acabei desistindo. Com a versão mobile, usei créditos que eu já tinha na minha conta do Google e consegui me presentear com – e ainda comprei um minion.

No fim das contas, as primeiras impressões foram as melhores e é justamente o público mobile que a Riot precisa ter em mente em seus próximos jogos. A experiência de jogar LoR no celular foi muito mais agradável do que a de TFT – na minha opinião, a tela menor não combinou com o jogo de tabuleiro.

Agora resta a você esperar pela versão final. Programado para chegar ao mercado no dia 30 de abril, Legends of Runeterra terá versões para Android (acima do 5.5 em celulares com nom mínimo 2 GB de Ram e GPU Adreno 306) ou aparelhos Apple com iOS 9 ou superior (iPhone 5S em diante e iPad Air em diante). Falando em português claro: o jogo roda em aparelhos lançados há 5 ou 6 anos, então provavelmente você também poderá se aventurar no mundo de cartas de League of Legends.