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Mawth, da Vivo Keyd: 'Eles não sabem como a gente joga e o desconhecido é que dá medo'

Vivo Keyd em ação pelo Clutch Saymon Sampaio / BBL Esports

De equipe que estava prestes a se separar para uma das participante do Clutch. É desta forma que podemos resumir os últimos meses vividos pelo quinteto comandado por mawth, o qual contratado pela Vivo Keyd para representar a organização na liga de Counter-Strike: Global Offensive. "Ficamos surpresos e felizes porque na repescagem já tínhamos miado", comentou o jogador ao ESPN Esports Brasil quanto a oportunidade dada a ele e os companheiros.

Há dois meses, mawth e companhia vestiam a camisa da Falkol e disputavam o Circuito Dell com o objetivo de chegarem ao Clutch. Por ter terminado o semestre com a terceira maior pontuação do ranking, a equipe ganhou o direito de disputar a repescagem que daria uma vaga para a liga. Apontado como um dos favoritos, o time chegou até a final, mas lá acabou sendo surpreendido pela Alma e não conseguiu, assim, se clasificar.

"Nosso time, nos bastidores, já estava certo que alguns jogadores não iam continuar. Íamos reformular e estávamos um pouco brochados com isso. Não jogamos bem e não conseguimos subir", relembrou mawth.

Foi aí que a Keyd entrou entrou na vida dos jogadores da Falkol. Precisando de uma equipe para permanecer no Clutch, a organização começou a negociar com o quinteto e o acordo foi selado no final de janeiro, como revelado anteriormente pelo ESPN Esports Brasil.

"Quando viemos [para a Keyd] foi uma felicidade com surpresa porque a gente montou tudo do zero. No fim, é felicidade e é trabalhar cada vez mai para trazer resultados melhores", afirmou.

Após passar grande parte da última temporada dando tudo de si para chegar numa das principais ligas disputadas no País, mawth está vivendo o sonho de ser um dos participantes do Clutch: "[Estar aqui] É importante porque é o maior campeonato que está tendo no Brasil. Os melhores times do Brasil estão aqui e é importante para todas as equipes".

O jogador completou dizendo que "todo mundo almeja campeonatos lá fora, mas até você chegar lá você tem que, primeiro, dominar o cenário brasileiro. Essa é minha opinião. Estamos jogando entre os melhores e esse é o melhor passo para conseguirmos evoluir e, quem sabe, chegar nesse ponto de dominar o cenário".

Por mais que a organização tenha feito parte do Clutch em 2019, para mawth e os companheiros participar da liga é algo novo e, é por isso, que a Keyd vem sendo apontada como uma das estreantes dessa temporada junto com Bravos, Alma Gaming e Soberano.

Deste grupo, o antigo Team Rufus é, na visão dos especialistas, a principal força já que foi o time que dominou o Circuito Dell ano passado e esteve presente na quarta edição da Gamers Club Masters.

Mawth concorda em parte com a opinião porque Bravos "tem um time com sinergia muito boa e estão há muito tempo juntos", mas afirma que Keyd "tem total potencial" para contestar essa posição de favorito entre os novatos do campeonato.

"Eles, Bravos, já estão no ponto de estarem fazendo o que todo mundo gosta e fica 'fácil' jogar. A gente ainda não chegou nesse nível e vamos demorar um tempo para encaixar certinho, se estabelecer como time e, então, entrar como favoritos", opinou.

Para mawth, o fato da Keyd "ser um time novo" pode ser utilizado a favor da equipe para surpreender aqueles que estão sendo apontados como favoritos ao título do Clutch. "Nós não temos uma base para sermos estudados. Somos um time novo que se você for olhar, nossa Vertigo é o único mapa que pode ser estudado. De resto, eles não sabem como a gente joga e o desconhecido é que dá medo. Com certeza vão se surpreender [conosco]", afirmou.

Com mawth e companhia, a Keyd ocupa atualmente a 5ª colocação com dois empates em duas séries disputadas. A equipe estreou surpreendendo Red Canids e, nesta semana, ficou no 1 a 1 também contra Bravos, em uma série na qual o time começou perdendo na Vertigo mas conseguiu se recuperar em Overpass.

Mawth comentou sobre a trajetória da Keyd até o momento dizendo que o time "está fazendo ajustes e vão rolar ajustes até a gente olhar e falar 'ok, nosso jogo é esse daqui'. Até encaixarmos o nosso estilo, vai demorar um tempo mas o resultado está sendo bom. Para um time 'underdog', a gente já tá com o segundo empate".

"O time da Bravos é bom e o da Red, também. Só não ganhamos, realmente, porque o pessoal tá há mais tempo junto e a gente ainda está pecando em erros que são de longo prazo. São erros que aparecem e a gente corrige, aí aparece outro mas com o tempo vai minimizando. Mas no geral, estamos bem", completou.

PESO DE VESTIR A CAMISA DE UM TIME QUE JÁ FOI PARA O MAJOR?

Quando ainda era conhecida como Keyd Stars, a organização foi uma das primeiras brasileiras a investir no Counter-Strike: Global Offensive apoiando nada mais, nada menos do que a formação liderada por FalleN. E foi sendo representado por Verdadeiro e companhia que o clube disputou o quinto Major da história, ESL One Katowice, disputado na Polônia em 2015.

Categórico, mawth afirmou que ele e os companheiros não sentem "peso" ao vestir a camisa de uma equipe que já foi dependida pelo esquadrão de FalleN. "Comentamos, tipo, que a Keyd já foi para o Major. Mas em nenhum momento o nome em si, da Keyd, dá um peso nas nossas costas".

"Dá mais motivação porque, querendo ou não, isso é um peso para outras pessoas e nao para nós. Pode ser que o nome, em si, intimide algumas pessoas e para gente isso é muito benéfico. Mas peso de estar em uma organização grande, não", finalizou.