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Perfil: fNb, o top laner com potencial para ser o melhor do Brasil em 2020

BBL Esports

Após a final da Superliga, Francisco Natan Braz tinha a cabeça baixa.

Não de tristeza ou de decepção, mas como quem ainda analisava cada jogada que impediu-o de finalizar a temporada com o segundo título em 2019.

“Eles mudaram tudo o que vinham fazendo na Superliga e jogaram em cima de mim. Eles só jogavam bot, o Yang [top laner da paiN] jogava sozinho, e eu não estava esperando isso”, divaga, o olhar centrado.

O título da Superliga, no entanto, era quase facultativo perto de sua trajetória no circuito oficial de League of Legends em 2019 — mas foi o fechamento de um ciclo iniciado na edição anterior do mesmo torneio. Em 2018, fNb foi semifinalista da Superliga e, como revelação, assumiu a titularidade da ProGaming Esports no CBLoL, logo no início da temporada 2019.

Na elite, Natan tropeçou. 19 derrotas em 21 jogos cavaram o caminho da PRG ao rebaixamento. Na segunda divisão, o time nasceu de novo — 16 vitórias ascenderam a PRG ao título do Desafiante e ao merecido retorno ao CBLoL.

Já na pré-temporada, fNb respirava. A possibilidade de levantar outro troféu na BBL Arena era motivação suficiente para que o top laner desse seu sangue na decisão contra a paiN — mas o gosto amargo do vice campeonato não anulava suas conquistas. Ele irá, afinal, disputar em 2020 o Campeonato Brasileiro de League of Legends, torneio mais importante da modalidade no país.

Em 25 de janeiro, o top laner subirá ao palco do CBLoL como promessa consolidada e competirá de igual para igual com veteranos em sua posição, buscando levar seu time, a renascida Prodigy, ao topo da tabela.

A competição que move fNb ao palco, no entanto, não é recente. Conheça Natan, que surgiu das lan houses de Teresina, no Piauí, e seu caminho rumo ao principal torneio de esporte eletrônico do país.

LAN DA FABRÍCIA

Nos bastidores da Superliga ABCDE, semanas antes da final, Francisco Natan Braz relaxa os ombros e afrouxa o sorriso ao lembrar de seus primeiros contatos com jogos, feitos desde seus 4 anos de idade, através do irmão mais velho, Emmanuel.

“O videogame era dele, e eu tava sempre ali no pé, enchendo o saco”, ri. “Eu joguei videogame até uns 7 anos, quando eu comecei a jogar no computador e ir para a lan house. Nessa época, eu ia todo dia. Chegava da escola e ia pra a lan house. Guardava o dinheiro do lanche pra ir pra a lan house”, relembra fNb.

Natan cita, sem dificuldades, o nome da lan house em Mafuá, bairro próximo ao centro de Teresina. “Universus. Hoje em dia é Universus, mas todo mundo chamava de Lan da Fabrícia”, conta, sorrindo. “Fabrícia era a filha da dona, que olhava bastante. Depois foram as irmãs delas, Fabíola e Fabiana, e o irmão mais velho, o Paulo, formado em Ciência da Computação…”, viaja o jogador.

"Desde pequeno, eu queria competir, queria ser o melhor na lan house" fNb, top laner da Prodigy

A lan era movimentada e, segundo a memória de Natan, os competidores se conheciam. “Todo mundo do bairro, 12, 13, 15 moleques jogavam o mesmo jogo.” As jogatinas de GTA e Grand Chase foram substituídas pelas de Counter-Strike — ainda na versão 1.6 — e a competição acendeu um estalo na vida de Natan.

“Desde pequeno, eu queria competir, queria ser o melhor na lan house. Todo mundo queria ser o melhor e passava 11, 12h na lan house. Na época eu não era, porque tinham caras que comiam o jogo e eram muito bons, mas entre meus amigos, eu era”, assegura.

Os pais, no entanto, não eram tão coniventes assim com o hobby que ocupava os dias de Natan. “Minha mãe sempre queria me regrar”, diz, aos risos, “mas pra mim, sei lá, era um lazer que eu não queria parar. Queria passar o dia inteiro, parecia que aquilo era meu estudo”, conta.

Ele, até então, não tinha problemas na escola por conta dos jogos, no entanto. “Eu sempre tirei boas notas. Até conhecer o LoL”, brinca.

LEAGUE OF LEGENDS

Natan conheceu o League of Legends também através de seu irmão. “A gente tinha uma rixa em que se ele estava jogando um jogo que eu não jogo, eu criticava ele, e se eu jogo um que ele não joga, ele me criticava. Ficava atrás enchendo o saco, dizendo ‘que jogo paia, que jogo ruim’. Eu fiz a mesma coisa. Olhei pro LoL e falei ‘nossa, que jogo ruim’. Passou uma semana e eu estava lá, jogando com ele”, conta, sorrindo.

O primeiro contato com o MOBA aconteceu em 2012, ainda no servidor norte-americano. “Tinha acabado de lançar Fiora ou Fizz, um dos dois”, resgata.

fNb relata que pegou gosto pelo jogo e começou a jogar ranqueadas no mesmo ano, subindo para o Ouro na terceira temporada (2013) e para o Diamante na quarta (2014). “Foi quando eu pensei ‘pô, tô ficando bom, dá pra fazer alguma coisa”, conta. “Mal sabia, eu era diamante, ainda era horrível. mas a esperança era a última que morre”, brinca.

“Meu PC era muito ruim”, diz fNb. “Eu jogava com 30, 40fps. Na época, muita gente jogava assim, agora eu acho que não. Sem contar a internet, que eu pegava fila de baixa prioridade porque caía”, relata.

TENTATIVAS

Tentar entrar no cenário competitivo sempre foi uma possibilidade, de acordo com Natan. “Em 2013, eu assisti paiN e CNB e foi na época do auge do brTT. brTT e Kami eram os melhores players de todos, e eu assistia o brTT e queria ser igual aquele cara”, relembra.

fNb passou a buscar a carreira de jogador a partir de cerca de 2015. “Eu era mid na época, jogava muito no mid, em quantidade”, ressalta, rindo. Entre 2016 e 2017, fNb passou a jogar campeonatos de tier 3, e migrou do mid para a top lane para completar em seu time. “Virei top pra brincar e acabei gostando da role”, diz.

A primeira experiência no cenário de LoL aconteceu pouco tempo depois, no início do Circuito Desafiante, em 2017, quando jogou a liga pela IDM Pirata e foi rebaixado. “Perdemos, e eu fiquei sem time. Pensei em parar de jogar, porque eu não tinha mais motivação. Minha única motivação era ser bom no jogo e conseguir dar melhores condições para a minha família”, divaga, pausando a fala.

"Eu assistia o brTT e queria ser igual aquele cara" fNb, top laner da Prodigy

“Eu tinha um amigo que sempre vinha em casa me assistir. Esse amigo tinha acabado de ganhar um PC novo. Ele me emprestou o PC antigo dele... Me deu, até hoje deve estar lá o gabinete. E foi aí que eu consegui voltar”, conta, com um sorriso.

A Merciless, equipe que rebaixou seu time, viu potencial no top laner e entrou em contato com ele buscando sua contratação — mas ele não chegou a estrear, pois o time vendeu a vaga para o Flamengo.

fNb, então, foi indicado para a ProGaming, recém-chegada no CBLoL e em busca de um time B. “Joguei uma partida duo com o Zuao e na outra semana eles já queriam que eu viajasse para a GH [gaming-house], porque eles iam começar o treinamento para a Superliga”, conta. Assim, Natan deixava Teresina rumo a São Paulo, no primeiro passo em direção à carreira profissional.

SAINDO DE CASA

“Eu comecei a preparar minha mãe no início do ano”, resgata, referindo-se ao início de 2017, em que jogou o Circuito Desafiante de sua casa. “Desde esse tempo, eu dizia: ‘Mãe, pode acontecer de eu ter que me mudar pra São Paulo. Posso ter de viajar, vai acontecer isso, isso e isso’”, diz fNb.

“Ela falava para eu não ir, meio que não aceitava. ‘Para de falar essas coisas, eu não vou deixar você sair, você tem que estudar’”, simula a fala da mãe. “Passei uns 6 meses preparando ela. Quando realmente surgiu a oportunidade e eu tive que viajar, eu avisei ela, e ela dizia: ‘ô, meu filho, tome cuidado…’”, relembra.

Saindo de Teresina para a Zona Norte de São Paulo, Natan viu sua vida mudar. “No começo, foi surreal, porque eu tava vivendo um sonho”, diz. “Aqueles caras que eu assistia no CBLoL, eu estava morando com eles. O Goku, o Minerva… caras muito bons”, conta, sobre a ProGaming de 2018.

O time B da ProGaming era composto por fNb, Zuao, Lynkez, Trigo e BocaJR. Apesar de não terem uma comissão técnica exclusiva para a formação, a princípio, Djoko e Dionrray auxiliavam no desenvolvimento dos jogadores, que cresciam em potencial e destacavam-se contra o time A.

A carreira do top laner passou por outra reviravolta quando o Santos, buscando competir no Circuito Desafiante, contatou a ProGaming. fNb, Trigo e BocaJR iniciaram o projeto do time da Vila Belmiro no League of Legends, ao lado de Erasus e NosFerus.

A primeira tentativa do time de subir para a segunda divisão foi frustrada, e o Santos teve mudanças de escalação no final de 2018. O time trouxe Prb, da Team One, para o lugar de Erasus, e Drop, da Redemption, para o de Trigo.

O time fez estreia na Superliga ABCDE, em dezembro.

SUBINDO AOS PALCOS

“O Boca[JR] é um dos caras mais esforçados que eu já trabalhei”, começa fNb, erguendo a cabeça para relembrar do período no Santos, em 2018.

Ele exalta o suporte de seu time na época. “Ele acordava muito cedo todo dia, jogava muita SoloQ, ia dormir sempre no mesmo horário. Eu também jogava muita SoloQ, mas eu não era tão disciplinado, e com o tempo percebi que dentro de jogo isso fazia muita diferença”, defende.

“Ele era um cara com mental estável. Quando aconteciam brigas, discussões, ele sempre estava lúcido para resolver. O Boca foi um espelho pra mim”, confessa. “Tenho um carinho muito grande por ele, por essa etapa da minha vida. Ele me ajudou pra car*lho”, diz.

O Santos estreou na Superliga como um dos times tier 3 no campeonato — e finalizou como semifinalista ao perder para a paiN no quinto jogo. “A gente só não ganhou da paiN porque faltou um pouco mais de preparação”, resgata. “Naquele último jogo, se eu tivesse pego Jayce ao invés de Poppy, talvez a gente tivesse ganhado aquela semifinal”, diz, relembrando, mais uma vez, de detalhes.

Os ‘meninos da Vila’ fizeram seu nome dando tudo de si no torneio de pré-temporada. fNb afirma que o time estava “mastigando o jogo”, e a fome de ganhar levou-os aos playoffs.

“A gente se entendia muito bem dentro de jogo. Naquela época, foi quase o que a PRG do Circuito estava fazendo”, compara, afirmando que o time sabia o que tinha de fazer para que cada companheiro de time pudesse desempenhar bem.

“Quando a gente perdeu para a paiN na semifinal, foi um momento de despedida. Eu nunca vou esquecer”, confessa. “Eu já estava vendido para a PRG. A gente foi para a salinha [de bastidores da Superliga], conversar e se despedir”, relembra.

Ao final da Superliga, as escalações do CBLoL já estavam divulgadas — e envolviam alguns dos nomes do Santos. BocaJR era da INTZ, fNb voltaria para a ProGaming, e NosFerus, posteriormente, deixaria o time pela Vivo Keyd. O time acabava ali, minutos depois de quase tirar a paiN da final.

“A gente falou o que cada um achava do outro e o que desejava pro outro dali pra frente”, fNb conta, duas salas ao lado de onde o diálogo aconteceu. “Eu não consegui falar direito, porque eu tava chorando pra car*lho”, a voz falha. “Cara, todo mundo, 90% das pessoas ali, falaram que viam em mim um futuro brilhante. Eu me emocionei, porque era a despedida de uns moleques que se gostavam pra car*lho. Foi muito especial”, pausa.

Uma lágrima cai, e ele sorri, tentando esconder. “Até chorei, cara”, diz. “Aquele dia ali, eu nunca vou me esquecer.

PRIMEIRA DIVISÃO

O CBLoL 2019 começou menos de um mês depois do fim da Superliga, e Natan estreava na primeira divisão em uma ProGaming desacreditada.

Enquanto os outros times brasileiros vinham com reforços de peso e lineups com fortes nomes, a ProGaming apostou em uma base instável e reforçou-se apenas com fNb, que vinha como aposta, e Leozuxo, que vinha do LAS com campanhas não tão boas.

“Na minha opinião, não só a gente não tava preparado pra aquilo, como também faltou vontade de estar preparado”, crava o top laner, meses depois. “O campeonato era muito longo, e acredito que mesmo a gente não tendo chegado preparado, a gente conseguiria se tivesse se esforçado como deveria”, diz.

“Sinto que faltou esforço de todo mundo”, assume. “Com exceção do Luskka, porque ele deu o sangue naquele split, trabalhou muito e eu tenho muito orgulho dele por isso, também. A gente ficou com aquela campanha amarga e horrível, e todo mundo saiu meio manchado dali”, lamenta.

“Teve uma semana em que a gente já sabia que estava rebaixado. Ia jogar pra cumprir tabela. Ao mesmo tempo que era muito ruim no lado profissional, dentro da casa não estava um clima chato, um clima de velório, porque todo mundo ali se gostava”, diz.

“É muito triste estar com pessoas que você gosta passando por momentos difíceis. A gente podia se odiar, mas se desse certo ali, era o que tinha que acontecer. Infelizmente não aconteceu. Foi etapa bem ruim”, resgata.

RECOMEÇO

fNb classifica a final do Circuito Desafiante como o momento mais especial de sua carreira.

“Eu vinha de um rebaixamento”, resgata. “Eu tava duvidando de mim mesmo, nem sabia se conseguiria jogar CBLoL de novo. No fundo, eu até poderia saber, mas isso pesava na minha cabeça”, conta o top laner.

Com a queda do CBLoL, o foco absoluto de Natan era no retorno à primeira divisão. A primeira medida foi o início de um acompanhamento psicológico individual, e, posteriormente, o jogador abdicou de sua vida pessoal para dedicar tudo de si.

"Foi um split muito difícil. De superação, adaptação, de aprendizado" fNb sobre Circuito Desafiante 2019

“Comecei a namorar no CBLoL e terminei quando fui rebaixado, justamente pra querer focar no jogo e não ter nenhuma distração”, confessa. “Nessas férias, eu nem voltei pra casa… fiquei direto, faziam 6 meses que eu não via minha família. Completou quase um ano, agora”, diz fNb.

O top laner afirma que o acompanhamento psicológico foi decisivo para que ele conseguisse assumir a postura de liderança necessária na campanha do Desafiante. “Eu me conheci melhor nesse meio tempo, sinto que isso me ajudou bastante dentro de jogo”, diz.

A ProGaming mudou radicalmente de postura do CBLoL para o Desafiante. O time dividiu liderança com a Red Canids e a Vivo Keyd durante todo o campeonato, e passou por cima da matilha na semifinal, em um 3 a 0 assertivo. Em agosto, fNb ganhou o troféu do Desafiante como recompensa de sua entrega.

“Foi um split muito difícil”, diz. “De superação, de adaptação, de aprendizado. Quando eu ganhei, eu desabei no estúdio. Não consegui nem dar entrevista no final no palco, porque não conseguia parar de chorar. Eu só conseguia pensar em tudo o que eu tinha passado, e joguei tudo fora ali”, diz.

FUTURO DO CENÁRIO

Após um 2019 movimentado, fNb estreará no CBLoL 2020 em nova fase, com a segurança de um time que se solidificou na passagem pela segunda divisão e a experiência de quem foi do inferno ao céu em uma temporada.

Apesar de tudo, o top laner prossegue sendo considerado revelação, e não nega as falas de que faz parte do “futuro do cenário”. “Isso é normal em qualquer esporte”, disserta, descontraído. “Uma hora ou outra, os velhinhos vão ficando velhinhos, e os novatos vão aparecendo”, brinca.

“Eu acho muito legal fazer parte dessa geração de novatos, mas eu acho que a galera se empolga muito. Agradeço bastante os elogios, mas não acho tudo que eles falam. Acho que faço parte da nova geração e posso estar numa crescente, mas vamos com um pé de cada vez”, pondera.

fNb prossegue. “Acredito que, se eu manter o foco, eu posso sim ser o melhor da minha posição no Brasil, mas ainda não sou. Ainda tem muita gente na minha frente, pelo menos 4, 5 players. Tô me esforçando bastante para que, no próximo split do CBLoL, eu consiga pelo menos bater de frente com eles.”

Natan comenta, ainda, o fato de ser um dos poucos pro players negros no CBLoL. “Cara, eu não sou engajado”, confessa. “Bastante gente vem me perguntar, me procurar e pedir para que eu fale sobre isso, mas eu não tive muito estudo sobre isso, então meio que prefiro não falar muito de questões raciais e coisas assim”, assume.

Apesar disso, ele reconhece a importância através de feedbacks. “Recebo muitas mensagens, como ‘pô, você é um dos únicos caras negros no cenário, isso me deixa muito feliz e me motiva’”, conta. “Fico bastante feliz de poder fazer isso pelas pessoas, mesmo que sem saber. Agora eu estou sabendo, então faço sabendo. Mas é surreal quando você fica sabendo, né, porque não era pra ser algo incomum. Mas acaba que é, né. Então é algo bem especial”, diz fNb.

EXPECTATIVAS

Para Natan, 2019 o ensinou que “conversar, se entender e esclarecer tudo é sempre a melhor coisa dentro de um time”. Ele crava: “a coisa mais importante nesse meio é estar na mesma página que seu companheiro, pelo menos dentro de jogo.”

O top laner é centrado ao contar sua meta para 2020. “Chegar bem para o CBLoL e, no fim do ano, ir para o Mundial, fazer uma campanha boa. Que é o que eu sempre quis desde que decidir ser pro player”, diz.

Na temporada que se iniciará no próximo sábado (25), fNb completará 3 anos de carreira. Questionado sobre se ainda existe um ‘fogo’ de iniciante como guia, o jogador é categórico.

“Eu acho que nem só quem tá começando, mas qualquer pessoa pode ter esse fogo se existir um motivo pra isso. Uma motivação além”, divaga. “Qualquer pessoa pode ter isso, até mesmo quem tá no cenário há anos e não consegue se encontrar mais. Você precisa encontrar dentro de si uma motivação que te faça querer ir atrás dessas coisas, que outras pessoas normais consideram incríveis”, diz.

“O que me motiva… Principalmente, acho que hoje em dia é o mesmo motivo do começo, que é dar condições melhores para a minha família. Ao longo dessa etapa, dessa jornada, eu vim percebendo que eu gosto muito de outra coisa, também”, confessa.

“Olhar o público chamando meu nome”, os olhos brilham. “Aquilo é algo surreal pra mim, que eu quero muito sentir estando no Mundial. Dá um arrepio só de pensar. É surreal. Essas coisas me motivam”, crava.


O CBLoL 2020 terá início no dia 25 de janeiro. fNb estreará pela Prodigy Esports contra a Vivo Keyd, repetindo o confronto da final do Circuito Desafiante, às 14h.

O Campeonato Brasileiro de League of Legends conta com oito times brigando por 40 mil reais de premiação e vaga no Mid Season Invitational, torneio internacional de League of Legends.